Skip navigation

Category Archives: Viagens

Depois do Rio, considero Londres a cidade onde mais me sinto em casa. Fora contrastes culturais óbvios que marcam suas diferenças, ambas são cidades autênticas, que independente de um julgamento simplista (entre bom ou ruim), oferecem carga de identidade para quem habita ou visita esses locais. Enquanto sinto no RIO a força do DNA brasileiro, sinto em LONDRES o DNA do mundo contemporâneo.

Millenium Bridge e St. Paul Cathedral vistas do restaurante do Tate Modern Museum em Southbank.

Ser um viajante experiente oferece a possibilidade de captar sutilezas. Em Londres, diferente de outras cidades do mesmo porte, um elemento sedutor é perceber que tendências não estão implícitas no consumo ou estrelismo óbvio mas nas entrelinhas do comportamento e da cultura. Explico com um exemplo: para alguns, um restaurante não atrae tanto por ser frequentado por Madonna, mas sim porque o chef que cozinha ali faz pratos que contam histórias… Não é a toa que um país como a Inglaterra tem a tradição de movimentos ligados `a transformação – dos rebeldes Beatles nos 60, dos insatisfeitos punks nos 70, dos nostálgicos góticos nos 80 – eventos que nasceram nas terras dos Tudor abalaram a direção da sociedade moderna.

Uma típica tarde de primavera londrina no Soho Square.

Uma metrópole bem cuidada, limpa, em que a arquitectura, ainda hoje, prima por ser horizontal, não agressiva aos olhos nem aos pulmões… Admirar o céu do Financial District ou ainda aproveitar os inúmeros parques que pontuam a cidade é como um refresco para a convivência de todos os estilos.

Hoje Londres é um símbolo do estilo inglês. É a cidade onde refinar o senso estético é tão interessante quanto observar in loco os fenômenos sociais que alí nasceram.  Transito bem por essa metrópole que hoje é fruto de contrastes: senso coletivo e individualidade, veia comercial  e experimentalismo, respeito e humor.

O popular pub gay The Edge recebeu a ‘rainha’ para um drink, durante as celebrações do casamento real.

Londres tem a vantagem de respeitar todos os gostos. Nesta última visita, encontrei a cidade mais movimentada do que o habitual. Mesmo tentando, fugir da multidão na época do casamento real de Kate e Wiliam foi praticamente impossível.  De qualquer forma, foi bom sentir a vibe de otimismo e festa que ainda seduz um povo,  supostamente sisudo e comportado.

Em Visual Merchandisng, vitrine temática é uma técnia eficiente de promover produtos de forma divertida.  Essa é da Guess na Regent Street.

Hoje, depois de tantos kilometros rodados pelo mundo, aproveito para associar viagens de lazer e atualizacão profissional. Em Londres, procuro investir em cursos numa das escolas de design e moda mais renomadas no mundo.

CENTRAL SAINT MARTINS

Detalhe da escadaria em estilo vitoriano  no prédio da Central St. Martins, que a partir de 2012,  será convertido em luxuoso condomínio residencial.

Um dos highlights de visitar Londres tem sido a oportunidade de casar laser com enriquecimento profissional.  Há 5 anos, aproveito a estada em Londres para fazer um curso na Central St. Martins College, uma das escolas mais renomadas nos campos do design, moda e varejo no mundo.

Escolhi um short course de 4 dias sobre Visual Merchandising.

Curso de ‘Visual Merchadising and Interiors’ na Central St. Martins.

O curso, além de cobrir as mais modernas técnicas e teorias de ‘visual Merchadising’ existentes hoje no varejo, um desafo gratificante foi o job de desenvolver um projeto de vitrine 3D, a partir de conceitos ligados a companhias reais do varejo.

OUTLET4HOLIDAYS.COM

A experiência de sentir um londrino é ainda mais completa quando, há 3 anos atrás, adoptei uma prática bastante comum hoje em dia – alugar um studio de temporada.

Um novo serviço da Outlet: aluguel de propriedades em Barcelona e Sitges.

Várias são as vantagens. A primeira é mesmo o preço. Hoje, hotéis no centro de Londres não saem por menos de 100 libras. Dependendo da localização e da época do ano, a busca pela melhor oferta de custo/benefício pode ser frustrante. Mesmo compactos, os studios, mais espaçosos do que os quartos de hotéis impessoais, partem de 80 libras por dia.

Sala do studio na Bateman Street, no Soho.

Cozinhas equipadas permitem um shopping básico no supermercado mais próximo. Preparar refeições simples, mas que significam economia extra no orçamento da viagem é ainda um ganho extra. Outra grande vantagem conveniente é o sistema de wifi, com acesso a Internet liberado, incluso no preço do aluguel.

Arrisquei os dotes de chef numa refeição simples, feita em casa.

Nos últimos 3 anos de visita a Londres, descobri os serviços da OUTLET. Desde então só tive experiências memoráveis em studios nas áreas da Charing Cross Rd.,  Convent Garden e recentemente no charmoso bairro do Soho.

CITY-DISCOVERY.COM

Se você é um curioso do tipo aventureiro como eu, que gosta de estudar os roteiros por onde vai viajar com meses de antecedência, a Internet é o lugar perfeito para você exercitar seu lado de consultor de viagens.

Uma maneira fácil, segura e inspiradora de aproveitar o que o país oferece de mais autêntico, pode ser descoberto usando os serviços de agências virtuais que contactam operadoras de turismo locais para realização de passeios em várias cidades do mundo.

Agência virtual Citi-Discovery – uma opção segura e interativa para customizar viagens.

Há 4 anos, quando montava uma viagem de pesquisa na China, descobri os serviços da City Discovery. Hoje montar uma viagem pode ser tão excitante quanto fácil. O site em questão é uma operadora virtual que disponibiliza roteiros na maior parte das cidades do mundo.

Acessando a cidade em questão, você escolhe entre roteiros com os mais variados interesses. Roteiros podem ser diários, de 2 a 5 dias, incluíndo muitas vezes os serviços refeições e hotéis nas estadas mais longas.

HYDE PARK

Uma das atrações de Hyde Park é o aluguel de bicicletas por 5 libras a hora.

Nesta época do ano, é imperdível um passeio no Hyde Park. Aproveitei para conhecer a Lady Diana’s Fountain construída em homenagam da princesa de Gales.

O sol de verão num dia de primavera, faz uma tarde de 2a. feira ter gosto de domingo nos parques da cidade.

Em dias de sol, o jardim é tomado por grupos de amigos, família em torno de animados pic nics e crianças brincandos na fonte erguida em homenagem a Diana. O clima descontraído, não pode ser mais londrino, inclusive para tirar a camisa e pegar um sol(quem disse que Londres não tem praia??)

EAST LONDON

Desta vez, no East London, area da cidade que vem se revitalizando a passos largos. Atrações como as lojas de roupa de segunda mão em Brick Lane é um marco desta área da cidade que pede uma visita.

O comércio de Brick Lane. Vale a dica da loja vintage ‘Rock it’, especializada em moda dos anos 50 a 80.

O Spittalfields Market é outra atracão imperdível. No mesmo espaço se reúnem barracas com peças de artistas independentes e lojas conceito de marcas reconhecidas.

Loja conceito da Dr. Marteens em Spitalfields Mkt. usa de faixas de plástico amarelo para dividir setores da loja.

Um dos mais vibrantes mercados de curiosidades da cidade, nos fins de semana o mercado é famoso por itens que vão de roupas, acessórios, objectos para casa, artesanais e com foco no design.

Antique market de 5as. feiras em Spitalfields Market.

Nas 5as. feiras o mercado é tomado por expositores e público vintage, com foco em antiguidades, não sendo sendo raro encontrar artistas e estilistas de grandes grifes como Burberry e Gucci fazendo aqui suas pesquisa de criação.

CANDEM LOCK MARKET

Fou numa tarde de sábado que um amigo me apresentou o Candem Lock Market.

Tarde de sábado no Candem Lock Mkt.

O mercado é um mix de lojas de moda, decoração,  restaurantes, e eventos que atrae milhares de pessoas, principalmente nos fins de semana.

Lojas aproveitam a arquitetura original das docas para sede das lojas.

O mais legal da área é a união de espaços de tendas montadas com lojas físicas. A diversidade de produtos, gastronomia e pessoas é imensa e mostra uma Londres menos povoada pelos turistas que transitam no corredor Picadilly Circus e Trafalgar Square.

Tecidos artesanais indianos – uma das atrações que valem a pena investigar no mercado.

PASSEIOS NO INTERIOR

Aproveitar para visitar o interior do país é se aproximar da essência cultural de um país. Nesta última visita a Inglaterra, tive a oportunidade tive de conhecer dois destinos irresistíveis. No site da City discovery comprei um passeio de 8 horas pelo campo – a cidade romana de Bath e o antigo monumento de Stonehendge.

Campos de cultivado por canola (que podruz óleo comestível) decora o caminho ao longo do passeio.

BATH

Bath é daquelas cidades em que é possível  sentir o charme de heranças que atravessam o tempo, intactas e cheias de mensagens.

Piscina termal mais de 2000 anos atraíram os romanos para fundar a cidade de Bath.

Desde as expedições romanas no século V, a região se tornou um famoso entreposto atraindo o exército romano com suas fontes de águas termais.

Arquitetura e atmosfera bucólica valem uma visita com estada em um dos lodges de fim de semana em Bath.

Aqui, além das escavações que revelam o dia a dia da comunidade, o charme da cidade fica por conta do mix arquitetônico e bucólico da cidade – Estátuas romanas se misturam ao cume de torres de igrejas góticas.

STONEHENGE

Logo depois, ha 137 km de Londres chegamos a Stonehenge, um dos monumentos da humanidade, mais impressionantes da era pré-histórica.

Constituição original de Stonehenge.

Pensado ter sido construído em 2500 a.c., sua origem e função ainda geram discussão. Relógio de sol, altar para rituais de sacrifícios, o certo é que o monumento no meio de um descampado ainda gera questionamentos que vão além da pura explicação racional. Perguntas que todos nós tentamos responder nas imagens e vídeos em câmeras e filmadoras.

Life+Style em Stonehendge.

Muitas vezes, o importante mesmo é deixar de perguntar quem ou porque, e apenas admirar e SENTIR. Quanto mais silenciosa e livre nossas mentes, mais perto ficam as respostas para algo supostamente inexplicável. Por um minuto me lembrei da energia que me mobilizava quando via essa cena nos livros de história e que hoje estava ali, na minha frente. Essa consciência momentânea é o que podemos chamar de felicidade – uma rápida sensação de tranquilidade, renovação e sentido amplo de existência.

_________________________________________________________________________________________

Advertisements

Mais que um portal de consultoria para projetos de lojas conceito, o blog Life+Style é fruto do entusiasmo em produzir conteúdo na promoção de produtos, eventos e serviços que valorizem conceito exclusivo, marcados por emoção, surpresa, interatividade, tranformando a vida numa viagem de entrega a emocionantes descobertas.

Época de férias deve ter gosto de viagens inesquecíveis. Assim, como um dos destaques do Life+Style é identificar e promover serviços que promovam experiências personalizadas, compartilho aqui uma experiência de hospedagem  que seduz clientes cansados da mesmice de resorts impessoais.

Harmonia perfeita entre área construída e natureza preservada atraem a visita de variados tipos de pássaros da Mata Atlântica.

Com isto em mente, recentemente fui apresentado a uma experiência única. Sofisticação, simplicidade e atendimento, são alguns dos atrativos do PARADOR SANTARÉM, um hotel boutique em Itaipava onde passei dias inesquecíveis, a apenas 80 kms do Rio de Janeiro.

O PARADOR

Há 15 anos, uma tradicional família carioca teve a feliz idéia de transformar sua casa de fim de semana em um hotel exclusivo. Há 5 anos, a família arrendou a propriedade de 50.000 ms quadrados localizada no Vale de Santa Monica – 6 kms do centro gastronômico de Itaipava – para o grupo de hotéis Marina.

Vista da piscina do Vale Santa Mônica não cansa o olhar.

Localizado num vale reservado, com área construída decorada com peças de design e atendimento personlizado, o hotel atrae um nicho de hóspedes exigentes, em busca de sofisticação e aconchego.

LAZER

Um retiro na serra para repor as energias.

Piscina, sauna, área de lazer e convivência em estilo neo colonial, seduzem o gosto de hóspedes fiéis e exigentes.

Jacuzzi com iluminação colorida revitalizam o corpo no fim de tarde.

Tudo isso e ainda a possibilidade de marcar uma massagem relaxante, ajudam você a pensar duas vezes na hora de deixar esse paraíso… Tanto sossego atrae inúmeras aves naturais da mata atlântica numa paisagem deslumbrante.

INTERIORES

Sala de estar e jantar decorada com cuidado fortalece a sensação de aconchego.

O atendimento personalizado e amigável de um atencioso staff  confere a sofisticação cool do empreendimento, um destaque na classificação hotel boutique na serra fluminense.

Ar condicionado, tv de plasma, cama queen size, roupão e deck com varanda de frente para o vale completava a sensação de experiência inesquecível.

LITORAL VERDE

Outra boa dica deste post fica por conta do relacionamento que estabeleci com a agência Litoral Verde com quem negociei este pacote. Numa época quando agências lutam para se reinventar num mundo dominado pela comodidade de reservas online, a Litoral Verde é uma proposta de agência virtual, especializada na venda de pacotes personalizados para uma clientela exigente, merece destaque.

SONHO NA SERRA

Se passar 4 dias no Parador não forem suficientes, não se surpreenda se você e sua companhia resolverem seguir o coração e estender mais uma diária no meio deste vale, onde as cores do sol nas montanhas, o luar prateado, e o aconchego da natureza reforçam a sensação da mais pura felicidade.

A experiência me fez recordar do cuidado e atenção que recebi num hotel boutique em Phi Phi Island na Tailândia alguns anos atrás… o melhor de acordar deste sonho porém, além da energia renovada, foi aproveitar a viagem tranquila de apenas hora e meia de volta para casa.

Além da sugestão, é legal frisar,  que assim como lojas conceito  supreendem o varejo além do óbvio, hotéis boutique são tendência cada dia mais marcante no setor de hospedagem, promovendo  experiências únicas, íntimas, surpreendentes, e por isso, com espaço de divulgação garantido no Life+Style.

_____________________________________________________________________________________________

Durante o curso FASHION LONDON que fiz na Central St. Martins em 2010, tive a oportunidade de pesquisar três importantes vértices do business da moda em Londres.

Nick Knight’s   SHOWSTUDIO

Nick Knight é considerado um dos mais influentes e visionários fotógrafos da atualidade, desafiando noções convencionais de estética.

Album HOMEGENIC de Bjork, fotografado por Nick Knight em 1997. Um marco na estética contemporânea.

É festejado por colaborações criativas com Yogi Yamamoto, John Galliano, Alexander Mac Queen, Lady Gaga.

Lady Gaga, amiga pessoal de Knight, é uma colaboradora assídua dos projetos do SHOWSTUDIO.

Na publicidade, Knight marcou época em campanhas para clientes como Christian Dior, Swarovsky, Levi Strauss. Colecionou prêmios por seus editorias em revistas como W, British Vogue, Paris Vogue, Dazed and Confuse, ID

TIM BURTON e NICK KNIGHT celebram a fantasia numa edição especial da VOGUE inglesa.

Depois de lançar vários livros de fotografias e ser aclamado em exposições em restropectivas em museus e galerias como Victoria&Albert e Hayward Galley, Knight criou o site de moda SHOWSTUDIO no ano 2000. Um portal multi-mídia, interface para os meios da moda, design, fotografia, internet, artes plásticas e visuais.

O STUDIO também funciona como galeria, onde trabalhos de Nick e artistas colaboradores ficam a mostra.

Clima descontraído na visita ao escritório do SHOWSTUDIO em setembro de 2010.

Pulseira-conceito inspirada na medula óssea, `a mostra na galeria do SHOWstudio.

No projeto The Fashion Body, Nick Knight dirige videos experimentais que retratam a moda explorando diferentes processos, com a participação  de diferentes colaboradores. Em um deles, Lady Gaga aceita o convite de Knight para adaptar uma mini-câmera ao lado de seu olho esquerdo que filma sua chegada em um hotel. Assim, a cantora oferece o seu ponto de vista íntimo do moderno culto `a celebridade. Veja o filme THE EYE’ feito por LG e confira o ‘outro lado’ da vida de celebridade… muitas vezes nem tão glamuroso assim …

Edição com mais de 200 fotos de celebridades comemoram os 30 anos da revista ID. Todas fotos feitas por Nick Knight.

ROBINSON & PFEFFER PR AGENCY

Durante o curso Fashion London na CSM, conheci uma nova forma de promover o networking de moda em Londres.

No seu showroom em East London, a dupla australiana Kyle Robinson (abaixo a esquerda) e Andrea Pfeffer ( abaixo a direita) criou em 2008 a Robinson & Pfeffer com a idéia de incentivar talento criativo e maximizar mída e atividades promocionais.

O showroom promove designers de vanguarda de Stolen Girfriends Club, jóias contemporâneas de Toby Jones e lindos vestidos da estilista Tina Kalivas.

Fotos Vanessa Jackman.

Com o interesse mútuo em moda, pessoas, festas e nas artes, a Robinson & Pffefer identificou áreas em que talento criativo e produtos exclusivos pudessem ser introduzidos no mercado europeu. A agência é única em  promover design emergentes e talento criativo de variadas areas da criação, através de estratégai que integra venda em atacado, desenvolvimento de negócios e comunicação – especificamente relações públicas e eventos.

Kyle Robinson representa e veste a grife neozelandesa Zambise.

Além de representar estilistas emergentes agência promove eventos seguidos da London Fashion Week, que reúnem num mesmo espaço três vértices da pirâmide do business de moda. Eventos onde compradores de lojas conceito como Dover Street Mkt e Liberty tem acesso a talentos emergentes; onde novos estilistas tem  visibilidade garantida; onde stylists convidados fortalecem seu networking identificando novas parceiras de trabalho. Assim a agência criou eventos de moda que promovem além de novos criadores,  economia de tempo e mais lucro para toda a cadeia produtiva da moda.

MATTHEW JOSEPHS

Matthew Josephs fala sobre o novo papel do stylist no business da moda.

Matthew é um recém formando de moda da St. Martins que decidiu não fazer roupas depois de sua formatura. Preferia sim trabalhar com conceitos de estilo por trás da moda.

Dono de um estilo autoral forte, pouco a pouco o stylist com olhar particular começou a produzir os looks para campanhas e catálogos de designers amigos já na faculdade. Hoje Matthew, com apenas 23 anos, além divide seu tempo entre ilustrador, consultor e stylist de editoriais de revistas como ID e Dazed and Confused.

Aficionado pelo mundo dos maguás japoneses e super heróis, as produções de Matthew são cercadas de experimentalismo e fantasia.

Ilustrador, fotógrafo, Dj, consultor, modelo, street booker (muitas vezes seleciona new faces das ruas em Londres para suas campanhas) Matthew credita parte de seu sucesso ao fato de ser multifacetado. Também concordo!! Talvez por isso, está sempre cercado pelo novo, inusitado – tanto na estética que adota para seus trabalhos como nas técnicas fotográficas que introduz nas campanhas que assina.

Um dos últimos trabalhos de Matthew para a VOGUE HOMME no Japão.

A conversa com Matthew foi importante para entender um dos meandros do negócio da moda em Londres, uma das cidades que mais experimenta estilo e exporta tendência para o resto do mundo.

Aprendi que hoje stylists são figuras-chave no cenário da criação, marketing e comunicação da moda.  Além de produções para publicidade impressa e eletrônica, o trabalho destes profisssionais impulsiona o sucesso de estilistas, modelos e fotógrafos.

Antes visto apenas como um coletor de roupas em lojas para shootings de publicidade, hoje stylists inserem dinamismo, ousadia, estratégia, networking e conceito no mecanismo acelerado da moda. Tomada que a novidade chegue logo ao Brasil…

Josephs posa com o namorado e artista Matthew Jones. Fotografados por Nick Knight, fazem parte da edição que celebra os 30 anos da revista ID.

Uma nova e atraente oportunidade para os stylists tem sido o trabalho de consultoria de estilo para grandes  marcas. Usando sensibilidade estética e networking, stylists de sucesso assumem posição de respeito na cadeia da moda – sinalizam tendências de estilo, orientam o visual merchadising e chegam a opinar em estratégias de marketing de grandes grife (Matthew hoje oferece consultoria para a mega rede de fast shopping inglesa TOPSHOP).

Reconhecido pelo designer GARRETH PUGH como um dos stylists mais fervidos da cena londrina, Matthew cultiva com carinho a preciosa liberdade de trabalhar com fotógrafos, modelos e estilistas  que ele mesmo tem a chance de escolher…  aos 23 anos!!

______________________________________________________________________________________________

De 19 de junho a 5 de setembro de 2010, o Southbank Centre, um dos pontos de maior visibilidade cultural de Londres, recebeu o Brazil Festival, trazendo várias manifestações da cultura contemporânea brasileira para o centro de Londres.

O projeto Morrinho foi uma maquete de cidade feita com tijolos a céu aberto. A peça foi criada pela parceria de crianças da favela Pereira da Silva no Rio de Janeiro e jovens da Stockwell Park State, maior comunidade de língua portuguesa no UK.

Localizada ao lado do National Theate, ao longo das margens do rio Tâmisa, a Hayward Gallery é referência nos campos do design e da arte contemporânea

Neste ano apresentou duas exposições imperdíveis: Ernesto Neto’s The Edges of the World e The New Décor.


ERNESTO NETO  –  THE EDGES OF THE WORLD foi um dos eventos que celebrou o Brazil Festival que aconteceu  até início de setembro 2010.

Ernesto Neto é um dos artista contemporâneos brasileiros mais celebrados da atualidade, dentro e fora do país.  Desde o início de sua carreira, é conhecido por produzir esculturas e instalações que exploram os extremos entre pêso e tensão.

Conheci Ernesto Neto quando em 2007 visitei seu atelier no centro do Rio de Janeiro.

Durante a última década o artista cria estruturas biomórficas em ambientes interativos com o espectador.

Nesta sua segunda (e maior) exposição na Hayward Gallery em Londres, o artista  utiliza a elasticidade e transparência de tecidos,  envolvendo especiarias como características principais de seu trabalho . Recentemente, experimentando novos materiais, ele explora novas técnicas e materiais como estruturas de madeira e aço cortadas a laser.

Interessado pela relação do indivíduo com o corpo humano, Ernesto apresena sua visão do coração, orgão onde o visitante torna-se responsável pelo som emitido a partir de um tambor.

A física, astronomia, psicologia e mais recentemente etnografia de indios brasileiros, tem feito parte dos interesses de Ernesto. Influenciado pelo trabalho de escultores europeus modernistas como Brancusi, Beuys e o grupo de Arte Povera italiana e americanos como Alexander Calder, Walter de Maria, Donald Judd, e Richard Serra, Ernesto expoe pela segunda vez na Hayward Gallery. Assim como Lygia Clark e Helio Oiticica, artistas para os quais interatividade e participação foram chaves, Neto acredita estabelecer desta mesma forma a conexão direta entre arte e vida. Seus trabalhos sugerem limites, oportunidades para sensações, para de troca e continuidade.

 

Nesta instalação de Edges of the World, a idéia da PELE, membrana que cobre todo o corpo, com função de defesa, de contato com o exterior, está por toda a exposição. Dentro da obra, o sentimento do participante é um mix de proteção, fantasia e descoberta do quanto somos, ao mesmo tempo, potentes e sensíveis, ao toque e ao convívio.

Visão, olfato, tato são alguns dos sentidos apurados pela forma do artista realizar sua arte.

Ao caminhar pelos túneis internos, passamos dentro de vasos que irrigam a epiderme da pele. O ir e vir de pessoas lembram a irrigação sanguinea do corpo, que enche-se de vida a cada pulsação. O sentido do olfato fica a flor da pela pelo aroma de alecrim e cheiro-verde, que exalam das paredes dos veios. Dentro de cavernas, visitantes são convidados a tirar os sapatos, deitar em almofadas e a compartilhar uma sensação de experiência coletiva, unidos por sensações universais que unem todos os seres humanos, independente de raça, cor, idade… Ernesto consegue seu intuito de unir, compartilhar, trocar. É emocionante ficar quieto, percebendo a entrega do visitante que, pouco a pouco, é seduzido pelo encantamento sugerido pela obra.

Em alguns pontos, o visitante é compelido a subir uma escadas de MDF e perceber o mundo da derme que recobre toda a superfície da exposição.

Vendo cabeças aparecerem e desaparecem, Neto convida ao questionamento sobre limites e sobre o que pode existir além do que nossa vista alcança.

Interagir com o espaço sugere a experiência entre os próprios visitantes, que parecem sintonizados sob o efeito do ambiente de sonho proposto pelo artista.

Essa escultura de folhas de metal (com 6 metros de altura) traz o interesse recorrente do artista em brincar com a dúvida de manter elementos suspensos no ar, desafiando a relação entre peso e gravidade.

Uma exposição com a grandeza de Edges of the World na Hayward Gallery, sinaliza o interesse e respeito com que o mundo está investigando a criatividade e interatividade proposta por este artista brasileiro, com olhar universal.

Os participantes são convidados a interagir e negociar o percurso sobre os caminhos suspensos num jardim com espécies de árvores típicas do Brasil e da Inglaterra.

THE  NEW  DÉCOR

Nesta outra exposição, a Hayward Gallery traz 32 artistas de 22 países, instalações e esculturas usam o design de interiores como linguagem.

Transformando ou subvertendo a aparência, o uso e exposição de mobiliário do dia-a-dia, esses trabalhos investigam a função tradicional do design de interiores em favor de novas formas de objetos do dia a dia.

Diversão ou perigo? Visitantes são colocados de frente com a dúvida quando convidados a deitar em uma cama suspensa por correntes.

Segundo o dicionário, décor significa “mobília e decoração de um quarto ou de um palco”. Nesta exposição, a palavra toma um tom além do óbvio, reforçada pelo mix entre teatralidade, glamour, humor e ironia.

A exposição nos lembra a nova direção do design de mobíliário contemporâneo. O redesign de elemnetos do dia-a-dia para criar novas propostas não está tão distante afinal.

Drama, exuberância, ilusão, percepção, brincadeira, mas também revolta, questionamento e silêncio, são algumas das sensações evocadas durante este passeio estético.

Algumas questões mais amplas como sentido de casa e segurança são evocadas. A exposição sugere a intensidade com que acontecimentos no mundo globalizado afeta nossas vidas. Tensões políticas, sociais e econômicas sugerem a fragilidade e a falsa liberdade da intimidade.

Iluminação aquece a forma e textura do concreto

Muitas das peças da exposição ocupam o lugar exato entre a dramaticidade teatral e o design de interiores.

Sabotando a tirania do design em massa e subvertendo convenções sociais e culturais, somos obrigados a rever e reorganizar nossa mobília mental,  questionar as relações físicas, intelectuais e psicológicas sobre os objetos e os lugares onde eles são hoje encontrados e como nos afetam.

A exposição relembra como ILUMINÇÃO é um dos mais poderosos elementos do design para conferir conforto e drama a interiores contemporâneos.

A exposição, que brinca todo o instante com a união de dois elementos para formar um terceiro,  me fez lembrar as obras que vi há 2 anos atrás numa exposição sobre Dadaísmo em New York.

Assim como as obras de Man Ray e Marcel DuChamps que tanto admiro, a exposição  New Décor nos faz perceber que a vida acontece em ciclos e que o pensamento de artistas considerados loucos, que viveram quase um século mais atrás, está mais que nunca presente entre nós…

_______________________________________________________________________________________________

Museus, galerias e instalações de arte refinam, o zeitgeist de setores como moda, decoração e consumo. Sejam nas flores e pérolas que invadem as ruas e editoriais de moda em sintonia com o ar retro da exposição  ‘Grace Kelly – Style Icon’ no Victoria and Albert Museum, ou uma mostra de design de interiores que beira a arte contemporânea no ‘The New Decor’ na Hayward Gallery, arte definitivamente é um ‘must-experience‘ para empreendedores que buscam a diferença.

Entrada do V&A na Cromwell Rd em South Kensington

VICTORIA & ALBERT MUSEUM

A visita ao Victoria & Albert Museum é sempre uma parada obrigatória na cena cultural de Londres.

Um dos museus mais importantes quando o assunto é moda, suas galerias com acervo sobre história da indumentária, pintura e escultura são gratuitas. As exposições temporárias são pagas.

Ala de esculturas greco-romanas

Guarde uma manhã para chegar cedo, vagar tranquilamente entre as galerias de moda, as exposições temporárias e ainda almoçar no patio interno onde crianças brincam nas fontes do jardim.

Pátio interno do museu, excelente para um relax na hora do almoço.

Uma dica de destino para pesquisa de tendência são as lojas do museu.

V&A Bookshop. Um dos melhores lugares em Londres para pinçar títulos de moda, arte e design.

Na loja de objetos, uma variedade de produtos apresenta novos designers, em moda, arte, decoração.

V&A Gift Shop. Um dos meus endereços preferidos para garimpar novos designers, acessórios inovadores.

GRACE  KELLY  –  STYLE  ICON

Grace Kelly

Visitei no V&A a exposição que celebra a moda e estilo de Grace Kelly para a moda e o estilo, como uma das mulheres mais elegantes de nossa época. Mais 200 peças, entre vestidos Valentino, Yves St. Laurent, Dior, acessórios entre jóias, bolsas e sapatos, contam a história de uma das primeiras mulheres a criar o mito da celebridade.

Nascida em Pittsbugh (EUA) Grace começou sua carreira como modelo. Estudou atuação com o desejo de se tornar atriz de teatro nos palcos da Broadway. Sua beleza sofisticada lhe rendeu convites para ingressar no cinema em Hollywood. Já em 1956, tinha feito 11 filmes em 2 anos. Diva de diretores como Albert Hitchcock em obras primas como ‘A Janela Indiscreta’, Grace foi uma das responsáveis em popularizar  praticidade e versatilidade, atributos típicos da moda americana nos anos 50. Expert em estilo, Grace participava em todo o processo de styling do guarda roupa de seus filmes, ajudando a formar o look de  personagens imortalizados no cinema.

Com James Stwart no clássico de Hitchcock, 'A Janela Indiscreta'. Modelo no início da carreira, Grace opinava pessoalmente no styling do guarda-roupa em todos os seus filmes.

Em poucos anos, Grace se tornou referência de estilo, graça e elegância, conquistando o mundo. Tanto  que uma viagem de trabalho a Cannes, lhe rendeu a côrte do principe Rainier do Principado de Monaco, com quem se casou em 1956.

O vestido confeccionado por Helen Rose, foi um presente da MGM, estudio onde Grace filmou grandes sucessos.

Abandonando o cinema em prol de seu novo papel de Princesa, Grace, se dedicou a trabalhos sociais ajudando a colocar Monaco em guias de estilo e cultura. Apaixonada por moda, Grace deu impulso a moda francesa quando passa a vestir-se com costureiros locais, especialmente Christian Dior e Yves St.Laurent. Seus amigos pessoais, foram estes alguns dos designers responsáveis pela criação de modelos formais, únicos o suficiente para unir modernidade e praticidade, a marca da princesa.

Vestidos Yves St. Laurent usados por Grace na década de 70.

Amante do estilo clássico, é interessante observar como se deu evolução do estilo Grace ao longo dos anos. Discreta nas cores e modelos, Grace adotava modernidade através da escolha de acessórios que refletiam o estilo de cada época.

A coleção de óculos de Grace Kelly ilustra a importância com que a princesa pontuava seus looks com acessórios de estilo.

A princesa aprendeu a editar seu estilo ao longo dos anos 60, 70, 80, através do design de penteados, jóias, bolsas, echarpes…

Hermés criou a 'Kelly Bag', que tinha fila de espera de fashionistas da época.

Amante declarada de acessórios que marcaram época, seus acessórios eram  confeccionados sob medida, compondo cada look da princesa, que viveu e deixou um legado marcado pela sofisticação de unir estilo e praticidade.

Mesmo sua morte, um trágico acidente de carro em 1982, não apagou o fascínio de sua história e lifestyle.

Hoje, efeito direto da exposição do estilo Grace no V&A, flores, laços e pérolas inundam as ruas de Londres.

Pérolas e flores evidenciam o revival nostalgico até mesmo nas gerações mais jovens.

 

Um vestido estilo ‘new look’ adotado por Grace no início dos anos 50 inspira um modelo vendido com exclusividade na loja do museu.

Vitrine da Gift Shop do V&A sinaliza o resgate romântico em 2010.

A cintura marcada do ‘new look’ Dior  anos 50 é referência para a coleção que Marc Jacobs preparou o outono da Louis Vuitton.

Coincidência??   É bem possível que não…

Campanha LV outono 2010. Qualquer referência com o look Grace, não é mera coincidência!

____________________________________________________________________________________

Este post reforça a marca do blog LIFE+STYLE como portal de consultoria no varejo da experiência.
Nele, idéias pinçadas na cena de lojas independentes londrina sugerem surpresa, fantasia e sucesso de projetos que fogem do óbvio.

DOVER STREET MARKET

É marcante o posicionamento de branding de uma marca com o minimalismo conceitual de uma loja como a Dover Street Market.

Vitrines da DSM são um espetáculo a parte para 'visual merchandisers'.

A estilista japonesa Rei Kuakubo, estilista da Comme des Garçon, é a criadora desta loja conceito. Atendimento personalizado, visual merchandising inesperado e vitrines-instalações, que não mostram necessariamente produtos, mas o conceito da temporada.

“Eu quero criar um tipo de mercado onde criadores de diversos campos se reunem e encontram uma atmosfera de beleza no caos: misturando e recriando almas que compartilham uma visão forte e pessoal.” Rei Kuakubo.

Interior da loja é teatral e muda constantemente de acordo com o 'mood' das coleções.

A marca busca reunir designers independentes e renomados num mesmo espaço, criando um marcante mix de produtos, visual merchandising e linguagem de atendimento inovadores.

Expositores para jóias e artigos de beleza atraem a curiosodade pela exposição dos produtos.

Designers dispostos em pequenos ambientes convidam a intimidade entre produtos expostos e visitante.

Seções temáticas dominam alguns cantos da loja, como este corner étnico.

Num prédio de 4 andares, o espaço é aproveitado de forma atraente – araras de roupas se misturam a instalações artísticas espalhadas pela loja.

Uma proposta inovadora de sugerir a diversidade de estilos para completar um look jeans.

Uma experiência fascinante na relação de roupas, acessórios e objetos com visitantes. (foto piano)

Vitrines temáticas espalhadas pela loja lembram instalações de arte em galerias.

Desde jovens designers como o croata Damir Doma até talentos como Gareth Pugh e Alber Elbaz (Lanvin) estão na seleção de artistas da DSM.

No último andar a possibilidade de relaxar com um chá e um menu de cozinha fusion.

START

Uma loja conceito que nasceu da união de forças entre Brix Smith-Start (ex-guitarrista do grupo The Fall) e do designer de roupas masculinas Philip Start, chamam a atenção para Shoreditch, um point cool que se afirma nos ultimos 10 anos na cena de moda no East London.

Tradição e modernidade respondem ao DNA inglês contemporêneo da Start.

A loja apresenta o refinado mix de designers consagrados e estilistas em ascenção. O set up da loja lembra uma cenografia teatral, o que ajuda na descoberta de produtos cuidadosamente expostos.

Vitrine de um bolo feito por espelhos apresentam as marcas de sapatos.

Designers como Miu Miu, Philip Lim, Acne, Isabel Marrant, Alexander Wang e ainda sua prória marca Start atraem uma clientela fiel. A loja desenvolve a venda online, um de seus pontos fortes tanto em variedade de oferta de produto como customer service personalizado.

Desenvolver um trabalho de peças feitas sob encomenda, sob encomenda, confere um ar de atelier de custura que personaliza soluções para um exigente cliente, em busca de experiência na hora de consumir.

Separadas em moda feminina e masculina, a loja se orgulha em não somente comercializar a última coleção de bolsas da estação mas promover uma experiência por completo, através de estímulos que possibilitam um tráfego renovado de clientes a loja.

ACNE

Fundada em 1996 em Stockholm, Suécia, ACNE é o resultado da união de 4 criadores, com uma de suas lojas conceito no coração da Dover Street em Londres.

Vitrines surpreendentes escondem o interior da loja.

Com lojas espalhadas em nove países, a marca é reconhecida como um coletivo criativo, único por seu senso de lifestyle, reunindo meios da moda, publicidade, produção de filmes, design gráfico, assim como o desenvolvimento de produtos, negócios e conceito.

ACNE foi uma das primeiras marcas a identificar espaço para criatividade na produção de jeans, com qualidade autoral. A partir da produção de 100 modelos inovadores, que foram mostrados na Elle sueca, a marca com a típica costura em vermelho brilhante toma o spotlight de editoriais e revendedores exclusivos.

Johnny Johanson e suas criações.

Com a confiança adquirida no sucesso do jeans, Jonny Johanson, diretor criativo da ACNE, investiu em outro gêneros do design.  A primeira coleção da marca foi lançada em 1998. E com ela, o DNA de estilo presente em todas as suas criações – “ o luxo sutil e despretensioso se origina da idéia de que as roupas devem ser a representação do guarda-roupas de alguém. Cool e pessoal”, gosta de dizer Johanson.

“Moda é o mais eficaz meio de auto-expressão. Gostamos de desenvolver peças, que unidas, formam o melhor guarda-roupa, mas com roupas que sejam efetivamente usáveis. Temos uma maneira de pensar individualmente, mas com foco em combinações de styling que juntas apresentam força e modernidade de um estilo de vida”, explica Jonny Johanson.

As lojas são mecas de simplicidade. Me chamou atenção o relacionamento caloroso entre consutores e clientes, uma estratégia sempre benvinda para uma experiência de compra memorável.

Moda e arte intercalam interesses dos visitantes/

O Jornal ACNE foi criado como um instrumento visual de comunicar os conceitos da marca, assim como as inspirações que movem o coletivo ACNE.

Jornal Acne apresenta projetos multi-mídia criados pelos Studio.

MACHINE A

Machine-A é um ótimo exemplo de lojas especializadas em marcas independentes, de criadores ainda fora do mainstream. Pensada como uma proposta que oferece espaço para designers independentes, Machine A foi criada pelo diretor de arte Stavros Karelis, reunindo o conceito de loja / galeria de arte.

Eventos que misturam moda, arte, perfomance na Machine-A torna a loja um polo de cultura de vanguarda londrina.

A escolha designers exclusivos é a grande atração para fashionistas e formadores de opinião em busca de nomes ainda desconhecidos da mídia de massa.

A moda de Katie Freire, formanda na Central St. Martins, é uma das estilistas exlcusivas na Machine-A.

Uma tendência forte de lojas conceito é contratar a consultoria de stylists e diretores de arte para editar as coleções das lojas e customizar um espaço que identifique a marca de exclusividade e agito cultural que essas marcas representam.

Com a estética fundamentada no movimento punk, gótico e maguá japoneses, a moda da Machine A  é selecionada a dedo por Anna Trevelyan.

Anna Trevelyan, stylist da House of Gaga e curadora da Machine-A.

Anna é umas das stylists mais requisitadas da cena londrina e membro da House of Gaga responsável por garimpar os looks usados por Lady Gaga. Além de dar consultora da Machine-A, Ana oferece consultoria para grandes marcas como Burberry e a revista Dazed and Confused Japan.

Interior da loja é pequeno mas convida o interesse por peças únicas.

Vestidos, chapéus, jóias são peças one of a kind e comprados (e usados) como peças de arte que são.

Cabeça usada por Lady Gaga em uma performance em Londres.

Destaque para os eventos que a loja promove simultâneos ao London Fashion Week, organizados no basement da loja.

Artistas convidados trabalham a vitrines da loja como instalações de arte. Esses trabalhos se tornaram referência no que há de mais vanguarda no conceito que mistura arte e moda na cena Londrina.

Vitrines-instalações dão o tom de DNA artístico da loja.

MAISON MARTIN MARGIELA

A Maison Martin Margiela surgiu nos anos 80, apresentando uma estética contraditória `a ostentação e maximalismo que marcou aquela década. Algumas características marcaram a história de assinatura de vanguarda da marca, com sede em Paris, com um novo endereço em Londres.

Fachada da Martin Margiela na Bruton Street. Repare que a loja não tem letreiro. Levei uma hora para encontrar o endereço na primeira vez que visitei

Suas lojas, representam de forma direta alguns conceitos preconizados pela marca.

COR

A maioria das lojas da marca usam o branco e o prata. Um sentido monocromático ligado ao fato de quem deve brilhar é a roupa ( não a celebridade) é um dos fortes statements da marca que transparece inclusive no interior da loja.

Paredes brancas, piso em vinil prateado foca no destaque das peças.

Tanto no design de interiores de lojas (paredes, objetos, escritórios, acessórios) como no design de suas roupas, a marca tem a obseção pela cor branca.

Mobiliário é recoberto com linho branco, indicando o foco na importância da moda da grife

O motivo é o conceito que o branco, através de sua fragilidade, marca a passagem do tempo, dando origem  a tons de amarelos e cinzas que atestam a impermanência e ação do tempo, duas características sempre presentes nas criações da marca, desde sua criação.

INCOGNITO

Em suas campanhas a marca não trabalha com modelos conhecidas. Avesso ao culto da celebridade, a marca usa rostos desconhecidos para suas campanhas. Por vezes convidam clientes representativas que usam a marca em seu dia a dia para posar de modelos de suas campanhas.

A principal linha de ready to wear é assinada apenas por  uma etiqueta em branco presa por quarto pontos de linha branca `a roupa.  Um expert em shape e reutitlização de materiais recondicionados, MM atesta que o importante é a moda que criam.

Letreiro da loja e assinatura da marca nas etiquetas das coleções. Cada n´mero se refere a uma sequência de coleções existentes.

Avessos a letreiros que marcam a localização das lojas em locais previsíveis, a marca praticamente se enconde em becos e locais inesperados para uma marca de moda de destaque.

TROMP L’OEIL

Utilizando uma técnica artesanais usadas nas artes plásticas, incisões e fissuras feitas nos tecidos expoem a pele e sugerem a impressão de ilusão ótica de suas roupas. Pinceladas de tinta dão a impressão de texturas de brilho que na verdade não existem na superfície da roupa.

Nas lojas, o uso de espelhos e vinil prata no chão promove a mesma sensação de experiência de ilusão ótica nas roupas.

DESCONSTRUTIVISMO

A Maison MM deixa a mostra as marcas do processo de criação. A evidência do trabalho manual, muitas vezes de horas, é totalmente exposto pelo desconstrutivismo de bainhas, pences e golas. Muitas vezes fios caem de forma natural das peças de roupa, mostrando sua fragilidade e desnudando seu processo criativo.

Peças frequentemente são patchwork asimétricos de tecidos de coleções passadas recondicionadas.

O desconstrutivismos também está na proporção desconstruídas de volumes de suas peças, acessórios e propostas de interior de lojas.

A Maison Martin Margiela tem o compromisso com a forma inovadora de ousar quando faz moda. Este processo único de comunicar a estética que representa, está desde o lay out de suas lojas onde peças de decoração são sutilmente cobertas por algodão branco, como nas roupas que brincam com transparência, dualidade, movimento, sensualidade, rigidez, como nenhum outro estilista jamais conseguiu atingir.

A mesma estética desconstruída e artesanal da moda Margiela está impressa nos ambientes das lojas e ateliers da marca.

__________________________________________________________________________________________

CENTRAL SAINT MARTINS é o primeiro dos sete posts que compõem a série FASHION LONDON.

 

 


A primeira vez que ouvi falar da Central St. Martins foi quando li um material sobre o gênio criativo Alexander Mc Queen, em 2005. Graduado na CSM em 1992, depois de trabalhar em tradionais ateliers de alfaitaria da Saville Row em Londres, quarto anos mais tarde, Mac Queen assumia como chef designer na Givenchy.

Reconhecido por um trabalho autoral que unia rigor técnico, ironia e senso de espetáculo, a coleção apresentada por Mac Queen no desfile de formatura na CSM foi toda comprada por Isabella Blow, excentrica fashionista e musa do estilista desde então. A morte repentina do designer em 2010 foi uma perda para quem seguia o DNA autoral do estilista. A obra de Mac Queen ilustra um perfil de estilista de talento, inconformado com padrões de estilo de sua época, atitude típica de designers frequentadores da Saint Martins.

História

Fundada em 1896, a escola foi local da expressão de artistas-chave (estilistas, fotógrafos, stylists) chaves em movimentos do comportamento no século XX, como o punk nos anos 70 e new romantics nos anos 80.  Seus professores, muitos há mais de 20 anos na casa, comentam sobre a energia criativa deixada no prédio por figuras como Alexander Mc Queen, Stella Mac Cartney, John Galliano – hoje chefe criativo da Dior – influências inegáveis tanto na moda britânica quanto no comportamento mundial.

Renovação

A partir de 2011, a escola se muda para novo endereço e seus 4000 estudantes vão ocupar um novo prédio na área de King’s Cross.

O endereço na 107 Charing Cross rd., nas redondezas do Soho com suas lojas boutique e livrarias de moda, é o que marcou a história da passagem de mais jovens designers como  Gareth Pugh, estilista talentoso, formado na escola em 2004.

O que realmente surpreende é o grau de dedicação exigido do aluno, com um método de ensino que une teoria e prática. “Ali você aprende a testar seu grau de resistência e vontade de realização. Se quiser completar o curso, você deve fazer por onde”, gosta de comentar Garreth Pugh, um dos mais talentosos estilistas atualmente da cena britânica, graduado na CSM em 2004.

London Fashion Week

Conhecida como umas das escolas mais exigentes na industria da moda, neste ano, de um grupo de 500, apenas 46 mostrarão seu trabalho no desfile final que marca a graduação da turma de formandos.

Um dos momentos mais esperados na indústria de moda Londrina, o desfile de formandos acontece em simultaneo a London Fashion Week e movimenta a cena da industria Londrina.

A qualidade dos formando é tão alta que muitos saem empregados por marcas como Louis Vuitton, Lanvin, Acne, Balenciaga, no final do desfile, criando um burburinho de renovação automática na indústria de moda.

Short Courses

Experimentação, inovação, ousadia, questionamentos e descoberta foram os ganhos que tive desde 2007, ano em que comecei a frequentar os short courses na Central Saint Martins.

Desde então frequentei os quatro cursos abaixo, oportunidades que ajudaram a transformar  marca pessoal em valor profissional.

RETAIL DESIGN

Oferece conhecimento e upgrade intelectual para atuação no gerenciamento e conceituação de lojas conceito no varejo do luxo.

Curso Retail Design - análise de cases variados de sucesso de branding e consumo.

FASHION AND MARKETING

Qualificação na análise de perfil de consumo para aumento de vendas de operações de moda e estilo.

Curso Fashion and Marketing - utilização de mood boards em companhas de publicidade e foco de produto.

DESIGN EXPERIENCE

Habilidade para transformar espaços públicos e comerciais em experiências surpreendentes e interativas.

Curso Design Experience - do conceito a montagem de um projeto para intervir em espaços públicos e comerciais transformando passantes e visitantes em participantes ativos de experiências memoráveis.

FASHION LONDON

Imersão no underground da moda de Londres, visitando show rooms, participação de palestras em branding e estilo, analisando experiências de sucesso de lojas conceito para grandes marcas e designers independentes.

Curso multidispinar sobre moda, comunicação e branding - visitas ao show room de marcas como Burberry, palestras com stylists da revista ID, forecasting em endereços exclusivos.

CENTRAL SAINT MARTINS REPORT

Entre em contato para o conteúdo completo desta consultoria com dicas imperdíveis de como transformar vocação pessoal em desenvolvimento profissional.

______________________________________________________________________________

No ultimo mês de agosto, estive  em Londres para frequentar o 4o. curso que frequento na Central St. Martins College of Arts and Design.

A dedicação a este projeto foi tão intensa que aluguei um studio em Convent Garden, aproveitando como um morador local toda a vibe que Londres tem a oferecer.

Utilizo o contato de uma agência confiável na hora de escolher o lugar para ficar na cidade.

Tive uma das temporadas mais marcantes que já passei em Londres –  cidade onde me sinto em casa por reunir cultura, vanguarda, inovação, rebeldia, respeito, individualidade.

Nesta oportunidade, o curso FASHION LONDON explora studios de designers, lojas conceito e eventos espalhados por Londres. Durante o curso tive a chance de visitar uma série de studios de design, pontos de varejo e eventos de moda.

ROB MEYERS

Entusiasta, articulado, dono de um networking de dar inveja, Rob Meyers foi meu professor neste curso.

Com Rob Meyers e sua assistente no metro em Londres.

Ex-formando da CSM em comunicação e marketing de moda, hoje  ele tem sua própria agênia de direção de arte. Com experiências na área de marketing em empresas como Luella e Burberry, Rob hoje dedica-se a projetos de web design, branding e consultoria em design. Agora retorna a CSM,  como professor do curso Fashion London. Graças a seu networking, foi possível o acesso tanto aos headquarters das mega marcas quanto ao fechado mundo de designers independentes da cena londrina.

Visita ao ShowStudio do fotógrafo Nick Knight.

Durante o curso eu e uma turma multicultural de 15 alunos da Itália, Turquia, India, Alemanha e Japão, exploramos o underground fashion em caminhadas por toda a cidade de Londres, com pit stops estrategicamente selecionados. Visitas a lojas conceito, exposições de arte, palestras com profissionais do meio como stylists e consultor da revista ID e do ShowStudio do fotógrafo Nick Knight,  deram um peso especial ao curso.

Networking: Edoardo é um designer de TShirts em Milão e Alessandra é produtora de moda na MTV italiana.

Acompanhe a série FASHION LONDON, um diário personalizado desta experiência.

Divididos em 7 posts, os artigos seguintes de Life+Style trarão soluções valiosas para estilistas, arquitetos, designers, consultores, estudantes e interessados em moda, design, branding e consumo.

> CENTRAL ST. MARTINS – saiba porque a escola é uma referência no mundo das artes, moda e design da atualidade e o que significa ter a chance de frequntar seus cursos.

> FASHION BLOGGING + MAGAZINES – entenda como o mundo digital de blogs,  editorial de revistas e livrarias especializadas em moda e design afetam departamentos de criação de grandes marcas e designers independentes. Dicas de revistas e blogs para pesquisa.

Palestras Fashion Blogging e Mídia Impressa na Moda.

> LOJAS CONCEITO – mergulhe na análise de 10 super cases de branding (design e visual merchandising) de sucesso na moda e projetos de interiores;

Interior da Dover Street Market, da designer japonesa Rei Kuakubo.


> MUSEUS E GALERIAS – saiba como interpretar a linguagem de exposições de arte e como sua influencia no zeitgeist contemporêneo;

Exposição Martin Margiela na Sommerset House.

> DESIGNERS’ STUDIOS – acompanhe visitas a studios de designers, stylists e fotógrafos de moda da cena Londrina, como o guru multimídia Nick Knight, do ShowStudio.

Agência de PR de moda Robynson Pfeffer.


> STREET STYLE + FASHION FORECASTING – inspire seu olhar crítico para identificar estilo e tendência nas ruas, mercados e endereços de moda vintage de Londres. Conheça o acervo de peças garimpadas durante a viagem como fonte de pesquisa.

Look de Anna Trevelyan, stylist da ‘House of Gaga’ .

Acompanhe esta viagem onde explorei o underground da cena londrina, e conheça o olhar de um consultor especializado nos campos da moda, branding e design.

Mais que tudo, deixe de lado padrões de comportamento previsíveis, e aproveite esta oportunidade para perceber que Londres oferece além de respostas prontas, traduzindo nas entre-linhas,  seu forte senso de identidade e estilo.

ENJOY!

_____________________________________________________________________________________________

Conceituar  produtos, serviços e visual merchandising, motivar equipes de lojas com foco em  design diferenciado, customizar e promover eventos interativos que divulgam conteúdo e estilo, identificam minha experiência e entusiasmo por projetos de lojas conceito.

Uma recente viagem de pesquisa a NY, foi uma oportunidade para identificar e analisar marcas que  surpreendem consumidores de forma inspiradora.

 

A experiência de uma manhã ensolarada de inverno no Central Park é minha inspiração para a busca de emoções únicas na Big Apple.

Uma das tendências marcantes de várias empresas é aliar entretenimento e varejo, como uma forma de estimular interatividade, participação e momentos memoráveis. O valor da experiência vivida torna-se cada dia mais importante no consumo de produtos e serviços.

 

 

Na época de Natal, a patinação no Rockfeller Center atrai visitantes do mundo inteiro para as lojas de Midtown Manhattan.

Abaixo o resultado de uma pesquisa de marcas que valorizo porque conseguem um grande desafio: trabalhar o ato da venda como CONSEQUÊNCIA de uma experiência percebida, onde o cliente é tratado como um CONVIDADO para viver momentos inesquecíveis.

PRADA

A loja conceito da Prada no Soho surpreende por sua arquitetura interna que serve tanto para projeto único de visual merchandising, quanto para a promoção de atividades culturais ajudam no tráfego de clientes na loja.

O exposição de produtos da Prada surpreendem tanto quanto instalações de arte.

 

 

Um palco retrátil recebe shows de artistas. A loja, além de vender produtos passa a ser uma referência cultural na cidade.

O desafio da marca é que a loja não se transforme em uma atração pura e simples, perdendo o foco comercial da operação de destino refinado de compras.

Arte e comércio: unidos, atraem visitantes do mundo inteiro para a loja que transcede a idéia de simples venda de produtos.

MOSS

Um destino imperdível tanto no conceito de produtos quanto de visual merchandising.

Ao fundo, os lustres do designer holandês Tord Boontje, confeccionados com exclusividade pela Coopa Roca, uma cooperativa de mulheres artesãs da Rocinha, no Rio de Janeiro.

Bolas que flutuam ao redor de uma cadeira conferem um efeito de teatral, quase surrealista `a exposição dos produtos. Para entrar neste mundo de sonho, basta investir 3.000 dólares para levar a cadeira para casa.

O mood surrealista convida a imaginação dos observadores.

 

 

O projeto de iluminação é um ponto forte da loja, marcando ambientes e diferenciando coleções de designers mundiais.

Um painel forrado por restos de papelão, transforma uma simples parede em uma obra de arte.

 

CAMPANIELLO

Iluminação tem forte apelo em projetos de lojas conceito.

Iluminação sugere a circulação de clientes pela loja. Em áreas com menor intensidade, a iluminação estimula o relax.

KISAN CONCEPT SHOP

Kisan é uma pequena e exclusiva loja conceito bem em frente `a loja da MOSS, com um mix de produtos gloabalizado. Conversei com Lionel Bremond, um dos 3 proprietários e que adora o Brasil.

O urso branco é uma referência `a Islândia, terrra natal de um dos sócios da loja.

Interessante é o mix de produtos. Designers japoneses, franceses e islandeses, selecionados em viagens de pesquisa pelos proprietários, a loja reúne designers ainda pouco conhecidos, dos cenários da moda e design mundiais… Globalização com sabor de raízes regionais garante a autenticidade dos produtos.

O mix de produtos é sedutor por sua origem e designers exclusivos, desconhecidos do mainstream.

Uma sessão da loja é dedicada a brinquedos, fragrâncias e acessórios, como bolsas e echarpes.


JAIME MASCARÓ

O investimento de lojas conceito em arquitetura única, sugere a força de acessórios como ítem de estilo.

Sapatos falam sobre quem você é e a que você veio…são um dos elementos favoritos em minhas pesquisas sobre tendência de consumo.  Adoro, coleciono, reparo em todos os modelos e na de lojas arquitetura que promovem este ítem.

CAMPER

O texto abaixo resume a filosofia conceitual da marca:

Artesanato extraordinário é nossa maneira de entender tecnologia. Toda nossa paixão e know how se fundem com novas idéias para criar a próxima geração de sapatos que são úteis, inovadores e cheios de personalidade. Muita gente falou sobre tecnologia antes, mas nunca como CAMPER faz. Criatividade aplicada a todo o processo, da fase de pré-produção de um produto até a sua reciclagem. Nunca paramos de evoluir. Como sempre gostamos de dizer na CAMPER: “ A little beter, never perfect.””

É uma marca espanhola que nasceu e Mallorca em 1975, com a missão de refletir lifestyle de liberdade, conforto e criatividade em suas criações.

Um atendimento atencioso e personalizado marca o DNA de lojas conceito de primeira.

A experiência de atendimento na loja do Soho superou uma simples venda. Minha vendedora não me vendeu apenas sapatos, mas um mix de sensações com tecnologia! Tudo por US$ 185,00!

ALDO

Se tivesse Orkut, fundaria a comunidade daqueles que amam a ALDO. Com a carência criativa que abate designers de calçados masculinos no Brasil, só me resta visitar a ALDO nas viagens para NY, Paris, Londres…

A gerente Catherine me falou sobre o crescimento da marca de sapatos, que hoje também investe forte no campo da bijouteria.

Além de atrair clientes pelos preços competitivos, a marca  investe hoje no lançamento de tendências.

 

 

Um display com variedade de modelos masculinos, posicionados de forma curiosa, desperta o desejo de compra.

 

O modelo que escolhi tem o interior forrado de vermelho. Assim como na alta costura, o forro também conta a sua história.

Onde outras marcas chegam a cobrar US$ 1000,00 dólares por um par de sapatos, na Aldo você encontra modelos masculinos, com design diferenciado, por menos de US$200,00!

Presente em 46 países, a Aldo já tem lojas na América do Sul (no Chile e Venezuela). Se chegam ao Brasil, que se cuidem as marcas de calçados masculinos brasileiros…

APPLE  STORE

Como profissional do meio do design, sou fisgado por marcas  conceito quando viajo.

A entrada da concept store da Apple na 5th Avenue tem um efeito etéreo, de surpresa e design arrojado.

Mesmo o Brasil ter desenvolvido sua economia no últimos anos, o país ainda é carente de flagship stores da marca.

Portanto, toda vez que viajo, mordo a “maça” sem culpa nem piedade… pois reconheco seus benefícios práticos para minha vida. Design e experiências únicas são os ganhos imediatos de uma visita a Apple Store.

No interior, as mesas de cedro claro traduzem a leveza e bem estar do ambiente.

Adoro a sensação de liberdade de manusear os aparelhos dispostos por toda a loja. A primeira coisa que todos fazem é checar sua caixa de emails… Logo depois, começamos pouco a pouco a nos apaixonar pela rapidez da máquinas, a textura dos teclados, o visual da tela…pronto, a marca consegue nos encantar! A compra de um produto torna-se consequência desta experiência percebida.

Lojas conceito espelham em suas características o DNA de sua marca.

A APPLE é conhecida por promover workshops que promovem o conhecimento com consultores especialistas. Toda flagship store da marca  tem um auditório, onde apresentações dos mais diversos aplicativos são feitas. Promover conhecimento de novas maneiras na utilização de produtos tem sido uma forma eficaz de fidelizar clientes antigos e conquistar clientes novos.

 

Workshops e aulas interativas conquistam consumidores cada vez mais em busca de conhecimento como valor agregado ao produto que consomem.

MUJI

Ética social, superação criativa e design atemporal marcam a filosofia da marca.


Conheço a marca japonesa MUJI há muitos anos. Além de sua estética minimalista, de cores básicas, a companhia produz design funcional, sustentável, como ferramenta para facilitar e melhorar a vida das pessoas, a preço acessível.

MUJI, que em japonês signica “sem marca”, trabalha a estética e identidade de seus produtos através da personalidade conferida por seus usuários.

O visual merchadising da loja, posicionando canetas coloridas na entrada da loja, atrae clientes para seu interior.

Desde papelaria, até malas de viagem, relógios, roupas, capas de chuva, louça, utensílios e móveis  para a casa, a filosofia de design da marca com foco no “lifestyle”,  respeita a união de função,  estética e sustentabilidade.

A empresa veste toda a casa, atendendo o apelo do mix de produtos ligados lifestyle.

A marca está em 18 países mas o sentimento de acolhimento, de identificação com o universo  MUJI,  é sempre o mesmo. Isto porque, mais que distinção cultural, lojas conceito potencializam EMOÇÕES. E emoções são sensações HUMANAS, sentidas por todos, independente de nacionalidade, idioma, sexo, cor, credo ou raça.

OSKLEN

Loja da Osklen no Soho segue o conceito da flagship store da marca no Rio de Janeiro.

O charme brasileiro marca presença no Soho com o sucesso da marca Osklen, que vem conquistanto clientes fiéis na Big Apple.

Tanto que a marca tem planos de abertura de outra filial americana, desta vez em Miami.

 

 

Acompanhado de meu amigo de longa data Aércio, que hoje mora e trabalha na cidade, termino minha pesquisa celebrando novos encontros com Julia e Felipe, vendedora e gerente da loja conceito da Osklen no Soho.

Visite e inspire-se no site das marcas citadas neste post.

PRADA

MOSS

CAMPANIELLO

KISAN CONCEPT STORE

JAIME MASCARÓ

CAMPER

ALDO

APPLE

MUJI

OSKLEN

__________________________________________________________________________

 


Em dezembro de 2009, cumpri um roteiro de pesquisa em centros de arte e design, entre New York e Boston.

A arquitetura do MAD se destaca no Columbus Circle em NY.

O  Museum of Arts and Design ou MAD de NY,  é um endereço que não podia faltar nesta lista. Lá, tive uma das experiências mais marcantes deste roteiro de pesquisa.

SLASH:  PAPER  UNDER  THE  KNIFE

Slash: Paper Under the Knife é uma exposição que sensibiliza não só pela criatividade temática, mas pela expertise técnica e artesanal de designers que escolheram o PAPEL para manifestar a sua arte.

Volume tridimensional avança sobre o espaço.

A linha tênue que separa fragilidade e  força é um dos aspectos que emociona nesta exposição. Me lembrou de nossa busca (eterna) por este refinado equilíbrio , tanto na arte, quanto na vida.

Na época da minha visita ao MAD participava do curso Design de Exposições aqui no Brasil, o que me permitiu investigar com mais profundidade as sutilezas sensoriais que tive a oportunidade de conferir de perto na exposição.

Ilusão ótica no papel perfurado.

Formas destorcidas, volumes vazados, alto grau de detalhamento, surpreendem o olhar do espectador, que facilmente perde a noção do tempo investigando as obras (fiquei mais de 2 horas!).

Narrativas em papel kraft.

Slash é a terceira exposição da série de Materials and Process do MAD, que investiga o resgate de materiais e técnicas artesanais na produção de arte e design contemporâneos. A exposição apresenta diferentes técnicas no manuseio do PAPEL incluindo trabalhos que são queimados, rasgados, cortados a laser, recortados a mão.

Detalhamento intrincado no papelão.

October 07–April 04

Museum of Arts and Design

2 Columbus Circle New York, New York 10019

REVELANDO O PAPELÃO

Mas você não precsa ir a New York para descobrir os segredos do PAPELÃO

Começa dia 14 de janeiro, o curso REVELANDO O PAPELÃO na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, aqui no Rio de Janeiro. A dupla de designers Luis Alberto Zuñiga e Cíntia Kury Souto revelam sua bagagem técnica e prática no beneficiamento do PAPELÃO.

Elemento que surpreende por seus atributos físicos de flexibilidade, resistência, versatilidade e sustentabilidade, o curso pretende oferecer aulas práticas com PAPELÃO como material alternativo para suporte de exposição e outras construções. Focado em profissionais e estudantes de arte, design e areas afins interessados em conhecer técnicas alternativas, o curso terá 5 encontros ao longo de 3 semanas.

Em 2009, tive meu primeiro contato com o manuseio do papelão. Alí nascia meu interesse em aprofundar esse conhecimento.

Maiores informações no site da EAV.

————————————————————————————————————–