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Category Archives: Viagens

Ponte Alexander III  numa manhã de primavera ao longo do Sena.

Paris continua SIM sendo a capital da moda… Andar pelas ruas da cidade, descobrir suas vielas, apreciar a sintonia entre história, arquitetura, natureza, herança artesanal, um olhar mais atento confirma que além de linda, a cidade continua influenciando o comportamento e o consumo de vanguarda.

DICA: click no link da Colette abaixo e volte para ler este post ao som de um soundtrack dígno de Lojas Conceito de qualquer lugar no mundo!

COLETTE

Fachada irônica provoca a entrada de visitantes na loja da Rue St. Honoré.

Difícil apreciar moda, beleza, música e design, arte, sem conhecer a experiência de consumo da Colette, um oásis de referências de comportamento contemporâneo, na Rue St. Honoré, Rive Droite.

Na área da cultura a seleção de mix da loja cobre CDs, DVDs, livros, revistas de moda, design, gastronomia.

 A área de cosmética, setor que cresce a cada dia, chama atenção de visitantes antenadas. No primeiro andar da loja, você encontra camisas e edições limitadas de Nike. No andar superior, a moda de designers inovadores é exposta como se fosse os bastidores de um desfile. Ao invés de intimidar, o visual merchandising da loja, junto com o preparo dos vendedores (que realmente são brifados nos estilistas e em moda), te fazem querer experimentar e levar (quase) tudo… Sempre compro CDs e a revista Frame por aqui…

Clientes desfilam ao lado de peças assinadas.

Além parcerias de coleções desenvolvidas pela Chanel e Hermés e vendidas exclusivamente na Colette, a loja seleciona novos designers para expor sua moda nas araras da loja por tempo limitado.

Promover a exposição de produtos como se fosse arte, coloca a loja no epicentro do que você vê de mais ‘cool’ num só lugar em Paris.

No subsolo, você ainda encontra o conceito de flexibilidade no Water Bar, um restaurante especializado em ÁGUA… isso mesmo, mais de 100 tipos de nacionalidades de água vindas de fontes tão longínquas como as Filipinas…

Water Bar é sede  aulas de culinária durante a semana.

Sarah Lerfel, que abriu a Colette em 1997, mesmo depois de 15 anos não tem pretensões de crescer nem abrir filiais. Um pensamento típico de quem quer manter o frescor dos produtos, a qualidade do atendimento  – algumas das razões porquê os estoques da loja se esgostam  rapidamente.

O fotógrafo e ilustrador Tom Selby celebra parceira e exposição na Colette ao lado de Sarah, a curadora e proprietária da loja.

Hoje, Sarah e seus súditos sonham com a celebração dos 15 anos da loja – uma super festa com diversas atividades como skateboarding, ping pong, jogos de basket, um festival patrocinado por parceiros como Nike, Fred Perry, DC. Isso tudo logo alí em frente no  Jardin des Tuilleries.. e totalmente aberto ao público…

Uma forma de agradecer os seguidores da marca reforçando conceitos de convívio, entretenimento para a cidade de Paris.
Vamos torcer estar lá para curtir!

COLETTE
213 Rue St. Honoré

Paris 75001

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CHANTAL THOMASS
Na mesma Rue St. Honoré, a metros da Colette, você encontra a Chantal Thomas, umas das primeiras lojas a trazer para valorizar a roupa de lingerie como peça fundamental para o vestuário feminino.

Fachada neo-clássica sinaliza o clima de identidade retrô da marca.

Abordando o conceito de que é no detalhe onde está a diferença, a lingerie da Chantal mostra a importância do apuro aos detalhes, as cores, as rendas, ao simbolismo intrínsico por detrás da magia de roupas de baixo.


Estar em Paris, uma cidade com sensualidade e romantismo a flor da pele, reforça ainda mais a força das vitrines temáticas da marca que ilumina a St. Honoré narrativas suas vitrines.
Aliás, o projeto de visual merchandising uma das âncoras da assinatura desta marca.

Clima de boudoir e ambiente de fantasia sugerem as compras.

Num clima e boudoir francês, com painéis em corian, objetos e cadeiras de acrílico transparente e vermelho, com chaise longs cobertas de cetim rosa-pêssego, a loja desvenda para sua clientes um mundo mágico, onde o ato de compra uma calcinha ou sutiã se transforma num momento mágico… e que provavelmente irá render uma noite de sonho e maravilhas para as sortudas que fizerem parte deste unviverso lúdico.
CHANTAL THOMAS
211 Rue St. Honoré
Paris 75001

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NATURA 

A expansão da Natura marca extensão da marca MADE IN BRAZIL no território francês. Depois de muitas pesquisas, a alta administração da marca concluiu que os franceses não vêem o Brasil apenas como o país do Carnaval.  O DNA de criatividade, do bem viver, da beleza natural e beleza das mulheres brasileiras, apontaram com otimismo para o investimento de 65 milhões de reais na primeira loja da marca em território europeu.

Loja Natura Brasil em Paris, projeto do arquiteto brasileiro Arthur Casas.

Aproveitando conceitos de produtos feitos com extratos naturais colhidos de áreas controladas da Mata Atlântica, cerrado e Amazônia, a linha EKOS foi a escolhida para refletir a presença da marca desde 2004 na capital da perfumaria mundial.

Linha Ekos exposta em estantes de madeira certificada.

Arthur Casas, renomado arquiteto brasileiro foi o escolhido para conceituar o espaço da loja com o mesmo DNA de posicionamento de marca. Lay out orgânico, elementos em madeira, fibra de bananeira, peças sustentáveis com assinatura dos irmãos Campana, sincronizam a síntese de sustentabilidade e responsabilidade ambiental usada neste projeto comercial, um primeiro investimento visando expansão por outras cidades européias.

Cipós e peças assinadas decoram o ambiente sustentável.

A loja valoriza a cultura e a promoção de eventos como forma de atrair e educar seu público. Seminários com experts em maquillagem e concertos de música popular brasileira até mesmo perfomances com repentistas de literatura de cordel atraem público interessado em cultura associada ao conceito comercial.   Vale conferir o conceito especial desta loja que fica no 6o. arrondissement, região do charmoso Boulevard  St. Germain de Prés.

NATURA BRASIL

2 Place Michel Debré

Paris 75006

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ARTAZART
O Canal St. Martin, que corta 10 e 11o. arrondissement, é dica perfeita para quem curte se aventurar fora do circuito turístico da cidade.

Canal St. Martin

Foi alí, num passeio matinal descontraído entre restaurantes, bistrôs e lojas de bairro, que descobri a ARTAZART.

A loja é um mix de book e design store, você encontra um mix de câmeras fotográficas analógicas Lomo, bolsas de lona da suiça  Freitag e seleção invejável de toy art que decora o ambiente (e que também estão a venda).

A impressão é estar na casa de um amigo antenado com arte, design, estilo e tudo que há de bom nessa vida…A loja é ponto de encontro de artistas e designers da cena independente parisiense.

Convite para encontro e palestra com a designer Matali Crasset, uma das colaboradoras de Phillppe Starck, anima os happy hours  na Artazart.

ARTZART DESIGN BOOKSTORE

83 Quai Valmy
Paris 75010

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PALAIS ROYAL

Fonte do Palais Royal, ponto perfeito para relaxar em dias quentes!

Este é uma das pérolas escondidas de Paris…Misto de parque com galeria, o Palais Royal é uma caixa de boas surpresas – de antiquários, a bistrôs, lojas conceito de grifes como Stella Mc Cartney e Rick Owens, até uma loja de brinquedos feitos a mão do século retrasado…

Corredores do Palais e suas vitrines inspiradoras.

Vitrine Rick Owens.

O local reúne o que há de mais tradicional com o que existe de mais inovador em arquitetura , visual merchandising e experiências em lojas conceito.

A vitrine de uma perfumaria inspira a direção de cores, formas no planejamento de vitrines.

Para celebrar um dia intenso de pesquisa, a dica é relaxar com um dos melhores mojitos da cidade no Le Saut du Loup, restaurante anexo ao Musée des Arts Decoratifs.

Salut!

Fim de tarde no Le Saut du Loup.

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Confira o primeiro video post da série Life+Style Indica.

Acesse a seguir o link direto das obras no site da parceira Livraria Cultura.

A Parisiense

Frases para Guardar

Caderno de Exercícios para Descobrir seus Talentos Ocultos

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Um grupo de interessados participantes se reuniu ao redor do evento PARIS – Roteiros de Estilo, conteúdo Life+Style apresentado a convite da Livraria Cultura, na loja do Rio Fashion Mall.

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PARIS – Roteiros de Estilo, talk show Life+Style na Livraria Cultura.

A troca de experiências e ambiente intimista marcaram  a maneira leve e criativa de passar dicas práticas na hora de programar uma viagem inesquecível a uma das cidades mais fascinantes do mundo.

Trabalho minucioso de pesquisa e domínio de conteúdo apresentado

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Conteúdo baseado em pesquisa e experiências pessoais enriquecem o encontro.

Parcerias com consultores experts favorecem narrativas de qualidade e interesse. Paris – Roteiros de Estilo apresenta uma pesquisa  histórica, sócio-econômica da cidade, conferindo uma idéia geral sobre a capital francesa. Agregando dicas específicas em moda, gastronomia, arte, endereços de compras, além do estilo de vida da parisiense, formou-se o olhar de consultoria autêntica para aproveitar ao máximo o que a Cidade Luz tem a oferecer.

Talk show – formato de apresentação interativa

A investigação de aspectos práticos como transportes, urbanismo, vida cultural e comportamento do cidadão parisiense, inspirou  a troca de experiências, o clima de interação e participação ativa do público.

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O debate democrático de opiniões valoriza o ponto de vista dos participantes.

Mais que palestras, o formato de talk show torna-se a assinatura de estilo dos eventos Life+Style.

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Talk show interativo é motivo para a satisfação e a identificação imediata do público com as apresentações Life+Style.

Valorização do debate de idéias

Homens, mulheres de todas as idades, confirma o número cada vez maior de interessados em oportunidades que despertam o convívio e o debate de idéias como forma de compartilhar conhecimento prático sobre temas atuais.

Redes Sociais reforçam dicas online

Índo a Paris??  Confira uma prévia das dicas da cidade nas páginas Life+Style no Pinterest e  no Facebook.

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O Life+Style costumiza conteúdos sob medida nas áreas da moda, do design, do consumo, da cultura e de viagens para interessados no entretenimento e na formação intelectual.

Maiores informações: contato@lifeandstyle.com.br

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Esse é o fio condutor de PARIS – Roteiros de Estilo, é o fio condutor da consultoria que apresentei a convite da Livraria Cultura do Rio Fashion Mall,  dia 22/11 `as 19.30 hs.

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Uma viagem pela Cidade Luz em talk show na Livraria Cultura.

Nas temporadas em Paris, como pesquisador  nato – seja pela profissão ou perfil de personalidade – sou daqueles que mergulha no destino de viagem com ao menos 3 meses de antecendência.. emoção, curiosidade, nostalgia e improviso – abaixo uma prévia desta viagem de emoções com exclusividade para os leitores Life+Style!

ENDEREÇOS DE ESTILO

Dicas de endereços, bairros, transporte, hospedagem para facilitar a descoberta da cidade.

Hoje Paris é a mais populosa metróple da Europa com 12 milhões de habitantes. Pela localização geográfica, pela história de uma civilização requintada, por ter sido cenários de grandes revoluções político, sócio e econômias que direcionaram o rumo da sociedade do ocidente, Paris, desdo o século X, se tornou a cidade natal de movimentos culturais, do ensino e das artes na Europa.

A MODA

Qual o estilo da parisiense? Como entender seu DNA e pegar emprestado dicas de estilo valiosas?

Paris é uma cidade daquelas cidades que mesmo arraigada a tradições nobres, regidas pelo rigor de séculos, consegue se renovar com o ar de quem não tem a pretensão de ser moderno. Um ar de quem valoriza o arquétipo de passado romântico  sem ser piegas, berço de designers tão contemporâneos como Phillpe Starck ou estilistas tão atemporais quanto Coco Chanel. O estilo da parisiense é autoral sem querer ser autoritário, criativo sem querer ser enloquecido.

Paris exige o ajuste do olhar! Olhos atentos para os detalhes. É isso – detalhes !! – uma pequena palavra que define a grandeza e assinatura de estilo de um lugar e seus ilustres moradores. Como lembra Jean Jacques Sempé, um dos ilustradores mais notórios da França e criador de ‘O Pequeno Nicolau’, que aos 80 anos, não se cansa de registrar cenas de cotidiando de numa cidade com  DNA que se mistura no espaço e no tempo.

A CULTURA

Quais os destinos de cultura na cidade?

Todo o arquétipo emocional e retrô da cidade está impregando nos seus jardins, boulevards, vielas de pedestres, que quanto mais remotos e escondidos mais falam da autenticidade de uma cidade berço de gênios das artes e da cultura ocidental como Vincent Van Gogh, Picasso, DuChamps, Piaf, para citar apenas alguns…Mas nem só de gênios vive essa cidade que nasceu de uma ilha – a Ile de da Cité – a partir do assentamento de gauleses de oriegem celta, antes de ser ocupada pelos romanos.

O ENTRETENIMENTO

Quais os bares e pontos descolados – ou mais simples – para perceber a autêntica Paris dos parisienses?

Em minhas temporadas em Paris, nem a  Torre Eiffel nem Arco do Triunfo fazem mais parte de meu roteiro para experimentar a cidade. Não é preconceito. É simplesmente a constatação de que esses endereços, com filas de turistas massificados, dificulta minha percepção do quotidiando autêntico de quem vive na cidade. Mesmo eu mesmo um turista, troco a ída nesses monumentos ‘deja vu’ para admirar o por do sol comendo morangos, bebendo champagne na Pont des Artistes,  ou ainda tomando um dos melhores mojitos da cidade no happy hour do Saut du Loup, de frente pro  Jardin des Tuilleries – todas experiências mundanas que ajudam ‘incorporar’ o espírito parisiense de viver a vida com estilo!

O CONSUMO

De outlets a lojas conceitos, onde ficam os endereços comerciais secretos  na cidade?

Não é a toa Paris ainda é a cidade da moda.  Desde o século XIX, quando o estilista inglês Frederick Worth começou a criar, pela primeira vez, uma coleção sazonal para a Imperatriz Eugenie – a descolada mulher de Napoleão III – , a haute couture e os grandes estilistas devem passar por suas semanas de moda antes de se tornarem célebres. Até hoje é fácil saborear este clima de finesse retrô quando percorro os endereços de grifes internacionais e francesas na Fabourg St. Honoré na Rive Droite ou no Boulevard St. Germain de Pres na Rive Gauche.  A experiência nesses endereços decodifica algo do rigor estético do feito a mão, uma assinatura assinatura indissociável do puro estilo francês.

O ENCANTAMENTO

Onde Paris é mais pariesiense?

É este o exercício do olhar a que me proponho quando estou em Paris. A contingência para desacelerar o olhar e aumentam minha percepção e meu encantamento. Por isso não indico Paris para quem tem 3 dias de férias. Indico uma temporada – o tempo ideal para o reajuste do olhar, do espírito e claro, do corpo, aos efeitos da cidade! Desta forma, VIAJAR significa mais que  somente um verbo de movimento em direção a algum lugar. Significa a viver um imaginário que já existe, que está alí, para quem tiver paciência, curiosidade e paciência para experimentar além do óbvio.

A GASTRONOMIA

Do simples ao luxo, do tradiconal ao eclético, do minimalista ao barroco. O mix de contrastes é tudo, exceto óbvia.

De autênticos bistros aos modernos centros de culinária, onde está o saboroso paladar da cidade?

O OLHAR

Com grande prazer atendo o convite da Livraria Cultura para compartilhar o olhar único que desenvolvi sobre Paris e seus habitantes nos campos do estilo, da gastronomia, da cultura, do design e do entretenimento. Uma oportunidade única para compartilhar segredos de  uma Paris autêntica e emocionante, que descobri ao longo de anos de intimidade.

E quais as dicas de Paris customizadas para o SEU estilo?

Venha conferir !!

PARIS – Roteiros de Estilo  

por  Marcelo Novaes

Livraria da Cultura

Rio Fashion Mall

dia 22/11, `as 19.30 hs

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O resumo de uma viagem está nos lugares por onde passamos. No Life+Style, tudo que envolve refinamento estético tem lugar por aqui. Assim siga abaixo algumas dicas que podem fazer uma estada na França autêntica e inesquecível.

PRAIAS – Se você é tão apaixonado pela energia de PRAIAS, você vai se fartar na ilha da Córsega. Com seu litoral recortado, banhado por águas azul esmeralda, com faixas de areia branca e fina (diferente das praias de cascalho do Mediterraneo continental). Na Córsega as praias seduzem principalmente aspecto da natureza preservada da ilha.

Caminhadas pela ilha são presenteadas por cenários de praias paradisíacas.

Seja devido a duras leis que protegem o seu litoral ou a fama histórica pouco amigável dos habitantes em relação a estrangeiros colonizadores, o acesso `as praias são, muitas vezes, aventuras que exigem disposição física….

PRAIAS do SUL

A cidade de Bonifácio, ponto mais meridional da ilha, pode ser um ponto de partida estratégico para explorar a beleza rústica da região.

FAZZIO e PARAGAN – numa rota de quase 2 horas de marcha, num caminho isolado de subidas, descidas, florestas de maquis, essas duas praias ficam numa região isolada. Quando o cansaço aperta, uma placa indicando “PIAGHJA” (palavra no dialeto corso para ‘praia’), sinaliza a proximidade de um  cenário paradísiaco –  compensação para os aventureiros que se dispõem a explorar o lado selvagem da Córsega.

Praia de Fazzio

SPERONE – No caminho Bonifácio/ Porto Vecchio, siga as placas do campo de golf de SPERONE. Depois uma hora de floresta de pinheiros, quando achar que está perdido, uma faixa de água azul turqueza anuncia o paraíso…

Protegida pela sede do campo de Golfe de Sperone, a praia é frequentada pelos moradores do condomínio local de alto luxo.

SANTA MANZA – isolada, como em várias da ilha, o acesso a esta praia é somente de carro. Como não há estrutura de bares, restaurantes, uma mochila com agúa e frutas é sempre uma boa dica.

As mais belas praias tem acesso de carro até certo ponto. Depois, uma boa caminhada é compensada com cenários de tirar o fôlego.

SANTA GIULIA – Na estrada de Bonifácio – Porto Vecchio, siga as placas para Santa Giulia, uma das praias mais impressionantes do Sul da Córsega. Diferente da maioria, esta praia tem uma paillotte (bar com serviço de comida, bebida, cadeiras, guarda-sol)  para se passar uma de dolce far niente.

O mar cristalino de Santa Giulia.

PRAIAS do NORTE

ILE ROUSSE – a praia dessa pequena vila sem marina por perto, tem mar translúcido e areia branca, mesmo no centro da cidade. Se tiver preguiça de pegar o carro e quiser aproveitar a cidade, essa é uma ótima opção de cidade com praia limpa na porta do hotel.

Baía de Ile Rousse.

LOTTO – é uma das praias que demandam senso de aventura. Vá de carro até St. Florent. De lá pegue o barco que sai da marina no centro da cidade que vai até a praia de LOTTO.

Praia de Lotto.

SALECCIA – Em Lotto, você pode escolher ficar com as famílias nesta primeira parada ou se juntar aos aventureiros.. se este for o caso siga as placas até a praia de Saleccia, considerada uma das mais belas da Córsega… podendo escolher entre dois caminhos, um que beira o mar, pelas pedras e outro pelo interior de uma floresta de pinheiros, escolha o segundo, de acesso mais fácil e rápido.

Praia de Saleccia.

Atenção com o horário do barco de volta a St. Florent – o último barco deixa a praia as 16.00 hrs (se perdê-lo, prepare-se para brincar de Robinson Crusoé e passar a noite na praia…)

Marcha pesada de 1 hora pelas pedras ao longo do mar separam as praias de Lotto e Saleccia.

ALGAJOLA – nesta pequena cidade, a praia de Aregno é pacífica e tranquila. Escolha a ‘paillote’ La Padulla onde você pode alugar cadeiras de praia, guarda-sol, almoça na areia, mergulha num mar cristalino e ainda está a poucos quilômetros para visitar pequenas vilas medievais no entardecer.

Paillote ‘La Padula’ na praia de Aregno em Algajola.

Entrada servida na beira da praia – salada e camarão empanado.

GASTRONOMIA

Forte reflexo da cultura, a gastronomia corsa é autentica e rica de influências.

Percorrer os mercados de rua, é a maneira para conhecer as riquezas da gastronomia local. As frutas, os  temperos, o azeite, os vinhos são referências de  sabor.

As frutas, em especial a ‘clementine’, ou tangerina típica da região é uma fruta imperdível. Os tomates, com seus ramos verdes, inspiram o dote dos melhores chefs de cozinha.

A Clementine, tangerina das mais doces que já provei, em todos os mercados de rua,  é companheira ideal nas aventuras pela ilha.

O tomate tipo ‘grape’ inspira qualquer apetite.

O Brocciu, ou queijo de cabra corso, é ítem típico em entradas, massas e sanduíches típicos da região.

Os doces, que diferente do brasileiro leva açucar na medida certa, são irresistíveis.

O mil folhas de tão maravilhoso merece ser servido com botões de rosas… atenção para a aprsentação do prato em lâminas de mármore tingidas de preto.

Originalidade para servir o pão em fatias: 1/4 de prato ‘quebrado’, confere curiosidade `a qualquer experiência gastronômica.

Apresentação curiosa do restaurante U Libecciu, um dos mais renomados de Ile Rousse.

As montanhas do centro da Córsega são a origem das melhores fontes de água da ilha.

ESTRADAS

No leste da ilha, a geografia recortada apresenta estradas sinuosas, muitas vezes estreitas e abismos. No lado oeste, assim como no centro, as estradas são em linha reta e bem conservadas.

Mesmo bem sinalizadas, as placas de estradas revelam exigências de grupos nacionalistas, que não chegam a representar nenhum perigo para o turista visitante.

Alugar um carro é fundamental para se aventurar pela ilha. Uma sugestão é alugar o carro pela Internet (sae mais barato) e pegar o carro no aeroporto de Ajaccio e entregá-lo 2 semanas depois no aeroporto de Calvi. A Hertz oferece ótimos carros, com a conveniência de ar condicionado, som e franquia ilimitada.

As rodovias principais como a N197, N198, são bem sinalizadas e bem cuidadas. As estradas secundárias são menos frequentadas mas nada que um GPS não resolva…

QUANDO IR

Sem dúvidas, a melhor época de se visitar a Corsega é fora da alta temporada, ou seja nos meses de MAIO e OUTUBRO. Com estradas estreitas, limitadas opções de estadia, e preços que duplicam no alto verão, a Córsega pode ser melhor aproveitada em épocas em meses fora de estação. Em maio, as temperaturas ficam entre 14 a 25 graus, e a vegetação cada dia mais florida anuncia uma primavera colorida e perfumada.

A Imortelle, planta que espalha na primavera seu aroma adocicado e cor dourada pelos campos da ilha, tem importantes propriedades anti-envelhecimento, pode ser encontrada em produtos da L’Occitanne.

ONDE FICAR

BONIFACIO

RESIDENCE  TERRA  MARINA – Depois de quase 5 meses de pesquisa, emails, contatos, resolvemos pela estada num residence de vilas 15 minutos fora da cidade de Bonifácio.

Residence Terra Marina em Bonifácio.

O residence Terra Marina, um conjunto de 7 chalés com cozinha, sala , quarto, banheiro, varanda, piscina de onde pode-se admirar a cidade suspensa nas falésias embranquecidas de calcário.

Uma vila rústica de frente para a ilha da Sardegna.

Com vista magnífica para a cidade, este grupo de 7 chalés é equipado com sala, cozinha americana equipada, quarto, banheiro, varanda com visnta para a cidade na falésia e a ilha da Sardenha, além de piscina com fundo infinito.

Staff discreto, porém amigável quando solicitado. Sem grandes serviços de café da manhã, é necessário fazer compras na cidade e cozinhar no próprio chalé. TERRA MARINA é o lugar perfeito para desacelerar do dia a dia movimentado da cidade grande e curtir férias tranquilas.

ILE ROUSSE

L’ESCALE  CÔTÉ  SUD – Ponto alto de uma estada na Córsega, L’Escale é a chance de uma experiência inesquecível.

A suite no andar superior do hotel é um presente a parte…

Um staff amigável, os recepcionistas Jackie e Ulrich se superam para tornar a estada numa experiência personalizada,, tudo sob o olhar atencioso de Antoine, o proprietário desse hotel de charme no coração do Mediterrâneo, uma referência de sofisticação low profile.

Com um decor minimalista, difícil é cansar de admirar a vista deslumbrante da suite.

PARIS

Se  você tiver a chance de passar ao menos 1 semana em Paris, uma forma cada vez mais frequente  ( e autêntica) de se hospedar na cidade, é simpelsmente fazer como os franceses… alugue um studio!!

A agência de locação FEELPARIS além de idônea, oferece todo tipo de apartamentos, com mimos de sabonetes de hotel no banheiro, além da visita de uma faxineira que limpa o apartamento no meio de sua estada de 10 dias… uma diferença simpática faz a diferença..

Além de mais barato (diárias ficam por volta de 140 euros por dia) que os apertados quartos de hotéis tradicionais, é interessante sentir a vida na cidade como se fosse um local, aproveitando os supermercados, boulangeries, bistros das redondezas …

Studio na rue de Montmorency, Marais.

No Restaurante Georges, no 6o. andar do Centro Pompidou, você admira Paris em 360 graus.

Especialidade do Georges – macarron com merengue e morangos da estação.

O  SABOR  DA  MELHOR  VIAGEM

Uma viagem tem um sabor especial, se compartilhada com AMIGOS que nos passam a sensação de estar no lugar certo, na hora certa… uma sensação que marca qualquer experiência como se fosse única, nos acompanha e transforma para sempre!

Uma noite linda, com amigos queridos, num dos milhares de restaurantes espalhados pelo Marais.

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AJACCIO – é a capital do sul da ilha e pode ser um ponto estratégico de chegada na ilha para seguir para as cidades do sul. Porto obrigatório de navios e transatlânticos, a cidade pode ser movimentada para aqueles que procuram um turismo mais tranquilo.

O porto de Ajaccio chega a receber 8000 passageiros desembarcados por dia…

BONIFACIO –  fundada no século VIII, a cidade medieval construída em cima de uma falésia de calcário impressiona pela localização estratégica na ponta mais ao sul da ilha. De toda a cidade, é possível observar as montanhas da vizinha ilha italiana da Sardegna.

Vista de Bonifácio da piscina de fundo infinito do Residence Terra Marina. Ao fundo, a Sardegna, ilha italiana distante há 30 minutos de barco.

Um dos destinos mais visitados da Corsega, Bonifácio pode sofrer com o excesso de visitantes. Uma sugestão para fugir das ruas estreitas e cheias de turistas é buscar hospedagem nos arredores da cidade, em meses de baixa temporada como maio e outubro.

As falésias de calcário de Bonifáfio.

Devido posição estratégica acima dos penhascos, a cidade passou pelas mãos de gregos, genoveses, franceses, passando por ciclos de ápice e declínio econômico. O turismo no século XX foi a atividade que finalmente consagrou a força da cidade no cenário mundial.

A citadela marca a cidade medieval, ponto estratégico mais ao sul da ilha da Córsega.

PORTO VECCHIO – uma cidade jovial a 50 km leste de Bonifácio, ela oferece uma marina importante principalmente para turistas italianos que procuram esta cidade no alto verão. Nos arredores da cidade, praias paradisíacas são a grande atração.

Praia de Sta. Giulia, umas das mais bonitas da Córsega.

SATERNE – cidade medieval do século X, a 80 km oeste de Bonifácio, a cidade é famosa por suas vinículas de vinho tinto encorpado. Um passeio interessante é visitar as caves de degustação nas proximidades.

Sartene é uma cidade de passado medieval, de casas de pedras encrustadas nas montanhas.

CORTE – cidade no vale de cadeias de montanhas nevadas, é uma linda  e pacata cidade, que no século XVIII sediou a capital da ilha na época em que esta ficou independente por 14 anos.

Corte fica no centro da ilha, e guarda as tradições dos vilarejos nas montanhas. Ponto de partida para quem gosta de escaldas e hiking.

Com um forte imponente, a citadela é sede do poder militar, onde também se encontra a primeira universidade da ilha. No centro montanhoso da ilha, a cidade é marca o espírito das tradições do interior. Imponentes montanhas chegam a alcançar 2700 ms, com cumes ainda nevados durante o alto verão.

ILE ROUSSE – uma das cidades mais charmosas do norte da ilha, fundada pelo nacionalista Pascal Paoli  em 1760, Ile Rousse é uma sugestão de ponto de partida para se conhecer as várias vilas que espalhadas na região da BALAGNE.

Âncoras de barcos naufragados na Praça de Ile Rousse marcam a forte ligação da cidade com o mar.

Uma cidade bem cuidada com poucas ruas, o porto de Ile Rousse é ponto de entrada de balsas vindas do continente, tanto da França como da Itália.Uma típica cidade pacata onde a maior movimentação fica por conta dos jogos de boscha, dos encontros no mercado municipal com produtos regionais corsos a venda.

Ile Rousse mistura o charme de uma mini St. Tropez a autenticidade de pequenas vilas de pescadores do Mediterrâneo

Uma semana em Ile Rousse é perfeito para absorver o clima autêntico de uma vila corsa, aproveitar o entardecer avermelhado nas formações de pedras no mar (o que inclusive dá o nome da cidade!), se beneficiar da localização estratégica da cidade para conhecer outras cidades nos arredores…

Jogo de Boscha reúne os habitantes de Ile Rousse numa tarde típica de primavera.

Depois de uma semana no sul, Ile Rousse é boa opção de vila pacata para se hospedar e conhecer o norte da Córsega.

Hotel L’ESCALE COTÉ SUD, um hotel boutique em estilo art-decô, com staff atencioso, com quartos de frente para o Medterrâneo, é destaque para uma estada memorável na Córsega.

CALVI – maior cidade da Balagne e terceiro maior porto da Córsega, Calvi recebe navios transatlânticos e ondas de turistas do continente no alto verão.

Calvi ao fundo do Mediterrâneo cristalino.

Um ponto alto de Calvi, é chegar na cidade a bordo do trenzinho que percorre todo o norte da ilha. Ao longo do caminho que beira o mar, pode-se ver todas as praias do roteiro – e claro, escolher aquela para qual você quer voltar com calma no dia seguinte…

Linha de trem que liga 3 principais cidades do norte da ilha: Bastia, Ile Rousse e Calvi.

ALGAJOLA – uma cidadezinha despretensiosa de uma só rua que começa ao longo da praia de Aregno, foi uma das belas supresas perto de Ile Rousse.

Praia de Aregno, Algajola.

Descobrir a citadela (por menor que seja, toda cidade na Corsega, tem uma citadela protegida por um forte!!) ou simplesmente passar o dia na praia de Aregno, praticamente deserta, é um belo programa em Algajola.

SAN ANTONINU – uma vila medieval em frente a praia de Algajola. Do topo de uma montanha, uma vista 360 graus das montanhas e do mar a perder de vista.

 

SAINT FLORENT – há quase 50 kms leste de Ile Rousse, St. Florent é um porto movimentado, popular por sua marina com barcos de turistas de todos os pontos da Europa.

St. Florent.

Cidade fronteiriça ao Desert des Agriates, região rochosa, a estrada de acesso a St. Florent merece atenção. Sinuosa e com abismos íngremes, St. Florent não é cidade indicada para se hospedar se você quiser conhecer as cidades vizinhas de carro…

DICA: em St. Florent pegue o barco que sai ao meio dia para a praia de LOTU.. de lá, depois de 45 minutos de marcha, você será recompensado pela visão de uma das praias mais bonitas da Córsega – a praia de Saleccia.

ROTEIROS

Do Brasil a Córsega, a melhor maneira é você seguir via Paris para uma das cidades  principais da ilha: Calvi, Bastia, Ajaccio. ALUGAR UM CARRO é fundamental para se conhecer os territórios de praias, montanhas, vilas medievais, sítios arqueológicos que a ilha tem para oferecer. Afinal são em torno de 300 kilômetros de Bonifácio no extremo sul até Ile Rousse no extremo norte da ilha.

O percurso do sul até o norte da ilha pode levar em torno de 4, 5 horas. Uma parada em Aleria, na costa leste, vale a pena para ver suas ruínas romanas. Em seguida um almoço em Corte, cidade fundada pelo separatista Paoli nas montanhas no coração da ilha pode ser uma boa sugestão de roteiro. A viagem de volta para o continente pode ser de Calvi, onde também entrega-se o carro alugado que foi pego no aeroporto de Ajaccio. O vôo até Paris é em torno de 1h.15 minutos.

Com tanta paisagem maravilhosa, planejamento prévio ajuda você decidir o que mais gostaria de ver. Um dica é escolher uma cidade do sul, outra no norte da ilha. Alugue um carro na Internet e se jogue na estrada!!!  E siga para os destinos que estudar nos guias.

Cadeia de montanhas no centro da ilha chegam a 2700 mts.

Lembre-se sempre que as melhores surpresas ficam por conta do acaso, das vilas, praias, montanhas que podem surpreender pelo meio caminho…

Numa época de diversidade de estilos e expressão pessoal, já há tempos encaro o ato de VIAJAR como uma oportunidade de exercício do crescimento individual. Deixando de lado a escolha por destinos massificados, e sendo possível optar pelo mix singular de aventura e planejamento, este pode ser o estímulo de uma experiência que transforma. Talvez a verdadeira sabedoria não seja ser seletivo mas sim aprimorar o talento para identificar o que tem valor efetivo para cada um de nós. Um dos objetivos do LIFE-STYLE é divulgar opções – mesmo que destinos de viagem – ainda pouco conhecidas pela maioria.

Interessado na autenticidade de destinos mais remotos, e menos populares, compartilho aqui a recente experiência de 15 dias numa ilha tão multi facetada (como pouco falada) do Mediterrâneo – a CÓRSEGA.

Indicação de uma amiga jornalista de Paris, apaixonada pelo marco de destino inóspito dessa ilha ao sul da Riviera Francesa e a oesta da costa italiana, a Córsega (ou Corsica, no dialeto corso – um mix de italiano, francês, latim) se diferencia de outras ilhas do Mediterrâneo por sua história de invasões, fama nacionalista, cultura multifacetada, rica herança cultural e cenários paradisíacos. Quarta maior ilha do Mediterrâneo (depois da Sicília, Sardegna e Chipre) seus 8.681 kms são impossíveis de serem conhecidos em uma só viagem. O melhor é priorizar. Começar uma pesquisa alguns meses antes da viagem é fundamental para, aos poucos, ganhar intimidade com o local, saber onde ir, onde ficar e como tirar o melhor proveito de tanto para ver e sentir…

A cidade medieval de Bonifácio impressiona pendurada nas falésias de calcário.

HISTÓRIA

Segundo os historiadores, os primeiros habitantes da ilha vieram do norte da Itália no 7o. milênio antes de Cristo. A posição estratégica da ilha no Mar Mediterrâneo, sua formação geográfica com baias protegidas, montanhas resguardadas e fácil acesso pelo mar, favoreceram desde sempre o interesse comercial nesta ilha por variadas forças colonizadoras. Gregos, cartagenos, romanos, chegaram em ondas sucetivas pela costa oriental, forçando a fuga dos locais para as cadeias de montanhas no centro da ilha (a mais alta delas Monte Cintu tem 2710 ms).

Por volta do século V, os romanos foram expulsos pelos Vândalos vindos do norte da Europa.

Pelos próximos 13 séculos a ilha foi atacada, colonizada, abandonada, numa história de disputas e de gerações de habitantes lutando por independência.

Em 1700, a ilha pertencia ao reinado de Gênova, que a explorava com elevadas taxas alfandegárias. Em 1755, depois de muita luta, PASCAL PAOLI, um militante nacionalista, lidera a rebelião que vai unir cidades estratégicas por toda a ilha. Paoli proclama a independência da Córsega. Recebe também o crédito por criar a primeira constituição de um estado iluminista independente, reconhecendo o poder de voto a estrangeiros e a divisão de poderes (modelo que servirá de base para a redação da constituição dos Estados Unidos). Paoli fica a frente da Córsega independente de 1755 a 1769.

Estátua de Pacal PAOLI na praça principal  na cidade de Corte, que serviu de capital da ilha independente entre 1755 e 1769.

Neste período ele lidera a retomada de valores culturais da ilha, inaugurando a primeira unviersidade da Córsega em Corte, cidade do interior nas montanhas, onde instaura a capital do país. Em 1769 os franceses, mesmo sem interferirem, olham para a ilha como ponto estratégico de seus interesses no Mediterrâneo. Ao mesmo tempo recebem de Gênova a garantia da ilha como pagamento de suas dívidas. A França então vê a oportunidade que aguardava e finalmente anexa, depois de uma luta ferrenha, a ilha para seu território.

Napoleão Bonaparte, nascido em Ajaccio, nasce no ano da anexação da ilha pela França. Nascido em família militar abastada, é cedo enviado para terminar estudos na academia militar francesa.  Mesmo lembrado como cidadão corso, ele é visto ainda hoje com mágoa pelos compatriotas nacionalistas, já que  sempre se posicionou a favor da anexação da ilha pela França.

Monumento na praça central de Ajaccio homenageia seu filho ilustre – Napoleão Bonaparte, nasceu na cidade em 15 de agosto de 1769, em família de ascendência da nobreza italiana.

No século XX, durante a primeira Grande Guerra, a Córsega foi ocupada pelos italianos de Mussolini, sendo expulsos pelos franceses no fim da 2a. Guerra Mundial. Nos anos seguintes, a França cumpre com investimentos na ilha para efeito da indústria turística local. Mas o passado de revoltas e desconfiança só fez aumentar o medo da invasão e apropriação de terras por não corsos. Em paralelo a independência da Argelia em 1962, a ilha foi invadida por milhares “pieds-noirs”, refugiados da ex-colônia, piorando ainda as relações de políticos locais e a França.

Os anos 60 e 70, locais descontentes com a política ineficaz de Paris em lidar com o declínio econômico, leis protecionistas do governo contra investimentos de conglomerados turísticos, somado ao ressurgimento nacionalista da era de Pascal Paoli para valorização da cultura local, uma série de bombardeios e atentados contra sedes governamentais francesas ajudaram a consolidar a má reputação dos habitantes da ilha em relação ao estrangeiro.

Grafites como esses estão por todas as partes nas estradas da ilha. Eles evidenciam a rebeldia em relação ao idioma francês e a valorização do dialeto corso, hoje ensinado nas escolas como segunda língua oficial da ilha.

Nos anos 80, os atentados criminosos afugentaram investimentos e promovem o atraso econômico. É hora de partidos locais e a própria população ver com maus olhos a solicitação de independência dos grupos nacionalistas.

Hoje, grupos ainda lutam para o relaxamento de rígidas leis protecionistas que regulamentam o uso de terras, uma das razões da ilha não ter um serviço hoteleiro digno das belezas e reservas naturais que possue. Mesmo assim,  turismo e  serviços relacionados do comércio, representam hoje 10 a 12% da economia da ilha, principalmente nos meses de julho a setembro.

Mesmo com pouca estrutura e intocadas pelas cadeias hoteleiras multinacionais, como Santa Giulia (uma das mais bonitas da ilha)  atraem os 2 milhões de turistas que visitam a  Córsega anualmente (2/3 destes concentrados entre julho e agosto!).

Atualmente, nos meses de inverno, a evasão de milhares para o continente em busca de trabalho temporário sinaliza os tempos difíceis. A verdade é que a Córsica produz muito pouco para sua subsistência interna, sendo a ajuda que vem da França e da Unidade Européia ainda fundamentais fontes para o equilíbrio econômico da ilha. Mesmo assim, ironicamente, a própria falta de investimentos e atenção, pode ser a principal razão da ilha ainda manter recursos naturais intocáveis. Tudo isso faz com que a especulação imobiliária e o turismo desenfreado, de alguma forma, seja direcionado para outras ilhas do Mediterrâneo.

Conversando com a população local, é fácil perceber o orgulho que a geração mais velha tem de suas origens e cultura milenar. O dialeto corso, que até dois séculos era proibido pelos franceses, hoje é ensinado nas escolas como a segunda língua oficial da ilha, depois do francês.

Conversando com senhoras feirantes do mercado municipal de Ile Rousse é a melhor forma para conhecer a história que NÃO está nos guias de turismo,,, um presente memorável desta viagem!

Durante 15 dias, visitei a Córsega como se estivesse de fato visitando um PAÍS, tão diverso e belo quanto a sua história, com um futuro ainda incerto pela frente. Mas indiferente de sua ligação conturbada com a França, para mim ficou longe a fama de habitantes rudes ou avessos a visitantes estrangeiros… do contato com os habitantes ( o mais importante dos contatos!), só percebi a receptividade, o orgulho de manter um passo de vida ainda lento e arraigado nas raízes… uma riqueza cultural independente, herança apaixonada, autêntica, rústica, incomum  e nada interessante se você busca globalização ou  jet set internacional.. a vontade de não ir embora da Córsega conquista pela sofisticação e pelo luxo da AUTENTICIDADE do por do sol que colore de vermelho as rochas de calcário banhadas pelo mar cristalino, pela gastronomia de temperos de maquis (aroma adocicado da vegetação que está por toda ilha) e do sorriso de sua gente que não esconde o orgulho de uma identidade multi cultural, produto da herança dos vários povos que por alí passaram.

Quando a energia é boa, uma viagem traz lindas supresas… durante a estada em Ile Rousse, fomos saudados pelo Carnaval da cidade com direito `a puxadora de samba.. soubemos que a ‘escola’ recebe a formação de mestres da Timbalada baiana… Coincidência?? Não, SINTONIA !

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Depois de alguma ausência (mas não abandono!), dado `a concentração em projetos paralelos desde a virada de 2012, retomo com entusiasmo redobrado  a edição do Life+Style. Escolho como ponto de retorno um tema que ocupa cada vez mais espaço na minha vivência pessoal e profissional – o VISUAL MERCHANDISING.

Uma das formas mais eficazes para fidelizar clientes, alavancar vendas e valorizar um projeto comercial, VISUAL MERCHANDISING é uma complexa área do marketing. Apaixonadamente multifacetada, reúne a necessidade de observação analítica e conhecimentos aplicados em áreas tão diversas quanto o design de interiores, arte contemporânea, moda, psicologia, antropologia… uma disciplina tão fundamental para os negócios comerciais de sucesso atuais como a sua carga de influências e simbolismo para identificar  uma marca.

Loja conceito da Aesop, empresa de cosméticos australiana que recém visitei na rue St. Honoré em Paris. Executada pelo encaixe artesanal de mais de 100o peças de madeira pré-fabricadas na Austráia, a  loja inspira a descoberta de produtos de alta qualidade , com staff treinado para prestar consultoria personalizada a cada visitante.

INTERIORES  SENSORIAIS – De forma mais abrangente, Visual Merchandising é, num primeiro momento, a distribuição espacial de produtos de forma a apresentar uma narrativa sedutora e organizada que transforme curiosidade e surpresa do observador em desejo de compra do consumidor. Neste sentido, observando padrões de comportamento de consumo,  notamos a cada dia, o desinteresse do consumidor por simples produtos sendo substiutído pela fidelidade de seguidores de marcas que transmitem idéias.

Fixando um tester de loção para o corpo na fachada externa da loja, a Aesop ‘oferece’ a chance de qualquer passante na calçada experimentar um de seus produtos… uma forma simpática e criativa sugere a visita do inteior da loja! Exemplo de Visual Merchandising simples e eficaz !

ARTE e EXPRESSÃO DA REALIDADE – As mesmas relações básicas de composição, cor, forma, textura, rítimo, que regem a arte e suas manifestações, são utilizadas para seduzir o ato da compra evocando sensações e experiências únicas. O papel da arte contemporânea em refletir um mundo real – e que inspira muito mais provocação do que beleza e perfeição – é bastante parecido ao que encontramos representando os novos conceitos que regem o design de produtos e ambientes nos tempos atuais. Expressar identidade, evocar emoções, veicular sensações universais, são traços comuns tanto nas expressões de arte atuais como nos espaços comerciais contemporâneos e globalizados.

Vitrine da Louis Vuitton onde a simples idéia de rítmo através da cor e da repetição de elementos evocam a vontade de possuir a bolsa do centro do alvo… um objeto de desejo de 11 entre 10 mulheres no mundo de hoje…

DESIGN e ASSINATURA DE ESTILO – toda forma espacial (do objeto per se ou deste em relação ao espaço que ocupa), deve propor com clareza a utilidade ( funcional ou estética) do objeto . Num mundo onde desenvolvimento tecnológico, movimentos de consumo, transformam a beleza dos objetos em característica quase funcionais para uma vida melhor, uma escova de dente de 20 anos atrás com sua forma básica, foi repensada em novas cores, formas aerodinâmicas visando melhor performance, associando agregar mais beleza e mais graça a uma atividade simples e quotidiana. Desta mesma forma, o VISUAL MERCHANDISING,  chega para agregar harmonia e interesse em ambientes de varejo antes apenas preocupados em evidenciar produtos. O DESIGN evidencia ESTÉTICA,  DIFERENÇA E CUSTOMIZAÇÃO como valor agregado, não mais supérfluo, mas exigido por consumidores interessado numa vida mais interessante e mais saudável (ou você ainda acha que o BELO e o CURIOSO não têm o efeito direto na auto gratificação e  na auto estima??)

Loja boutique de Jean-Paul Hévin, chocolatier parisiense que constroe balcões de jóias para guardar suas ‘pérolas negras’.

ANTROPOLOGIA  da FORMA – observação, refinamento de análise e interpretação simbólica de elementos visuais como cor, brilho, simetria, afetam a mensagem objetos  e espaços. Dominar as tecnicas associativas que regem a percepção estética resolve problemas (confusão, desinteresse) desfavoráreveis  para a decisão de compra. Nesse sentido, conhecer e observar padrões de comportamento de grupos de consumidores é fundamental para operações, especialemente inciantes e mais conceituais, em unir foco conceitual a flexibilidade comercial de uma operação de varejo.

MARKETING da EXPERIÊNCIA – uma palavra desgastada pela associação simplista para vender produtos que muitas vezes são mesmo ruíns e mal feitos, MARKETING é um ponto central na evolução do varejo contemporâneo. Deixando de lado o lucro óbvio que ocupou a mente das empresas capitalistas do século XX, o século XXI apresenta desafios bem mais interessantes para os times de designers corporativos. Não que o interesse no lucro tenha sido esquecido. Pelo contrário. Ele só deixou de ser CAUSA para ser encarado como CONSEQUÊNCIA de uma experiência de excelência oferecida ao consumidor.  O motivo desta transformação pode ser a própria evolução histórica do consumo. Num mundo onde características como certificados de garantia, tempo de mercado, e  características intrísicas do produto são hoje percebidas como commodities por clientes exigentes e conectados, empresas são obrigadas a oferecer muito mais que um produto ‘de qualidade’. Em tempo, valoriza-se o marketing da experiência, onde congloremerados investem pesado na arquitetura sensorial, conceitual,  na narrativa dos ambientes onde apresentam seus produtos.

A força homogênea da cor verde serve de base para o destaque poético dos produtos nesta vitrine de primavera da Hermes.

Com uma história de anos como pesquisador em VISUAL MERCHANDISING, percebo cada vez mais o interesse no mercado brasileiro por cursos e artigos que abordem esse assunto, ainda bem pouco explorado por essas bandas.  Seja pelo boom da economia nacional, seja pela enxurrada de marcas de luxo que desembarcam no país (só no mês de maio 2012, recebemos 11 novas grifes internacionais em solo brasileiro), estaremos vivendo uma era de rápidas transformações no cenário do varejo nacional. Tanto na reformulação de impérios comerciais estabilizados como a adoção de uma nova consciência criativa na gestão de soluções customizadas para cada mercado. Mais que nunca, vencerá aquele que prestar atenção e souber interpretar com sutileza as NECESSIDADES  de um novo e exigente consumidor.

O verdadeiro desafio de um VM especial – área onde tenho investido tempo, recursos e muita paixão – é encontrar o meio termo (nem sempre óbvio) entre CONCEITO e COMÉRCIO.

Para concluir, atendendo pedidos, seguem duas dicas para quem tiver interesse em mergulhar mais fundo no assunto de Visual Merchandising.

DICA DE CURSO – fica a dica do valioso curso em Visual Merchandising que fiz em 2011 na CENTRAL ST. MARTINS em Londres de onde até desde então colho frutos. O curso, um painel de técnicas de design em composição, espaço, exposição, narrativa de produtos, valorização de sensações, análise estética de vitrines e interiores comerciais em vários setores, é um MUST DO na atuação em VM.

Um ponto alto da experiência da experiência na CSM é a preocupação com o exercício prático da teoria. Como conclusão de curso, cada aluno deve escolher uma loja londrina e desenvolver uma proposta de maquete de vitrine 3D que represente um projeto conceitual.

Maquetes de projeto final dos alunos em Visual merchandising no curso da CSM.

Depois da maquete pronta, o aluno deve ‘vender’ sua idéia para toda turma – um exercício para comunicar conceito com foco na execução comercial do projeto.

DICA de LEITURA – A revista FRAME é uma das bíblias especializadas para profissionais das áreas de design de lojas, marketing e visual merchandising conceitual. A revista, publicada em Amsterdam, custa 19 euros e infelizmente ainda não é vendida no Brasil. Ela sintetiza sinais de comportamento de consumo dos mais atuais, bem com direções de tudo que  está porvir. Neste sentido, a análise intuitiva fica por conta da capacidade de previsão do leitor  ;-)

Voltando de recente viagem a Paris, trouxe na mala a última edição da revista Frame, que você pode encontrar na loja conceito da Collette na rue St. Honoré. No número 86 da revista, o mago do design critica o stablishment da moda e anuncia o fim das tendências!

DICA de VIAGEM – FRANÇA – em Paris, eterna capital da moda, 10 dias servem para renovar e exercitar nossa sensibilidade estética. Avenida George V, com suas vitrines das grandes grifes, rue St. Honore com sua icônica Collete (onde garimpo por livros e revistas), ou uma simples visita a loja do Musee des Arts Decoratifs (na rue de Rivoli, onde atualmente está a imperdível exposição sobre Marc Jacobs e sua história na Louis Vuitton…), esses são alguns endereços imperdíveis numa estada na cidade luz.  Para absorver ao máximo o clima da cidade, outra dica inspiradora é alugar um pequeno studio no charmoso bairro do Marais… isso depois de 15 dias maravilhosos na ilha paradisíaca da Córsega.. mais detalhes sobre tudo isso e muito mais estará aqui, nos próximos posts do Life+Style. Aproveitem e até lá!

‘Experimentando’ uma instalação no Centre Georges Pompidou, um dos endereços obrigatórios em Paris para exercício da sensibilidade estética.

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A primeira vez que ouvi o termo RETAIL DESIGN foi num curso da UNIVERSITY OF ARTS LONDON. Este post é um resumo de CONCEITOS DE VAREJO, a partir de pesquisas e experiências no design de projetos no Brasil e no exterior.

Resultado direto da evolução histórica do varejo,  do desafio em unir posicionamento globalizado e estilo individual de consumidores, RETAIL DESIGN se apropria de conceitos multidisciplinares como marketing,  moda, arquitetura, arte, tecnologia, sustentabilidade, bem estar, para atrair clientes, trasnformando-os em seguidores fiéis das marcas em que escolhem consumir.

LOJAS FLAGSHIP 

Marcas com presença de mercado, focadas em processos de expansão, geralmente possuem uma loja FLAGSHIP onde reúnem identidade institucional, produtos exclusivos, merchandising conceitual, linguagem arquitetônica e staff especializado em consultores.

Capazes de sugerir a mais completa EXPERIÊNCIA de consumo, estas lojas FLAGSHIP reúnem características específicas:

Identidade Institucional. Lojas FLAGSHIP assumem o lugar de representantes dos conceitos básicos, de identidade e expansão global da marca.

Louis Vuitton, uma das grifes que mais investem (e ganham!) com o RETAIL DESIGN e lojas Flagship espalhadas pelo mundo. Flagship Louis Vuitton, Ginza, Tokyo.

Produtos exclusivos. A seleção cuidadosa de produtos que refletem conceitos de exclusividade sugere o status de possuir uma peça única e autêntica.

Linha exclusiva criada em 2003 por Takashi Murakami, designer japonês, trouxe destaque humor para produtos na Louis Vuitton.

No Brasil, marca Osklen é referência quando reflete os conceito de brasilidade cool chic nos pordutos da lojas FLAGSHIP no Rio e São Paulo.

Arquitetura unifica lay out e o espírito brazilian cool de produtos nas Flagships Osklen no Brasil e exterior. Flagship Ipanema, Rio de Janeiro.

Flagship OSKLEN. Soho, NY.

Identidade de Design. Elementos sensoriais unificam a linguagem de estilo da marca – elementos decorativos, mobiliário , música/aroma ambiente, dress code do staff – fortalecem os valores de marca.

COR, um dos elementos mais importantes utilizados no Retail Design, para definir a permanência e o interesse de clientes. Flagship Havaianas, Oscar Freire, São Paulo.

Visual Merchandising.  Funcionalidade, narrativa, ênfase na estética, interatividade com produtos, garantem a conquista e fidelização de clientes.

A Nike homenageia vida e carreira do campeão de tenis suiço Roger Federer na Flagship da marca em Londres. Tecnologia e visual merchandising em forma de narrativa envolvem o cliente. Nike Flagship, Regent Street, Londres.

Serviço Personalizado. Atendimento especializado, baseado em consultoria individualizada para cada estilo de cliente.

Numa época de popularidade virtual, o contato pessoal é um dos diferenciais das lojas para fidelizar de clientes.  Nike Flagship, Oscar Freire, São Paulo.

Consultoria X Atendimento. Treinamento de staff especializado transforma vendedores em consultores especialistas. Conhecimento como base para o relacionamento com o cliente.

Conhecimento e contato individual. Ponto chave no relaciomento entre marca e consumidor. Apple Flagship, Shanghai.

BOUTIQUES

O conceito de BOUTIQUE é constantemente reinventado desde o surgimento de lojas monomarcas nos anos 70.

No bairro histórico do Marais, grifes apostam na autenticidade da arquitetura local. NikeID Boutique,, Paris.

Hoje, Boutiques são referências de espaços menores com essência de estilo marcante, muitas vezes aproveitando o charme e a distinção da arquitetura local pré-existente.

O interior da loja combina modernindade e estilo retro.  NikeID Boutique, Marais, Paris.

Aproveitamento do espaço original associado a inovação de materiais aponta para soluções naturais de circulação e atração para clientes.

Contraste entre design natural ( pedras na foto) e industrial (aço nas luminárias), sugere o conceito relaxed minimalista da grife espanhola de calçados. Camper Boutique. Soho, NY.

Contrastes de novo e antigo, minimalismo e barroco, funcionalidade e arte, design industrial e natural, criam soluções práticas para a arquitetura e o merchadinsing da nova Boutique.

A Boutique Aquim utiliza o conceito de nichos de joalheria para guardar seus preciosos chocolates. Rua Garcia d’Ávila, Rio de Janeiro.

 

MULTI MARCAS

São grandes espaços que reúnem variadas marcas em um único local, em previlegiados endereços em metrópoles mundiais

Em 1893, é aberta a Gallerie Lafayette, a primeira multimarcas. Criada para atrair tráfego de passantes com a inauguração da estação de trem St. Lazaire nos arredores da Opera, ela é um dos destinos mais visitados da cidade. Boulevard Haussman, Paris

 

Planejadas em setores de moda, design, acessórios, beleza, perfumaria, artigos para casa, papelaria, MULTIMARCAS vendem espaços para grifes montarem seus stands e quiosques.

A tradicional Liberty foi tão marcante que se tornou um estilo na arte decorativa, caracterizado pelo design ornamentado da virada do século XIX.. Regent Street, Londres.

Para se diferenciar do efeito massificador de shopping centers, MULTIMARCAS investem em visual merchandising complexo, unindo sofisticação, funcionalidade, ousadia.

Grifes são distribuídas no lay out de lifestyle, suavizando a sensação de lojas de departamentos. Liberty, Londres.

Fachadas das grandes multimarcas servem para vitrines cenográficas, famosas pela ousadia e inovação de seus projetos de visual merchandising.

A SELFRIDGES, frequentemente convida designers para ‘vestir’ suas vitrines, apreciadas como verdadeiras instalações de arte pelo público. Londres.

Vitrine-instalação. Selfridges, Londres.

Aproveite para comentar, tirar dúvidas e conhecer mais sobre RETAIL DESIGN, escrevendo para contato@lifeandstyle.com.br

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Uma das maneiras mais interessantes para refinar percepção criativa e sofisticar o gosto , é simplesmente investir no acesso a cultura. Já ouvi dizer que cultura se pega por osmose… Nem tanto… Doses de curiosidade, inquietação, ausência de preconceito, ajudam. E claro, investimento de recursos e tempo para compartilhar viagens fantásticas também diferenciam habilidades.

TIME OUT, que sai todas as 4as. feiras, é palavra de ordem para priorizar tempo e energia de um super roteiro londrino.

Em Londres, cultura e comportamento se confundem nas ruas,  nos museus, nas galerias, nas revistas de comportamento que costumo colecionar quando estou na cidade. Nesse sentido um roteiro não fica completo sem as dicas abaixo.

VICTORIA & ALBERT MUSEUM

Com entrada direta logo na saída do metro de South Kensignton, o  V&A marca com seu foco em moda, mídia e design.

Foyer do V&A atrae variadas nacionalidade, idades.

Chego pela hora do almoço e logo  festejo o dia com um saboroso almoço no belo jardim interno do museu. As exposições dividem-se entre as permantes (uma das mais impressionantes é a secão dedicada a MODA) e temporárias (com temas que irão influenciar designer, artistas e coleções de estilistas.)

Duas exposições chamaram minha atenção nesta temporada.

The Cult of Beaty – The Aesthetic Movement (1860-1900).

The Cult of Beaty

A exposição mostra a trajetória da produção artística na literatura, joalheira, moda, mobiliário, marcada pela preocupação da ‘arte pela arte’.

The Cult of Beaty foca  o período de intensa produção artística que acompanhou o boom da revolução industrial no fim do século XIX, onde um grupo de artistas, designers, intelectuais se unem por um novo sentido de  Beleza. O Aesthetic Movement, como veio a ser conhecido, reuniu boêmios românticos como Dante Rossetti, William Morris, Edward Burne-Jones e James McNeil Whistler.

James McNeill Whistler, um dos expoentes do movimento, retratou a forte influência oriental do período.

A exposição mostrou toda  influência que se deu na produção artística, desde o decoração até o lifestyle excêntricos de artistas, que marcaram para sempre o rumo estético e intelectual do mundo ocidental.

Elementos como o pavão, o girassol e o escrtior Oscar Wilde foram símbolos do movimento.

 “Art for the Art’s Sake” era o conceito central de artistas que acreditavam na arte pela arte, sem nenhuma intenção secundária, inspirada somente no ato da beleza pura e autêntica.

Kimono em filigrana prateada vendida na Liberty, uma das lojas de departamentos reconhecidas até hoje pela comercialização de ítens de decoração e moda.

Tal movimento, foi debatido por cétcios e racionalistas, para quem a arte não se separava de moral, história ou política.

Daí, no fim do século XIX, o movimento vai aos poucos perdendo sua força. Mesmo assim deixou marca eterna na estética ocidental, infuenciando setores estéticos como moda, interiores e comportamento até os dias de hoje.

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Retrospectiva de 30 anos do estilista Yohji Yamamoto.

Yohji Yamamoto  – Marca a trajetória de um dos mais influentes estilistas japoneses da atualidade. Dito um artesão na arte de fazer roupa, filho de costureira, Yohji mostra a sua preocupação com proporção e caimento. Dono de um senso de perfeição minimlista guiada pela assimetria que encontra na natureza do corpo humano, Yoji foi um dos responsáveis pelo desconstrutivismo japonês, movimento que influenciou a direção da moda mundial a partir da década de 80.

Coleção Inverno' 83, onde bolsas são peças acopladas a casacos de lã.

Avesso a ordem de cor, ombreiras e excessos que invadiam as passarelas naquela década, o artista resgatou o negro, a assimetria, a desconstrução. O V&A comemora os 30 anos do surgimento de Yohji, ainda ativo no seu atelier em Tokyo, de onde afirma:  ” não sou um pessimista mas não acredito em renascimento por que fomos longe demais. O que digo é que coisas bonitas estão simplesmente acabando. Portanto olhe as que ainda estão por aí, seja perspicaz e cuidadoso… não vá muito além”. Palavras sábias para um momento onde rapidez, tecnologia e novidade exarcebada, deixa ás vezes um grande vazio.

Retrospectiva de 30 anos de Yohji Yamamnoto.

Sentar, admirar os lustres de cristal, os mosaicos que forram as paredes e ‘respirar’ beleza por todos os lados é revigorante.

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TATE MODERN

Tate Modern reúne hoje umas das coleções mais completas de arte contemporânea do mundo. Para atingir um público crescente e exigente de cultura, o museu oferece entretenimento para um dia inteiro.

Obras de artisitas do Pop Art como Andy Wahrol e Roy Lichenstein estão entre os meus favoritos.

Desde uma programação de visitas guiadas por cônsultores de arte até uma “interactive Zone’, onde jogos e plataformas multimídia informam sobre as exposições temporárias, o museu dá um show de modernidade.

'Interactive Zone' no 5o. andar do museu.

Aplicativos para aparelhos móveis, como IPhone e IPad,  podem ser baixados nas áreas de wifi sobre as obras do museu.

Lojas de museus oferecem oportunidades criativas para presentes a ótimo preço.

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SERPENTINE GALLERY

Arquitetura se mescla com a natureza do Hyde Park, um dos oásis da cidade nos dias de sol.

Na sequência do roteiro, ao longo de uma caminhada de 30 minutos pela Kensington Road, encontramos uma das galerias de arte mais charmosas da cidade –  a Serpentine Gallery.

Instalações de artistas e designers contemporâneos animam a programação da galeria durante o verão do Hyde Park.

Um espaço cultural charmoso dedicado a arte contemporânea em meio a natureza, ainda guarda uma das livrarias mais interessantes e escondidas para os amantes de arte, moda e design.

Na Serpentine encontrei outra dica valiosa, o guia de roteiro da Wallpaper para Londres, que coleciono hoje  para explorar ainda outras cidades como Paris, Barcelona e Tokyo.

Guia de Londres da série com dicas selecionadas de lojas conceito, arquiteura, gastronomia, comportamento.

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