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Escrever um blog além de disciplina, exige acima de tudo, VERDADE. É também o reflexo do que a vida nos traz no dia a dia, quando `as vezes a inspiração da escrita parece devagar…

2011 tem sido, no mínimo, um ano diferente. Emoções fortes surgidas da entrega deliberada a desafios contundentes. Mais uma vez, percebo viver um momento no qual mais do que atingir um FIM,  importante é experimentar o PROCESSO… inspirar-se na própria coragem de perceber a ENTREGA sem a certeza do retorno.

Difícil?? Com certeza! Mas ao longo desse processo por vezes assustador, me deparei com um livro inspirador, descoberto nas prateleiras da Livraria da Travessa, um santuário que visito frequentemente em busca de obras que despertam  minha percepção e consciência.

Com linguagem simples e direta, encontrei esse livro num daqueles dias quando o desentedimento e confusão pareciam reinar.

BUDISMO – Claro e Simples de Steve Hagen, vale um post especial, como dica de um blog como Life+Style, para lembrar que o próprio enfoque profissional é resultado de uma vida equilibrada entre força e experiência.

Assim como o Life+Style, um blog que descorre mais sobre filosofia de vida do que sobre dogmas pré-determinados, identifiquei no livro um texto linear, sobre um tema denso pela própria simplicidade.

Das 3 partes que compoem o livro – O Eterno Problema, O Modo de Despertar e Mente Livre, ficam princípios diretos que o Budismo apresenta para trazer tranquilidade, paz e sentido para nossas vidas.

O livro mostra por exemplo como muitas de nós agimos como se a satisfação estivesse ligada no simples fato de ter bastante dinheiro, segurança, respeito, amor, fé, educação, poder , conhecimento… outros, no entanto,  PERCEBEM que TER não nos aproxima da real tranquilidade no processo da vida, ja que TUDO  pode ser tomado pela consciência da morte, seguindo a idéia da finitude humana.

Oque seria então necessário para passar por uma vida livre de descontentamento, frustração sem a eminência do medo e da confusão?

Há 2500 anos, Budha enxergou a experiência da REALIDADE como um TODO, perpetuando assim o caminho da descoberta de uma existência baseada na CONSCIÊNCIA.

Em vez de compreender a a REALIDADE , Budha pregou que devemos PERCEBÊ-LA. Ao inves, de julgá-la, com preceitos de desejo ou intenção, devemos SENTIR a REALIDADE como ela realmente se apresenta. Esse no entanto, é um dos primeiros desafios propostos pela própria habilidade da CONSCIÊNCIA imposta `a humanidade. Se por um lado o homem se diferencia de outros animais pela maravilha da consciência dos sentidos, esta se torna também a sua própria prisão, razão para tristeza e limitação. Ao mesmo tempo que a maravilha de admirar um nascer do sol não pode ser descrito em palavras, o homem sofre com a finitude desse fenômeno de prazer. Deste simples exemplo, surge a necessidade de não enxergar a realidade isolada em partes ( que causa o JULGAMENTO, a DOR – por que o nascer do sol deve acabar?), mas sim inserida no TODO ( que apresenta o fato REAL Da EXPERIÊNCIA – cada amanhecer é maravilhoso e único em sua essência e ponto).

A maneira de ir além da ignorância, do pessimismo e da confusão é VER a realidade como um TODO – em vez de compreendê-la ou tentar controlá-la. Sem crença ou concepção, apenas baseada na percepção direta. É VER antes que os sinais apareçam, que a idéias surjam, que se caia no pensamento.

Isso é chamado iluminação. Não é nada além de vermos as coisas como elas realmente SÃO, em vez de como nós queremos ou achamos que sejam.

Essa libertação da mente traz um exercício – mesmo que árduo – de consciência direta da REALIDADE, da experiência real como ela é, afastanto assim o dukkha, ou sofrimento.

Vinte de cinco séculos atrás, na Índia,  um homem passou por essa libertação. Ele dedicou a vida a ensinar como conseguiu o desprendimento, a liberdade da mente. Bhuda, “o que foi despertado”, sintenzou as doutrinas do Budismo em apenas uma palavra: consciência.

Não a consciência específica, isolada, mas a consciência em si – de estar desperto, alerta ao que se passa no AQUI e AGORA. É sobre contar com a experiência de estar atento ao momento presente, sem doutrina ou crença, apenas com o sentir.

A partir da observação da própria natureza da experiência se criou uma religião que se difundiu pelo mundo. Ao longo dos séculos, culturas moldaram esta religião com rituais e dogmas. Este livro deixa para trás todos esses aspéctos e se concentra na clareza do Aqui e Agora. Não com teoria ou especulação, nem crença, nem lugar distante.

Além da forma compreensível de abordar a filosofia budista, o  livro aborda técnicas de meditação e yoga como meios para exercitar o domínio da experiência. Sempre no Aqui e Agora.

Um dos problemas contundentes apresentados no livro é relacionado a intenção. Segundo o autor, quando ignoramos o Todo, somos iludidos pelas partes. Somos seduzidos pelos conceitos criados por nossa mente que devaneia, em direção a raiva, a ambição, a confusão, inclinando para uma direção de sofrimento.

O importante, segundo o livro, é olhar a própria mente e saber quando ela está se inclinando, fora de eixo. O importante não é parar intencionalmente a inclinação mas sim perceber o que essa tendência mental realmente significa. Com  prática e atenção, a mente passa a se inclinar menos, espontaneamente.

A libertação da mente não ocorre da expressão do desejo em fazer o bem. Mas sim do desejo de estar DESPERTO. E despertar depende apenas e exclusivamente de sua vontade e disposição. Tudo o que você precisa está aqui e agora, na experiência imediata. VOCÊ é a autoridade final.

Seja na área profissional, familiar, sentimental, escrevo este post para redefinir os niveis de ansiedade e expectativas em relação a outros e nós mesmos, procurando insprirar a experiência da realidade como ela se apresenta, buscando uma vida simplesmente mais feliz.

Muitas vezes o registro de cenas em imagem me ajuda a entender a força das emoções. No final, o que realmente importa é a consciência do fluxo contínuo do amanhecer, quando dispomos de CORAGEM para experimentar entrega, percepção, espontaneidade, apenas possíveis pela ausência de INTENÇÃO ou CONTROLE.  O que fica é o sentimento de estar atento e simplesmente DESPERTO  para SENTIR o valor do MOMENTO.

Termino este artigo com uma mensagem de equilíbrio e otimismo, com que Budha se dirigiu `as pessoas, antes de sua morte:

“Seja uma luz para si mesmo; não se entregue a refúgios externos. Apegue-se a SUA Verdade.

Não procure abrigo em ninguém além de si mesmo.”

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6 Comments

  1. Grande Marcelo, e saudoso tbm, gostei muito da sua percepção e sensibilidade ba leitura, vou passar na travessa e seguir o mesmo caminho, obrigado pela dica e vamos procurar o caminho, grande abraço meu e da cintia

    • Querido Zuñiga!

      Q bom receber seu comentário carinhoso. Tbm sinto falta sua e da Cintia..
      Tomara que a dica dessa obra possa iluminar o caminho de todos nós!
      Um abração a vcs dois!
      Marcelo

  2. Me identifico muito com essa filosofia, o que nao significa que consigo segui-la fielmente, mas estou sempre a procura do equilibrio. Nesse site tem textos interessantes :http://www.budismosimples.kit.net/
    Anamaste

    • Oi Fernanda!
      Q legal q se identificou.. se pudéssemos seguir fielmente a filosofia a graça se perderia e as trocas e descobertas não teriam um gosto tão especial qdo vivemos TODOS os momentos plenamente.
      Legal a dica do link. Tenho certeza q será útil para todos nós em busca da clareza com simplicidade.

      Beijo e saudades!
      Marcelo

  3. Prezado Marcelo,

    comprei o livro e passei tb para alguns amigos. Quanta sabedoria e paz ele nos contempla. Obg pela dica.já gostava de seu trabalho, agora, só
    endossou minha admiração.

    • Ligia,
      Fico muito feliz em saber que vc encontrou no livro as mensagens de leveza que também me moveram. Uma das virtudes que o Budismo propaga é compartilhar com os outros a felicidade simples que conseguimos conquistar. Oferecer nosso melhor sem esperar nada em troca, é um início nesse caminho. Obrigado pelas gentis palavras. Muita luz para você!
      Um abraço,
      Marcelo


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