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Este post reforça a marca do blog LIFE+STYLE como portal de consultoria no varejo da experiência.
Nele, idéias pinçadas na cena de lojas independentes londrina sugerem surpresa, fantasia e sucesso de projetos que fogem do óbvio.

DOVER STREET MARKET

É marcante o posicionamento de branding de uma marca com o minimalismo conceitual de uma loja como a Dover Street Market.

Vitrines da DSM são um espetáculo a parte para 'visual merchandisers'.

A estilista japonesa Rei Kuakubo, estilista da Comme des Garçon, é a criadora desta loja conceito. Atendimento personalizado, visual merchandising inesperado e vitrines-instalações, que não mostram necessariamente produtos, mas o conceito da temporada.

“Eu quero criar um tipo de mercado onde criadores de diversos campos se reunem e encontram uma atmosfera de beleza no caos: misturando e recriando almas que compartilham uma visão forte e pessoal.” Rei Kuakubo.

Interior da loja é teatral e muda constantemente de acordo com o 'mood' das coleções.

A marca busca reunir designers independentes e renomados num mesmo espaço, criando um marcante mix de produtos, visual merchandising e linguagem de atendimento inovadores.

Expositores para jóias e artigos de beleza atraem a curiosodade pela exposição dos produtos.

Designers dispostos em pequenos ambientes convidam a intimidade entre produtos expostos e visitante.

Seções temáticas dominam alguns cantos da loja, como este corner étnico.

Num prédio de 4 andares, o espaço é aproveitado de forma atraente – araras de roupas se misturam a instalações artísticas espalhadas pela loja.

Uma proposta inovadora de sugerir a diversidade de estilos para completar um look jeans.

Uma experiência fascinante na relação de roupas, acessórios e objetos com visitantes. (foto piano)

Vitrines temáticas espalhadas pela loja lembram instalações de arte em galerias.

Desde jovens designers como o croata Damir Doma até talentos como Gareth Pugh e Alber Elbaz (Lanvin) estão na seleção de artistas da DSM.

No último andar a possibilidade de relaxar com um chá e um menu de cozinha fusion.

START

Uma loja conceito que nasceu da união de forças entre Brix Smith-Start (ex-guitarrista do grupo The Fall) e do designer de roupas masculinas Philip Start, chamam a atenção para Shoreditch, um point cool que se afirma nos ultimos 10 anos na cena de moda no East London.

Tradição e modernidade respondem ao DNA inglês contemporêneo da Start.

A loja apresenta o refinado mix de designers consagrados e estilistas em ascenção. O set up da loja lembra uma cenografia teatral, o que ajuda na descoberta de produtos cuidadosamente expostos.

Vitrine de um bolo feito por espelhos apresentam as marcas de sapatos.

Designers como Miu Miu, Philip Lim, Acne, Isabel Marrant, Alexander Wang e ainda sua prória marca Start atraem uma clientela fiel. A loja desenvolve a venda online, um de seus pontos fortes tanto em variedade de oferta de produto como customer service personalizado.

Desenvolver um trabalho de peças feitas sob encomenda, sob encomenda, confere um ar de atelier de custura que personaliza soluções para um exigente cliente, em busca de experiência na hora de consumir.

Separadas em moda feminina e masculina, a loja se orgulha em não somente comercializar a última coleção de bolsas da estação mas promover uma experiência por completo, através de estímulos que possibilitam um tráfego renovado de clientes a loja.

ACNE

Fundada em 1996 em Stockholm, Suécia, ACNE é o resultado da união de 4 criadores, com uma de suas lojas conceito no coração da Dover Street em Londres.

Vitrines surpreendentes escondem o interior da loja.

Com lojas espalhadas em nove países, a marca é reconhecida como um coletivo criativo, único por seu senso de lifestyle, reunindo meios da moda, publicidade, produção de filmes, design gráfico, assim como o desenvolvimento de produtos, negócios e conceito.

ACNE foi uma das primeiras marcas a identificar espaço para criatividade na produção de jeans, com qualidade autoral. A partir da produção de 100 modelos inovadores, que foram mostrados na Elle sueca, a marca com a típica costura em vermelho brilhante toma o spotlight de editoriais e revendedores exclusivos.

Johnny Johanson e suas criações.

Com a confiança adquirida no sucesso do jeans, Jonny Johanson, diretor criativo da ACNE, investiu em outro gêneros do design.  A primeira coleção da marca foi lançada em 1998. E com ela, o DNA de estilo presente em todas as suas criações – “ o luxo sutil e despretensioso se origina da idéia de que as roupas devem ser a representação do guarda-roupas de alguém. Cool e pessoal”, gosta de dizer Johanson.

“Moda é o mais eficaz meio de auto-expressão. Gostamos de desenvolver peças, que unidas, formam o melhor guarda-roupa, mas com roupas que sejam efetivamente usáveis. Temos uma maneira de pensar individualmente, mas com foco em combinações de styling que juntas apresentam força e modernidade de um estilo de vida”, explica Jonny Johanson.

As lojas são mecas de simplicidade. Me chamou atenção o relacionamento caloroso entre consutores e clientes, uma estratégia sempre benvinda para uma experiência de compra memorável.

Moda e arte intercalam interesses dos visitantes/

O Jornal ACNE foi criado como um instrumento visual de comunicar os conceitos da marca, assim como as inspirações que movem o coletivo ACNE.

Jornal Acne apresenta projetos multi-mídia criados pelos Studio.

MACHINE A

Machine-A é um ótimo exemplo de lojas especializadas em marcas independentes, de criadores ainda fora do mainstream. Pensada como uma proposta que oferece espaço para designers independentes, Machine A foi criada pelo diretor de arte Stavros Karelis, reunindo o conceito de loja / galeria de arte.

Eventos que misturam moda, arte, perfomance na Machine-A torna a loja um polo de cultura de vanguarda londrina.

A escolha designers exclusivos é a grande atração para fashionistas e formadores de opinião em busca de nomes ainda desconhecidos da mídia de massa.

A moda de Katie Freire, formanda na Central St. Martins, é uma das estilistas exlcusivas na Machine-A.

Uma tendência forte de lojas conceito é contratar a consultoria de stylists e diretores de arte para editar as coleções das lojas e customizar um espaço que identifique a marca de exclusividade e agito cultural que essas marcas representam.

Com a estética fundamentada no movimento punk, gótico e maguá japoneses, a moda da Machine A  é selecionada a dedo por Anna Trevelyan.

Anna Trevelyan, stylist da House of Gaga e curadora da Machine-A.

Anna é umas das stylists mais requisitadas da cena londrina e membro da House of Gaga responsável por garimpar os looks usados por Lady Gaga. Além de dar consultora da Machine-A, Ana oferece consultoria para grandes marcas como Burberry e a revista Dazed and Confused Japan.

Interior da loja é pequeno mas convida o interesse por peças únicas.

Vestidos, chapéus, jóias são peças one of a kind e comprados (e usados) como peças de arte que são.

Cabeça usada por Lady Gaga em uma performance em Londres.

Destaque para os eventos que a loja promove simultâneos ao London Fashion Week, organizados no basement da loja.

Artistas convidados trabalham a vitrines da loja como instalações de arte. Esses trabalhos se tornaram referência no que há de mais vanguarda no conceito que mistura arte e moda na cena Londrina.

Vitrines-instalações dão o tom de DNA artístico da loja.

MAISON MARTIN MARGIELA

A Maison Martin Margiela surgiu nos anos 80, apresentando uma estética contraditória `a ostentação e maximalismo que marcou aquela década. Algumas características marcaram a história de assinatura de vanguarda da marca, com sede em Paris, com um novo endereço em Londres.

Fachada da Martin Margiela na Bruton Street. Repare que a loja não tem letreiro. Levei uma hora para encontrar o endereço na primeira vez que visitei

Suas lojas, representam de forma direta alguns conceitos preconizados pela marca.

COR

A maioria das lojas da marca usam o branco e o prata. Um sentido monocromático ligado ao fato de quem deve brilhar é a roupa ( não a celebridade) é um dos fortes statements da marca que transparece inclusive no interior da loja.

Paredes brancas, piso em vinil prateado foca no destaque das peças.

Tanto no design de interiores de lojas (paredes, objetos, escritórios, acessórios) como no design de suas roupas, a marca tem a obseção pela cor branca.

Mobiliário é recoberto com linho branco, indicando o foco na importância da moda da grife

O motivo é o conceito que o branco, através de sua fragilidade, marca a passagem do tempo, dando origem  a tons de amarelos e cinzas que atestam a impermanência e ação do tempo, duas características sempre presentes nas criações da marca, desde sua criação.

INCOGNITO

Em suas campanhas a marca não trabalha com modelos conhecidas. Avesso ao culto da celebridade, a marca usa rostos desconhecidos para suas campanhas. Por vezes convidam clientes representativas que usam a marca em seu dia a dia para posar de modelos de suas campanhas.

A principal linha de ready to wear é assinada apenas por  uma etiqueta em branco presa por quarto pontos de linha branca `a roupa.  Um expert em shape e reutitlização de materiais recondicionados, MM atesta que o importante é a moda que criam.

Letreiro da loja e assinatura da marca nas etiquetas das coleções. Cada n´mero se refere a uma sequência de coleções existentes.

Avessos a letreiros que marcam a localização das lojas em locais previsíveis, a marca praticamente se enconde em becos e locais inesperados para uma marca de moda de destaque.

TROMP L’OEIL

Utilizando uma técnica artesanais usadas nas artes plásticas, incisões e fissuras feitas nos tecidos expoem a pele e sugerem a impressão de ilusão ótica de suas roupas. Pinceladas de tinta dão a impressão de texturas de brilho que na verdade não existem na superfície da roupa.

Nas lojas, o uso de espelhos e vinil prata no chão promove a mesma sensação de experiência de ilusão ótica nas roupas.

DESCONSTRUTIVISMO

A Maison MM deixa a mostra as marcas do processo de criação. A evidência do trabalho manual, muitas vezes de horas, é totalmente exposto pelo desconstrutivismo de bainhas, pences e golas. Muitas vezes fios caem de forma natural das peças de roupa, mostrando sua fragilidade e desnudando seu processo criativo.

Peças frequentemente são patchwork asimétricos de tecidos de coleções passadas recondicionadas.

O desconstrutivismos também está na proporção desconstruídas de volumes de suas peças, acessórios e propostas de interior de lojas.

A Maison Martin Margiela tem o compromisso com a forma inovadora de ousar quando faz moda. Este processo único de comunicar a estética que representa, está desde o lay out de suas lojas onde peças de decoração são sutilmente cobertas por algodão branco, como nas roupas que brincam com transparência, dualidade, movimento, sensualidade, rigidez, como nenhum outro estilista jamais conseguiu atingir.

A mesma estética desconstruída e artesanal da moda Margiela está impressa nos ambientes das lojas e ateliers da marca.

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