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Sempre considerei minhas viagens meu luxo maior.P1010470

Quando mais jovem, minhas viagens eram uma questão de sobrevivência, como se através delas eu fosse formando a pessoa em que me tornei.

Hoje, além do prazer do conhecimento, com viagens satisfaço meu instinto curioso e criativo. Ter tido a oportunidade de conhecer e conviver com mundos, culturas, línguas e costumes diferentes do meu, desde muito jovem, me tornaram quem sou hoje. Um cidadão do mundo, que seja na cidade natal no interior de São Paulo, em alguma aldeia no interior da Tailândia, numa comunidade de índios no Alaska ou no frenético Picadilly Circus em Londres, se sente a vontade, como se sempre tivesse feito parte daquela paisagem, daquela rotina.

A grandiosidade e iluminação ofuscantes dos prédios da baía de Shanghai deixam claro a mensagem de poder e desenvolvimento econômico. Para um país que cresce  9% ao ano, saber poupar é um dos trunfos deste povo trabalhador e determinado.

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Artigo sobre minha estada com estudante de intercâmbio nos Estados Unidos em 1981, aos 14 anos. Na época, eu o estudante mais jovem de todo o estado de Michigan.

Viagens me ajudaram também, desde cedo, a exercitar a tolerância para aceitar diferenças, sem julgamento do certo e do errado, do bom e do ruim. O que sempre me importou realmente eram as sensações e os  estímulos que recebia ao longo dessas experiências. Através delas descobri que, no final das contas, independente das diferenças somos unidos pelo fato de sermos humanos e sensíveis. Em minha história sempre busquei situações diferentes e novas, sempre atraídos muito mais pelo que pudesse vir aprender.

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Eu e minha família americana, a quem devo o inglês fluente, a paciência e carinho que sempre me dedicaram.

Coragem para desbravar novos mundos sempre foram inerentes à minha vontade própria. Quando dava por mim, estava morando com uma família nos Estados Unidos, trabalhando num transatlântico no Alaska, ou pesquisando arte contemporânea numa cooperativa de artistas em Beijing…

Talvez essa minha coragem, mesmo tendo nascido numa pequena cidade do interior do estado de São Paulo, tenha sempre me dado a sensação de me sentir global, parte de um mundo sem muitas fronteiras.

Minhas viagens ensinaram a ter orgulho de ser brasileiro e de morar numa das cidades mais bonitas do mundo.

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Vista do Corcovado durante passeio de helicóptero em 2003

Viver numa cidade linda, vibrante e genuína como o Rio sempre me abriu portas.

Morar e trabalhar fora do Brasil, me ensinou a questionar minha identidade brasileira. Estar longe do Brasil me  exercitou minha visão crítica, de como ser brasileiro me fez ganhar amigos, oportunidades, experiência.

Curiosidade de conhecer mais sobre o outro, tolerância e abertura para aceitar o novo, são na minha opinião, características nacionais, que ajudam aqueles que moram fora, e devem se posicionar frente a outras nacionalidades.

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Girassóis – a melhor maneira de celebrar a primavera em Amsterndam.

Desde sempre, me senti um embaixador do meu país, respondendo com bom humor e tolerância, a curiosidade de amigos que até hoje cultivo em lugares onde passei de Amsterdam a Hong Kong, de Bangkok ao Alaska, de Tel Aviv a NY..

Hoje, consciente desse processo, minhas viagens confirmam como somos todos iguais, e cada vez mais próximos. O que difere é a intensidade,  a forma que sentimos as sensações. Mas O QUE sentimos é sempre o mesmo. Isso me dá um sentido de irmandade, e um sentimento de nunca estar totalmente com estranhos como quando passei 2 anos trabalhando num cruzeiro na costa dos Estados Unidos, Caribe, México, Alaska, Hawaii.

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Navio em que trabalhei 2 anos no porto de Skagway, Alaska.

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Eu e amiga vietnamita numa das belas tardes em Diamond Head, Waikiki beach, Hawaii.

Ambos tocam, a partir de atributos emocionais universais  e sensíveis a quaisquer seres humanos. Carinho, atenção, um sorriso, a vontade genuína de conhecer o outro, transcende qualquer fronteira cultural. E essa vocação sempre manifestei, desde muito jovem.

Minha curiosidade em investigar pessoas me faz querer viajar para lugares cada vez mais distantes. Torna-se um desafio para minha compreensão e entedimento da essência humana e que no final me dá o reconhecimento de equanimidade.

Espero compartilhar as experiências de viagem que tanto me transformam e me inspiram a ser quem sou hoje.

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Vista de St. Thomas, ilha do Caribe que o navio Infinity onde trabalhei visitou ao longo de 6 meses.

Trinta dias pelo interior da Turquia – Bodrum, Cappadocia, Pamukalle, Konya, fronteira com o Iran 2000.

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Istambul com mesquita Aga Sofia atrás. Uma das cidades mais lindas que conheci, metade na Europa, metade da Ásia.

Estar na Turquia foi descobrir uma país muito distante, mas muito parecido ao Brasil. Mesmo muçulmano, o povo é alegre, a comida maravilhosa, os monumentos arqueológicos ainda intocados.

Bodrum é a cidade balneário chic na Turquia, onde fiquei 10 dias, visitando uma praia diferente por dia, na costa de Anatolya.

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Capadócia – talvez o lugar no mundo onde conheci um silêncio grutural. Visitar a vila escavada nas montanhas, onde árabes perseguidos fugiam de cristãos, é uma viagem no tempo.

Viajei mais de 3000 kilometros desde Istamabul, até a Capadocia, quase na fronteira com o Irã. Tudo de ônibus passando, passando por vilas com casas feitas de terracota. Naquela imensidão de crateras que mais lembravam a lua, senti uma das mais fortes sensações de silêncio, de paz comigo mesmo, numa viagem onde me aproximei de meu próprio centro.

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Jerusalem

Tive a inesquecível xperiência de conhecer ISRAEL ao coordenar o lançamento de uma coleção em Tel Aviv.

Um país aconchegante com pessoas alegres, que gostam de música, dança. Sempre prontos para uma boa festa, me senti novamente em casa.  Apesar de estranhar frequentemente em adoslescentes armados, as revistas em todas entradas de shopping centers e a pobreza das das áreas reservadas para os palestinos que podemos ver do outro lado da estrada, tive mais um aprendizado de tolerância inesquecível. Ao fazer a  via crucis que fez Jesus em Jerusalém é impossível não agradecer o fato de estar vivo e de se ter uma casa para morar, num país tão tolerante como o nosso.

Pesquisa em centros de arte contemporânea pela China – Beijing, Shanghai, Hong Kong, Macau, 2007

– Tailândia

– Singapura 2007

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5 dias foram perfeitos para entrar no clima tranquilo/contemporâneo que marca Singapura.

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Hotel Gallery – um hotel boutique onde me hospedei quando fiquei uma semana em Singapura. Uma experiência de arquitetua e design: mergulhando na piscina de vidro no último andar, é possível enxergar os carros e pessoas que passam na rua abaixo.

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Portobello Market

Londres é uma paixão antiga. Talvez a cidade da Europa onde mais me sinto em casa. Talvez por sua notoriedade por inovação, cultura de respeito `a individualidade  e escolhas. Talvez isso, mesmos com a monarquia, e com toda a fama de frieza, vejo uma das sociedades mais abertas que tive o prazer de conhecer.

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Pesquisa de campo – curso Design Experience

Hoje viajar é fundamental para meu processo de auto-conhecimento. Esta busca pela harmonia com o mundo e pessoas se transformam em experiências que trazem felicidade e realização.

Em 2007 visitei a C hina, um grande desafio. Fui em busca de me aproximar de uma cultura que sempre me fascinou, talvez pela aura misteriosa que sempre evocou. A China, traduzindo “o país do meio”, sempre foi um país guerreiro, muito invadido e sofrido ao longo de sua história. A Muralha por exemplo foi construída para defender o país dos bárbaros mongóis do norte.

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A Muralha da China com 7000 kms. de extensão protegia o país de invasores mongóis.

O objetivo maior de minha ída a China foi visitar centros de arte contemporâneos em Beijing, Shanhai, Hong Kong. Queria muito descobrir porque os chineses tem tanta dificuldade de identificar valor no design contemporâneo, com suas características de diferenciação, exclusividade e unicidade dos objetos. Foi conversando com artistas desses centros de arte, cooperativas onde todos moram e trabalham no mesmo espeaço, consegui algumas respostas.

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Mogashan Art Center – Shanghai

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Artistas mostram com orgulho o primeiro trabalho de arte de seu filho, que nasceu na cooperativa.

Durante milênios o verdadeiro e talentoso artista, era aquele que conseguia representar mais fielmente os traços de seu mestre. Dessa forma, a pintura, a caligrafia, exaltavam artistas que conseguiam, com maestria, reproduzir seu mestre. Ou seja, a produção de algo inovador e criativo estava fora de questão.  Daí a razão, cultural, de chineses valorizarem a reprodução fiel e não a produção criativa.

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Cattle Depot Art Center em Hong Kong com minha amiga Josephine, que conheci durante um curso em Londres.

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Uma escultura no 798 Art Center em Beijing

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8 Comments

  1. Marcelo!
    Adorei o que voce escreveu, tão bem voce! Cada vez mais te admiro, pois voce, assim como eu, precisa vivenciar em loco lugares e culturas tão diferentes!
    Cada vez mais me identifico com voce e sei que preciso estar mais perto de ti com mais frequência, sinto sua falta.
    Beijos e saudades,
    Neca

  2. Olá Marcelo,
    encontrei teu blog hoje e não consigo parar de ler…tudo muito interessante!
    Esse post sobre as viagens é lindo. Perecebe-se, conforme se vai lendo, o quão gratificantes e importantes foram estas experiências.
    Parabéns!
    Abração!

    • Olá Célio,
      Receber sua mensagem me deu vontade de reler este post novamente. Mesmo com tanto tempo depois de tê-lo escrito, me emocionei com minhas próprias recordações! Isso só prova como tudo foi único, forte e genuíno!

      Mensagens como a sua são fundamentais para incentivar toda dedicação para construir um Blog, que possa inspirar pessoas com coragem, energia, sensibilidade a fazerem o mesmo!!

      Conte comigo qdo precisar.
      Um abraço e obrigado pela força!

      Marcelo

  3. Encontrei teu blog enquanto pesquisava sobre cadernos de tendências. Estou fazendo um para o meu curso e vi que já fizeste parte da equipe do Senac…Eu faço Design Têxtil, mas a minha área é mesmo pequisa e análise. Pretendo posteriormente fazer um curso de trendhunting e quem sabe enveredar por esse caminho. Ta aí um bom assunto pra um novo post…

    Grande abraço!

  4. O legal é fazer mesmo vários cursos em áreas variadas pra ver como vc se sente em cada um deles. No meu caso, depois de uns 7 cursos nas áreas de moda, estilo, marketing, descobri que minha área tb é mesmo PESQUISA. Aliás, a CENTRAL ST. MARTINS em Londres oferece um super curso sobre o assunto. Uma dica é vc pesquisar no site deles (pode achar o link no post que fiz sobre a escola) e pesquisar no curso chamado COOLHUNTING. Acho que pode gostar!
    Um abraço,
    Marcelo

  5. Pois é Marcelo, já estive de olho nesse curso…quem sabe né? Eu estudo em Portugal (Porto) e depois do curso pretendo ir embora pra outro país…não penso em Londres ou Barcelona (cidades que oferecem este tipo de curso), mas se for preciso, não penso duas vezes…hehe.

  6. Adorei Marcelo, estou maravilhado com o que vi e li, lugares, pessoas, paisagens, cores, formatos…tudo muito lindo e instigante. A beleza e sensibilidade caminhando juntas em todos os seus focos e comentários. Não poderia ser diferente, se tratando de uma pessoa tão bonita como você, e que bom ter a oportunidade de esbarrarmos nessa trajetória ….
    Abração.

    • Marçal,
      Sendo um empolgado pela vida, é gratificante encontrar pessoas que ainda me inspiram a sensação que uma nova viagem pode começar, a qualquer momento…
      Obrigado!


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