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Espaços de varejo são mais que nunca DESTINOS DE EXPERIÊNCIAS.

ENTRETENIMENTO

A associação entre VAREJO, ARTE e CULTURA é um caminho para marcas elevarem o status de lojas a espaços de entretenimento.

Espaço para shows e performances movimentam a Flagship da Prada, Soho, NY.

Com arte estampando fachadas, interiores, marcas definem espaços para exposições temporárias de artistas contemporâneos.

Exposição da stylist Katie Grand, usando peças vintage dos arquivos da Louis Vuitton. Bond Street, Londres.

Na loja de Singapura, Louis Vuitton tem curadoria de artistas na livraria especializada em design e arte contemporânea.

Livraria Louis Vuitton. Singapura.

Lay out que mais parecem instalações de arte tem muitas vezes a curadoria de cenógrafos e produtores.

Passantes deixavam mensagens nos milhares de post its que compunham a instalação na fachada da Galeria Melissa. Rua Oscar Freire, São Paulo.

PARCERIAS

Numa, época onde mídias sociais aproximam pessoas e marcas, parcerias entre grifes com valores institucionais semelhantes é uma forma colaborativa de promover interesse de consumo. Os pontos de venda promovem benefícios complementares na associação de produtos.

Parceria da GAP e PANTONE, promovem roupas com as cores da estação. Gap Store, Londres.

Além de conceitos semelhantes, PARCERIAS estimulam a união de database de clientes das marcas associadas.

Parceria Louis Vuitton e Comme des Garçon. Tokyo.

A identificação com conceitos de marca trasnforma consumidores em tribos de apaixonados. RETAIL DESIGN é ferramenta fundamental neste processo de fidelização e emocional que ocorre no consumo.

Fundamental hoje é a GRATIFICAÇÃO de experiências e relacionamentos que valorizem as emoções humanas, autênticas e universais na relação entre marcas e consumidores.

Fique por dentro do universo de RETAIL DESIGN, acessando o Life+Style e escrevendo para contato@lifeandstyle.com.br

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Numa época de consumo consciente, desejos focados em lifestyle e customização, profissionais de marketing, arquitetos, decoradores, retail designers, empreendedores, são desafiados a criar espaços de varejo como destinos que transcendem o ato tradicional da compra. Neste sentido, conceitos de varejo sofrem nova interpretação a cada dia.

Autenticidade serve de inspiração para reedição de mercados em grandes centros. Mercado na tranquila vila de Gap nos Alpes franceses.

MERCADOS PÚBLICOS

Seguindo conceitos de nostalgia e autenticidade de pequenas vilas, MERCADOS PÚBLICOS vem sofrendo upgrade estrutural em grandes centros urbanos.

Hoje, o Old Spitalfields Market é responsável pela revitalização do East London como uma das áreas mais descoladas de Londres..

O lay out criativo garante a experiência única do visual merchandising, favorecendo o convívio de variedade de clientes e produtos.

Gastronomia orgânica é uma das forças de atração dos grandes mercados.

Aproveitando amplos espaços, a variedade de setores – moda, antiguidades, gastronomia, design – resume uma série de setores paralelos, que coabitam os espaços de varejo.

Instalações ocupam o espaço público dos mercados, propondo interatividade dos visitantes.

Além de expositores em stands, a popularidade dos MERCADOS atraem projetos de lojas permanentes de marcas descoladas, revitalizando áreas urbanas antes consideradas marginais e desvalorizadas.

Sofisticada, a Loja Conceito da grife de calçados Dr. Marteens utiliza elementos reciclados na sua decoração anterior. Old Spitalfields Market, Londres.

No Brasil, o conceito de mercados também se renovam. O Mercadinho Chic, edições de mini-feiras em capitais brasileiras, valoriza critérios na seleção de novos designers para os eventos que realizam focando moda e design contemporâneo.

O Mercadinho Chic, oriundo do Mercado Mundo Mix, movimenta a cena do varejo descolado brasileiro, promovendo novos empreendedores e novas marcas nas cidades onde acontece.

LOJAS POP UP 

Lojas Pop Up  utilizam espaços urbanos inusitados, temporários, para a localização, o visual merchandising e a seleção de produtos originais, na representação da exclusividade de marca.

Loja Pop Up da marca japonesa Uniqlo, atualmente focada em expansão global da grife. Uniqlo, Londres.

Lojas Pop Up se caracterizam por soluções inovadoras de design e logística, favorecendo menor alocação de investimento de marcas nesses projetos temporários. Esta é a estratégia ideal para marcas trabalharem o design com elementos recicláveis e alternativos.

Loja Pop Up da Nike em um barco, promove produtos selecionados da Nike ao longo do rio Sena. Nike Store, Paris.

Além de baixo custo, Pop Up Stores promovem boas estratégias para as marcas: a promoção de estoques limitados, o teste de aceitação de novos lançamentos,  a viabilidade de uma loja permanente no local.

A Schutz, marca da Arezzo, usou o conceito de loja pop up temporária na sede da Oscar Freire, SP, e Garcia d'Ávila, no Rio. O sucesso da estratégia acabou transformando os projetos em lojas permanentes.

 

Aproveite para comentar, tirar dúvidas e conhecer mais sobre RETAIL DESIGN, escrevendo para contato@lifeandstyle.com.br

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A primeira vez que ouvi o termo RETAIL DESIGN foi num curso da UNIVERSITY OF ARTS LONDON. Este post é um resumo de CONCEITOS DE VAREJO, a partir de pesquisas e experiências no design de projetos no Brasil e no exterior.

Resultado direto da evolução histórica do varejo,  do desafio em unir posicionamento globalizado e estilo individual de consumidores, RETAIL DESIGN se apropria de conceitos multidisciplinares como marketing,  moda, arquitetura, arte, tecnologia, sustentabilidade, bem estar, para atrair clientes, trasnformando-os em seguidores fiéis das marcas em que escolhem consumir.

LOJAS FLAGSHIP 

Marcas com presença de mercado, focadas em processos de expansão, geralmente possuem uma loja FLAGSHIP onde reúnem identidade institucional, produtos exclusivos, merchandising conceitual, linguagem arquitetônica e staff especializado em consultores.

Capazes de sugerir a mais completa EXPERIÊNCIA de consumo, estas lojas FLAGSHIP reúnem características específicas:

Identidade Institucional. Lojas FLAGSHIP assumem o lugar de representantes dos conceitos básicos, de identidade e expansão global da marca.

Louis Vuitton, uma das grifes que mais investem (e ganham!) com o RETAIL DESIGN e lojas Flagship espalhadas pelo mundo. Flagship Louis Vuitton, Ginza, Tokyo.

Produtos exclusivos. A seleção cuidadosa de produtos que refletem conceitos de exclusividade sugere o status de possuir uma peça única e autêntica.

Linha exclusiva criada em 2003 por Takashi Murakami, designer japonês, trouxe destaque humor para produtos na Louis Vuitton.

No Brasil, marca Osklen é referência quando reflete os conceito de brasilidade cool chic nos pordutos da lojas FLAGSHIP no Rio e São Paulo.

Arquitetura unifica lay out e o espírito brazilian cool de produtos nas Flagships Osklen no Brasil e exterior. Flagship Ipanema, Rio de Janeiro.

Flagship OSKLEN. Soho, NY.

Identidade de Design. Elementos sensoriais unificam a linguagem de estilo da marca – elementos decorativos, mobiliário , música/aroma ambiente, dress code do staff – fortalecem os valores de marca.

COR, um dos elementos mais importantes utilizados no Retail Design, para definir a permanência e o interesse de clientes. Flagship Havaianas, Oscar Freire, São Paulo.

Visual Merchandising.  Funcionalidade, narrativa, ênfase na estética, interatividade com produtos, garantem a conquista e fidelização de clientes.

A Nike homenageia vida e carreira do campeão de tenis suiço Roger Federer na Flagship da marca em Londres. Tecnologia e visual merchandising em forma de narrativa envolvem o cliente. Nike Flagship, Regent Street, Londres.

Serviço Personalizado. Atendimento especializado, baseado em consultoria individualizada para cada estilo de cliente.

Numa época de popularidade virtual, o contato pessoal é um dos diferenciais das lojas para fidelizar de clientes. Nike Flagship, Oscar Freire, São Paulo.

Consultoria X Atendimento. Treinamento de staff especializado transforma vendedores em consultores especialistas. Conhecimento como base para o relacionamento com o cliente.

Conhecimento e contato individual. Ponto chave no relaciomento entre marca e consumidor. Apple Flagship, Shanghai.

BOUTIQUES

O conceito de BOUTIQUE é constantemente reinventado desde o surgimento de lojas monomarcas nos anos 70.

No bairro histórico do Marais, grifes apostam na autenticidade da arquitetura local. NikeID Boutique,, Paris.

Hoje, Boutiques são referências de espaços menores com essência de estilo marcante, muitas vezes aproveitando o charme e a distinção da arquitetura local pré-existente.

O interior da loja combina modernindade e estilo retro. NikeID Boutique, Marais, Paris.

Aproveitamento do espaço original associado a inovação de materiais aponta para soluções naturais de circulação e atração para clientes.

Contraste entre design natural ( pedras na foto) e industrial (aço nas luminárias), sugere o conceito relaxed minimalista da grife espanhola de calçados. Camper Boutique. Soho, NY.

Contrastes de novo e antigo, minimalismo e barroco, funcionalidade e arte, design industrial e natural, criam soluções práticas para a arquitetura e o merchadinsing da nova Boutique.

A Boutique Aquim utiliza o conceito de nichos de joalheria para guardar seus preciosos chocolates. Rua Garcia d'Ávila, Rio de Janeiro.

 

MULTI MARCAS

São grandes espaços que reúnem variadas marcas em um único local, em previlegiados endereços em metrópoles mundiais

Em 1893, é aberta a Gallerie Lafayette, a primeira multimarcas. Criada para atrair tráfego de passantes com a inauguração da estação de trem St. Lazaire nos arredores da Opera, ela é um dos destinos mais visitados da cidade. Boulevard Haussman, Paris

 

Planejadas em setores de moda, design, acessórios, beleza, perfumaria, artigos para casa, papelaria, MULTIMARCAS vendem espaços para grifes montarem seus stands e quiosques.

A tradicional Liberty foi tão marcante que se tornou um estilo na arte decorativa, caracterizado pelo design ornamentado da virada do século XIX.. Regent Street, Londres.

Para se diferenciar do efeito massificador de shopping centers, MULTIMARCAS investem em visual merchandising complexo, unindo sofisticação, funcionalidade, ousadia.

Grifes são distribuídas no lay out de lifestyle, suavizando a sensação de lojas de departamentos. Liberty, Londres.

Fachadas das grandes multimarcas servem para vitrines cenográficas, famosas pela ousadia e inovação de seus projetos de visual merchandising.

A SELFRIDGES, frequentemente convida designers para 'vestir' suas vitrines, apreciadas como verdadeiras instalações de arte pelo público. Londres.

Vitrine-instalação. Selfridges, Londres.

Aproveite para comentar, tirar dúvidas e conhecer mais sobre RETAIL DESIGN, escrevendo para contato@lifeandstyle.com.br

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Localizada numa área privilegiada de frente para o Cristo Redentor, no bairro nobre da Lagoa, o MORAR MAIS POR MENOS se diferencia por valorizar o ato de decorar como uma das mais gratificantes experiências do bem viver.

Ilustrações manuais e possibilidade de reaproveitamento de todo material aplicado na Fachada são características do projeto da arquiteta Mônica Machado.

O Life+Style conferiu as novidades do Morar Mais 2011 de uma forma diferente: na sua última semana. Conversando com expositores, conhecendo arquitetos e fornecedores, interagindo com visitantes, confirmei o balanço positivo do evento para todos os participantes deste evento que movimenta a cena do design na cidade do Rio de Janeiro.

A Pequena Cruzada é o palco para o Morar Mais 2011.

Seguindo os 5 conceitos que norteiam a Mostra,  o Life+Style selecionou projetos e idéias atemporais para inspirar VOCÊ a olhar com mais criatividade e economia na hora de enfeitar a sua casa.

O CHIQUE QUE CABE NO BOLSO

Idéias atuais, despretensiosamente chiques, com espírito vanguardista, são alguns dos desafios propostos pelos organizadores para os expositores do MM.

A utilização de paletes em diferentes níveis recebem os convidados na Bilheteria da Mostra. Arquitetos Arthur Falcão, Thiago Santos, João Ferraz Duayer.

Ser criativo não é mais suficiente. Nunca época em que funcionalidade deve estar seguida de estilo,  projetos vencedores são aqueles passíveis de simples excução por qualquer pessoa.

Madeira de demolição, painéis em MDF foram usados no projeto da Loja Mora Mais pelo arquiteto Pedro Kastrup.

Caminhando pelo evento, me lembro de um conceito forte em todo bom design de hoje: o HI-LO – a capacidade de associação harmônica de elementos do cotidiano, normalmente descartáveis, que graças `a criatividade e facilidade de execução, se tornam foco de um look de moda ou um ambiente de decoração.

A simples iluminação de um painel feito de papel laminado colado vira o centro de atenção na Loja da Casa, projeto dos arquitetos Renata Velloso e Felipe Caetano.

O retrô e o interesse de ambientes que contam histórias resgatam tempos passados. É o movimento de nostalgia, que preenche com vanguarda o estilo de morar.

Projeto Cozinha com História renova conceitos de conviver. Projeto dos arqutetos Marcelo Possidonio e Bianca Gatto.

Soluções criativas, além promover o consumo consciente (pela reutilização de recursos), reforçam o conceito de customizar ambientes com a história de seu morador.

Reunir pratos de jogos defeitos numa parede é uma solução para a customização de um ambiente cheio de história.

O verde, presença que não pode faltar na casa contemporânea, toma espaço numa horta de temperos na janela da cozinha.

Reutilizar leiteiras, pás de jardinagem reforça o estilo na hora de ser criativo.

Numa era de globalização, sentimos a necessidade de imprimir personalidade introduzindo marcando o lúdico, a fantasia, o reutilizável na decoração.

Os azulejos de plástico da DuoDesign é outra solução para trazer narrativa para o ambiente de cozinha.

BRASILIDADE

Utilizar elementos de elementos locais é valorizar a própria natureza que nos cerca, tão rica em nosso país. Buscar educar o olhar para utilizar elementos antes considerados ‘sem graça’ é um papel do design responsável nos dias de proteção do planeta. A riqueza de recursos naturais do Brasil, nada mais natural e sofisticado que lançar mão da flora, fauna, de maneira consciente, para sofisticar um ambiente.

Um jardim de bromélias, típicas da mata atlântica local, oferecem interesse no projeto de Paisagismo da Alameda Casashopping. Arquiteta Patrícia de Freitas Souza.

O feito em casa resgata e promove a valorização da cultura nacional.

Doces colocados em marmitas embrulhadas em panos de chita comprados em mercados populares

SUSTENTABILIDADE

A reutilização de móveis antigos, reciclados, são reaproveitados.

Na Loja Infantil, um espaço colorido e lúdico, ganha gavetas antigas pintadas de branco como nichos de parede. Projeto dos arquitetos Evelyn Steinberg Giovana Eirado e Francisco Palmeiro.

Criatividade imprime o conceito de individualidade de estilo a um ambiente, representando a marca de estilo de seu habitante.

Ainda na Loja Infantil, etiquetas douradas decoram as paredes enquanto uma velha escada coberta por tela de galinheiro vira uma estante funcional.

Rodas de velhas bicicletas são utilizadas como painéis de fotos.

A arte entra em cena para lembrar a linha tênue sobre o que é decoração e o que é arte.

Na última semana do evento, as peças que decoram a Mostra entram em liquidação favorecendo a venda dos produtos.

Preenchendo uma ficha de interesse de compra, fornecedores entram em contato com compradores para estabelecer os termos da negociação.

O preço da estante Tok Stok de R$ 3860,00, caiu para R$ 1930,00 na semana de liquidação.

Até 8 de outubro, a reserva de objetos da mostra havia batido R$ 6,6 milhões. É quase o dobro do volume de 2010. Foram 3277 pedidos. Participaram 425 empresas, 15% a mais do que no ano passado. Breton, Tok&Stok, Denifive lideravam a lista das marcas mais procuradas..

Universo do artista plástico Anderson Thives serve de inspiração para o Corredor da Arte, onde peças do artista estão a venda. Projeto de Pedro Kastrupp.

Estabelecer o acesso direto do visitante com fornecedores e arquitetos também é proposta diferenciada da Mostra. Quadros explicativos nos ambientes informam ao visitante a lista de objetos, contato de fornecedores e preços dos móveis e objetos. Tudo para facilitar a decoração da tão sonhada casa.

Espaço Bom Design da arquiteta Joana Hardy valoriza a loja dos produtos da Ong TEM QUEM QUEIRA, que trabalha com a mão de obra prisional no reaproveitamento de banners para criar bolsas, necessaires e utilitários.

TECNOLOGIA e INOVAÇÃO

“Aliar avanços da tecnologia evitando o disperdício e formas sustentáveis de viver é promover o respeito  com o planeta”.

Projeto de luminária feita com o descarte de teclado de computador. O mais legal é ser um projeto executado por uma aluna do curso de Design do Senac Rio.

“Criar espaços com a preocupação de tornar viável associar criatividade, funcionalidade de soluções de baixo custo, fáceis de serem reproduzidas por qualquer pessoa.”

Menor consumo de energia, maior durabilidade e menos calor ambiente são vantagens da utilização da iluminação de LED, presença forte em todo evento. Projeto da Loja Morar Mais de Pedro Kastrupp.

INCLUSÃO SOCIAL

Promover projetos que valorizem o trabalho sustentável de comunidades carentes é um dos objetivos do MM.

o Estudio Contemporâneo Brasil da aruqiteta Miriam Fittarone utiliza espaldar de cama feita de reaproveitamento de jornal, valorizando o trabalho do artista deficiente Irinaldo Silva.

Uma das maneiras eficazes de promover inclusão social é incentivar a EDUCAÇÃO. É exatamente isso o que ocorre nos workshops do espaço Senac para estudantes daquela insituição.

Couro sintético no sofá, madeira reciclada, funcionalidade são atributos pensados pela arquiteta Estela Pinheiro para o Espaço Senac Rio.

Um espaço mix de lounge e sala de conferência, estimula a capacitação de profissionais que em breve estarão contribuíndo com o cenário do design brasileiro. Aqui alunos do curso de Design no Senac Rio acompanharam o processo, da concepção até execução de projetos sob a orientação de profissional da área.

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No Rio de Janeiro, durante 40 dias, empresas dos três setores da economia – indústria, serviços e comércio – além de fornecedores arquitetos, designers -  movimentaram o cenário do design, da decoração, da inovação.

Depois das 3 horas de visita, me despedi de Ligia Schuback, sócia diretora do Morar Mais, que me confirma algo que eu já desconfiava:

“Seja pela chance de conhecer maneiras para enfeitar a casa de forma criativa e econômica para o visitante,  ou pela oportunidade dos negócios gerados para prestadores de serviços, empresas, industrias, associações – conseguimos o grande objetivo:  de que todos saiam ganhando com o MORAR MAIS POR MENOS”.

O entusiasmo dessa afirmação e a inspiração que levo da visita reforçam a expectativa de ver o Morar Mais ainda mais especial em 2012.

Lanternas compradas em mercados populares iluminam com sofisticação a Varanda da Paisagsita, projeto da arquiteta Ana Iath.

Se você estiver por Curitiba entre os dias 06 de outubro a 15 de novembro, vale conferir as novidades  da edição do Morar Mais naquela cidade.

Aproveite e ainda compartilhe o que mais gostou aqui no Life+Style!

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O Life+Style foi um dos Blogs convidados no 1o. Encontro de Blogueiros promovido pela organização da mostra Morar Mais no Rio de Janeiro.

A iniciativa de Ligia Schuback, idealizadora do Morar Mais, sinaliza a personalidade visionária desta empreendora, que hoje inspira com criatividade e inovação o setor do design de interiores brasileiro, com a presença do evento em 9 capitais brasileiras.

O encontro foi uma oportunidade de intereção entre aqueles que se dedicam a esse veículo de comunicação virtual. Além da troca de experiências, esta foi a chance para mesclar o entusiasmo em construir relações no mundo ‘virtual’ com a emoção da experiência ‘real’.

A reunião de Blogueiros fará parte do calendário oficial do evento para o ano que vem!

Abaixo confira os blogs parceiros que estiveram presentes no 1o. Encontro de Blogs no Morar Mais 2011.

Mundo de Moo –Idéias criativas ocasiões especiais. Sim, porque afinal todo dia é especial…

Simples Decoração– Decoração e Design

Um Brinco – Decoração e Organização

Chez Julia – Decoração Criativa

Oh Hapoy Days – Casamentos

Casa de Dona Santa – Decoração Criativa

Le Parti – Decoração e Eventos

Lembrando que em seu último fim de semana, nos dias 08 e 09 de outubro, a estrela do Morar Mais fica por conta da liquidação dos mais de dois mil produto expostos no evento. É a oportunidade imperdível do visitante arrematar móveis, luminárias, tapetes, eletrodomésticos, por até 50% de desconto!

Morar Mais por Menos

Avenida Epitácio Pessoa, 4866 – Lagoa

Das 12 `as 21 hrs

AZUIS ESVERDEADOS

Na direção do simples é melhor’ , dentro do espectro de verdes aguados em cerâmicas ao brilho azulado de oceanos distantes, a paleta de cores combina tranquilidade e frescor de espírito.

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CONTORNOS  FORMAIS

Mesmo com continuidade de volume para sofás, a verdadeira tendência são móveis cujo CONTORNOS refinados traduzem leveza.

'Thin Black Table' do designer Nendo para Cappellini - cubos que flutuam no espaço.

A paleta monocromática entre branco, preto e cinza sugere a barreira tênue entre sonho e realidade.

Poltrona 'FILDEFER' de Alessandra Baldereschi para Skistch.

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VEGETAÇÃO

O verde estava e continuirá em voga. Plantas são uma maneira para traduzir o FRESCOR desta cor na decoração. Seja uma palmeira que traz vida a um canto da sala ou vasos de condimentos arejando ambientes, a natureza chega suavizando estruturas de cimento.

BAMBU - resistente e versátil, é uma das apostas de designers no mundo todo.

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BRILHO CÍTRICO

Contraponto para os azuis-oliva, o amarelo e laranja cítricos são benvindos como pontos focais para acender ambiente monocromáticos. Os acessórios nessas paletas trazem energia e personalidade.

Convite `a customização no jogo de encaixe lúdico do sofá 'ENTAILLES' de Phillppe Nigro para Ligne Rosset.

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LUXO RÚSTICO

A tendência de reutilizar materiais deixa o experimentalismo e entra de vez no campo da elegância rústica.

James Plumb abusa de criatividade na utilização de malas antigas para criar gaveteiros em estilo vintage.

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MODÉSTIA DE MATERIAIS 

Após anos de excesso, materialismo, industrialização,  é a vez de materiais com técnicas de produção  menos tóxicas para o planeta. O charme descompromissado do papelão, papel, cortiça, feltro, além de mais suavidade para o olhar, responde com estilo a exigência de maior custo benefício para nossos bolsos.

Romantismo exala da luminária 'RHODODENDRON'. Feita de flores de papel texturizado, está a venda na Anthropology.

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COBRE E BRONZE

Combinando metais com a era de austeridade estética, fica claro o afastamento de texturas polidas e brilhosas. Nesse sentido, são as texturas foscas – de ‘neturalidade pobre’ encontrados no cobre e no bronze – que melhor respondem as necessidades de durabilidade e versatilidade minimalista que buscamos nos espaços de convívio.

Rusticidade do cobre

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ACONCHEGO

Revestimentos acolchoados sinalizam a reafirmação do conforto como atributo marcante do design contemporâneo. A novidade de novas técnicas na costura de revestimentos favorece o frescor de silhuetas para sofas, camas, cadeiras.

Sofá 'RUCHÉ' de Inga Sempé para Ligne Rosset.

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ARTE DA ILUMINAÇÃO

Resultado do avanço tecnológico de lâmpadas fluorescentes, LED e halógenas, a iluminação traz cada vez mais destaque artístico para a decoração de interiores.

Candelabro revisitado - luminária 'RHIZOME' de Matali Crasset para marca espanhola Arturo Alvarez.

Luminárias transcendem a função de iluminar e passam a atuar como esculturas.

Pendentes, de chão ou mesmo em nichos de paredes, o efeito da iluminação nunca esteve tão espetacular. A sugestão de fantasia e sonho está por todos os lados.

Luminárias tem o papel de acessórios de estilo na decoração minimalista.

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O OLHAR JAPONÊS

Recentemente o Japão foi o foco de atenção e tristeza devido `a catástrofe o atingiu. Mais uma vez, a serenidade japonesa para encarar a realidade é responsável pela superação, renascimento e criatividade é uma lição para o mundo.

Luminária 'MAKI' para Foscarini, inspirada no rolo de sushi. Nendo Design.

A forma com que admiramos o design japonês no ocidente tem muito da renovada apreciação pelo humilde e functional valorizados hoje.

O design da terra do sol nascente que inspira pureza e simplicidade. É representado pelo conceito estético de SU, que significa plano e sem adornos.

Cadeira 'MARIMEKKO' - Forma e estampa trazem natureza para o interior. Designer Toshiyuki Kita.

A paixão incondicional pela natureza, na referência de seixos, gotas de água, gêlo, nuvens traduzem a elegância sem esforço desse design particular.

Técnica em acrílico granulado cria a sensação de 'madeira trasnparente'. Nendo Design.

 

Fonte: ELLE Decor

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Tendências no Design de Interiores são indicadores poderosos de manifestações estéticas.

Mais perenes que movimentos cíclicos da moda, tendências no design de interiores sinalizam a evolução de comportamentos. A revita ELLE Decoration, especialmente a edição inglesa, é uma leitura obrigatória.

A edição de setembro é um número imperdível - traz o TREND REPORT 2011/2012.

A chegada da era de Aquarius coloca o fim a era de Peixes – período dominado pela ordem hierárquica, regulamentos estritos e de governantes poderosos. Aquarius por sua vez, marca o início de um ciclo com foco na igualdade, no potencial individual, na responsabilidade pessoal.

Tão vivas quanto as reminiscências que o musical Hair pode inspirar, percebemos a influência da nova era no comportamento no lifestyle, nas perspectivas e sonhos da humanidade. Desde estruturas familiares, oriundas de unidades tradicionais, até carreiras convencionais, conceitos variados vem sendo revistos.

Decisiões antes baseadas em regras impostas pela sociedade, hoje refletem a autenticidade de objetivos individuais.

Como resultado, seja em campos que vão da economia `a moda, assistimos a trasnformação de experts ou gurus.  Pessoas nascidas em determinado lugar ou situação sócio-econômica,  eram para sempre ligadas `aquelas circuntâncias. Somente indivíduos excepcionais rompiam barreiras.

Nos últimos 200 anos, no entanto, a humanidade se tornou extremamente móvel – intelectualmente, geograficamente, economicamente, socialmente. Esse fenômeno infelizmente, ainda varia dramaticamente: muitos continuam a viver em sofrimento, com pouca chance de mudanças. Ainda assim, testemunhamos aqueles capazes de tomar as rédias de suas vidas se erguerem em favor de outros que não tem a mesma sorte.

A cada ano, sentimos a liberdade para ignorar o que está in’ – o que agrada as massas – para escolher o que se deseja. Para muitos esta é a mais desafiadora das tendências da nova década. Mesmo inspiradora e estimulante, a liberdade de escolha traz a responsabilidade de análise, o domínio do conhecimento, sem os quais é fácil reinar a ignorância e a confusão.

PENSAMENTO INDEPENDENTE – Com o fortalecimento individual, a discussão sobre o que constitue BEM-ESTAR é inevitável. Isso vai influenciar vários tipos de situações, como a troca de CONHECIMENTO – desde reuniões em casas de amigos até debates interativos na rede. Onde antes a presença de experts teria sido essencial, hoje eles são quase dispensáveis (ou indesejáveis). A força da Internet comprova que mais importante do que gurus, é o fenômeno dos experts  ‘self-created’. Novas idéias em design, lifestyle, arte, gastronomia vão revolucionar o pensamento. Da interação virtual surgirá as novas idéias sobre maneiras de viver, de se relacionar, para realinhar novos valores da humanidade com os rumos do planeta.

RUPTURA – O estilo está quebrando barreiras de lugares e classes. ‘Sempre foi feito daquele jeito’ não vai ser mais justificativa para manter coisas como elas são. Ou nos ajustamos `as mudanças com rapidez, ou ficamos para trás.

O DESIGN DE INTERIORES indica através da produção industrial e artesanal, as direções da estética para o futuro próximo.

Se tivéssemos que resumir hoje tendências em design em quatro palavras, elas seriam: natural, simples, artesanal e autêntica.  Desde a presença de vegetação em interiores, ao sombreado esverdeado de azulejos, até o conforto de revestimentos acolchoados, caminhamos numa direção de frescor de espírito saudável na estética do design contemporâneo.

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Com a sabedoria que o tempo presenteia, aproveitei o mês de aniversário do LIFE+ STYLE para desacelerar, validar escolhas, assumir conquistas.  A lucidez do auto-conhecimento como inspiração na vontade de ir além.

O frescor do mar numa manhã de inverno pode ser o melhor presente para a alma.

Mais significativo que erros ou acertos, o que vale mesmo é a consciência para viver ao máximo cada momento. Fruto dos anos 60, influenciado pelos extremos dos anos 80, reavalio uma trajetória de sucesso em unir vida e profissão. A busca de um ‘olhar’ próprio e individual, incomum, é vista como o grande requisito para o empreendedorismo contemporâneo. Foi sob a sensibilidade de um olhar indivual, apurado, que aproveito o reconhecimento da habilidade para formar outros no design de experiências estéticas.

ESTÉTICA

Nesta viagem, com o apuro estético sempre esteve. Menos preocupado com o BELO convencional, uma filosofia própria alinhou crenças e pensamento que desafiaram regras e padrões. Sempre foi muito mais a HARMONIA entre cenas, objetos, situações simples e quotidianas – daquilo que está muitas vezes no vazio, no assimétrico, no contraste  -  o que efetivamente reluziu no filme da minha percepção.

Cenas da natureza traduz em formas, cores, texturas senso estético e emocional.

Com a maturidade, fica evidente a sensibilidade como atributo marcante na formação de uma personalidade estética.

Como pesquisador inveterado, o registro de imagens em fotografia ou a redação de um blog são veículos de expressão encontrados para imprimir entusiasmo, paixão e um estilo de quem não diferencia profissão de vivências pessoais.

DESIGN

Além de experiências, celebro a atuação de consultor de estilo, reconhecido pela expertise em traduzir, conceitos e soluções que o Design sugere.

A arquitetura noturna o MAC em Niterói é um convite a experiência carregada de design.


Atuando nos setores interdisciplinares da moda, da decoração, do marketing, do varejo, promovo parceiros, mais do que aprendizes, a identificar o lado nem sempre óbvio nas entrelinhas do inesperado.

TECNOLOGIA

Se o professional de DESIGN é aquele que vive de identificar e comunicar DETALHES, ele tem em seu perfil características tão sedutoras quanto a tecnologia que nos cerca.

A dualidade emocional e técnica – a fantasia emocional dos aspéctos sensoriais equilibrados pela realidade física de aspéctos técnicos (físicos) – é uma contribuição da tecnologia para o design de experiências.

A consciência de uma Elastic Mind, tema de uma exposição sobre DESIGN no MOMA em NY, sugere atributos que consolidam o perfil conceitual, filosófico e prático de quem vive para trasncender os limites da experiência.

Iluminação de LED traz a energia a espaços vazios e sem vida.

EXPERIÊNCIA

O design de experiências influencia hoje os mais diversos setores da criatividade e comportamento humanos.

Seja na moda, na decoração, na gastronomia, na comunicação, no marketing de varejo, vivemos hoje cercados pelo design de experiências.

No exterior, cursos como o Design Experience, que frequentei na Central St. Martins de Londres, ajuda a traçar o perfil deste novo profissional de manifestações estéticas e sensoriais.

No Brasil, o Life+Style promove a discussão nos campos do  Design de Experiências.

A discussão prática de conceitos nas variadas experiências estéticas –  moda, decoração, gastronomia,  viagens, marketing promove a diferença.

>     Curiosidade – interesse no pensamento intertidisciplicar em conhecer e adotar o novo.

 >    Conhecimento – identificar, filtrar e transformar informação em aplicação (conhecimento)

>     Criatividade – pensamento associativo na comunicação de idéias

>      Tolerância – crença na diversidade como alternativa para o desconhecido

>      Styling – identificação de estilos nas mais diferentes manifestações do design:  moda, arquitetura, tecnologia, natureza.

>     Percpção Estética  – capacidade para identificar e comunicar harmonia e benefícios em diferentes manifestações emocionais como arte, filosofia, marketing e consumo.

>     Capacidade Narrativa – traduzir complexidade formal em simplicidade verbal

>      Coragem –  materializar crenças que rompem com o esperado

>      Paciência – identificar os limites impostos pelo tempo

>      Otimismo – acreditar na capacitação individual para a valorização coletiva. A crença no PROCESSO mais do que no motivo dos eventos, é a melhor dica para exercício da PERCEPÇÃO  por trás de manifestações, tão simples quanto um pôr do sol.

Lea T, estrela da campanha Givenchy e capa da 5a. edição da LOVE.

Você já pode ter ouvido falar da LOVE no post Fashion Blogging X Fashion Press, onde o LIfe+Style comenta sobre comunicação em moda.

Pouco preocupada com uma abordagem estritamente comercial, a publicação é considerada hoje uma das bíblias em comportamento de moda. Criada e editada por Katie Grand, uma das stylists mais respeitadas do mundo, a LOVE é conhecida por sua linha conceitual, conteúdo obrigatório para estilistas, designers e forecasters. Não espere um show de celebridades ou manequins nas passarelas. Sua abordagem editorial fala de tendência de comportamento.

Sua 5a. edição apresenta  a Androgeny Issue . Capa estampando a transex  brasileira Lea T, editoriais lembrando ensaios de arte e conteúdos exalando questionamentos,  desafiam a visão ortodoxa da mídia de moda.

Androgenia – uma das palavras chave do inverno 2012 –  marca  fronteiras cada vez menos marcantes entre os gêneros.

O modelo Andrej Pejic, estrela da grife californiana Rodarte.

Um dos pontos que suscita a reflexão é constatar que em MODA, mais importante do que o sexo de quem usa um vestido, o que de fato conta é a harmonia da roupa com o INDIVÍDUO que a veste…
Curadora de exposições de moda para designers como Marc Jacobs, Katie edita a revista com o olhar de expert sem preconceito, sinalizando direções para o leitor interessado em novas possibilidades.

Transcrevo abaixo a ‘Editor’s Letter‘, leitura que preencheu com humor e reflexão parte das 12 horas de meu vôo Londres-Rio.

Aproveite!

‘É moda e não biologia a principal preocupação quando embarcamos nesta 5a. edição da LOVE.  Glamour, flamboyance, decadência; cabelo, roupas, make-up… Exagero e toda essa onda de excessos criam um crescendo de artifícialidade, com a força para hipnotiza o olhar do obsevador muito mais do que o gênero a que o modelo pertence. Como Marc Jacobs sinalizou, apresentando modelos andróginos na sua coleção de verão para a Louis Vuitton, mostrar  humor e ironia pode ser muito mais interessante do que julgamento sexual…Em parte, a onda de androgenia é reação `a última temporada de moda ( e `a 4a. edição da revista), recheadas de formas femininas e arredondadas…Algumas pessoas viram alí o retorno da mulher ‘real’, ‘natural’. Nós aqui da redação, podemos afirmar no entanto, que os editorias das mulheres ‘reais’ demandaram tanta atenção dos maquiadores quanto os looks das ‘garotas masculinas’ ou ‘garotos femininos’ que estampam nossa 5a. edição.

Editorial da Paul Smith na LOVE.

Alguns dos modelos apresentados nesta edição são transsexuais. Nós os incluímos porque eles são lindos – na verdade é tudo o que precisamos dizer sobre o assunto. O que pessoas fazem com o que tem dentro de suas calças pode ser interessante, mas bem menos, nós acreditamos, do que a mensagem de estilo … Você pode tirar suas próprias conclusões quando uma modelo abertamente transsex é escolhida para estampar a campanha de uma das grifes mais respeitadas do mundo. Ricardo Tisci, estilista da Givenchy, se incomoda com o fato de pessoas ainda serem colocadas em caixas rotuladas: ‘negros pertencem aqui, gays alí, transsex acolá’…  Um conceito muito estreito para quem trabalha e vive com a gama de possibilidades e vastidão de comportamento humano que é a MODA. Nos esforçamos para evitar rótulos nesta edição. Todos os editoriais apresentam PESSOAS, que simplesmente se relacionam com a questão de gênero de forma  pouco convencional. Se é verdade que a maioria de nós adora brincar com a maneira com que nos vestimos, lembramos de Oscar Wilde quando dizia, ’Se você não pode ser uma obra de arte, vista uma obra de arte’. O assunto aqui é sobre MODA, não sobre corpos. E como Lionel Vermeil sabiamente observou, ‘Roupas não tem sexo’.  Simples assim.

KATIE GRAND, 10 de Janeiro de 2011.

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Uma das maneiras mais interessantes para refinar percepção criativa e sofisticar o gosto , é simplesmente investir no acesso a cultura. Já ouvi dizer que cultura se pega por osmose… Nem tanto… Doses de curiosidade, inquietação, ausência de preconceito, ajudam. E claro, investimento de recursos e tempo para compartilhar viagens fantásticas também diferenciam habilidades.

TIME OUT, que sai todas as 4as. feiras, é palavra de ordem para priorizar tempo e energia de um super roteiro londrino.

Em Londres, cultura e comportamento se confundem nas ruas,  nos museus, nas galerias, nas revistas de comportamento que costumo colecionar quando estou na cidade. Nesse sentido um roteiro não fica completo sem as dicas abaixo.

VICTORIA & ALBERT MUSEUM

Com entrada direta logo na saída do metro de South Kensignton, o  V&A marca com seu foco em moda, mídia e design.

Foyer do V&A atrae variadas nacionalidade, idades.

Chego pela hora do almoço e logo  festejo o dia com um saboroso almoço no belo jardim interno do museu. As exposições dividem-se entre as permantes (uma das mais impressionantes é a secão dedicada a MODA) e temporárias (com temas que irão influenciar designer, artistas e coleções de estilistas.)

Duas exposições chamaram minha atenção nesta temporada.

The Cult of Beaty – The Aesthetic Movement (1860-1900).

The Cult of Beaty

A exposição mostra a trajetória da produção artística na literatura, joalheira, moda, mobiliário, marcada pela preocupação da ‘arte pela arte’.

The Cult of Beaty foca  o período de intensa produção artística que acompanhou o boom da revolução industrial no fim do século XIX, onde um grupo de artistas, designers, intelectuais se unem por um novo sentido de  Beleza. O Aesthetic Movement, como veio a ser conhecido, reuniu boêmios românticos como Dante Rossetti, William Morris, Edward Burne-Jones e James McNeil Whistler.

James McNeill Whistler, um dos expoentes do movimento, retratou a forte influência oriental do período.

A exposição mostrou toda  influência que se deu na produção artística, desde o decoração até o lifestyle excêntricos de artistas, que marcaram para sempre o rumo estético e intelectual do mundo ocidental.

Elementos como o pavão, o girassol e o escrtior Oscar Wilde foram símbolos do movimento.

 ”Art for the Art’s Sake” era o conceito central de artistas que acreditavam na arte pela arte, sem nenhuma intenção secundária, inspirada somente no ato da beleza pura e autêntica.

Kimono em filigrana prateada vendida na Liberty, uma das lojas de departamentos reconhecidas até hoje pela comercialização de ítens de decoração e moda.

Tal movimento, foi debatido por cétcios e racionalistas, para quem a arte não se separava de moral, história ou política.

Daí, no fim do século XIX, o movimento vai aos poucos perdendo sua força. Mesmo assim deixou marca eterna na estética ocidental, infuenciando setores estéticos como moda, interiores e comportamento até os dias de hoje.

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Retrospectiva de 30 anos do estilista Yohji Yamamoto.

Yohji Yamamoto  – Marca a trajetória de um dos mais influentes estilistas japoneses da atualidade. Dito um artesão na arte de fazer roupa, filho de costureira, Yohji mostra a sua preocupação com proporção e caimento. Dono de um senso de perfeição minimlista guiada pela assimetria que encontra na natureza do corpo humano, Yoji foi um dos responsáveis pelo desconstrutivismo japonês, movimento que influenciou a direção da moda mundial a partir da década de 80.

Coleção Inverno' 83, onde bolsas são peças acopladas a casacos de lã.

Avesso a ordem de cor, ombreiras e excessos que invadiam as passarelas naquela década, o artista resgatou o negro, a assimetria, a desconstrução. O V&A comemora os 30 anos do surgimento de Yohji, ainda ativo no seu atelier em Tokyo, de onde afirma:  ” não sou um pessimista mas não acredito em renascimento por que fomos longe demais. O que digo é que coisas bonitas estão simplesmente acabando. Portanto olhe as que ainda estão por aí, seja perspicaz e cuidadoso… não vá muito além”. Palavras sábias para um momento onde rapidez, tecnologia e novidade exarcebada, deixa ás vezes um grande vazio.

Retrospectiva de 30 anos de Yohji Yamamnoto.

Sentar, admirar os lustres de cristal, os mosaicos que forram as paredes e ‘respirar’ beleza por todos os lados é revigorante.

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TATE MODERN

Tate Modern reúne hoje umas das coleções mais completas de arte contemporânea do mundo. Para atingir um público crescente e exigente de cultura, o museu oferece entretenimento para um dia inteiro.

Obras de artisitas do Pop Art como Andy Wahrol e Roy Lichenstein estão entre os meus favoritos.

Desde uma programação de visitas guiadas por cônsultores de arte até uma “interactive Zone’, onde jogos e plataformas multimídia informam sobre as exposições temporárias, o museu dá um show de modernidade.

'Interactive Zone' no 5o. andar do museu.

Aplicativos para aparelhos móveis, como IPhone e IPad,  podem ser baixados nas áreas de wifi sobre as obras do museu.

Lojas de museus oferecem oportunidades criativas para presentes a ótimo preço.

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SERPENTINE GALLERY

Arquitetura se mescla com a natureza do Hyde Park, um dos oásis da cidade nos dias de sol.

Na sequência do roteiro, ao longo de uma caminhada de 30 minutos pela Kensington Road, encontramos uma das galerias de arte mais charmosas da cidade –  a Serpentine Gallery.

Instalações de artistas e designers contemporâneos animam a programação da galeria durante o verão do Hyde Park.

Um espaço cultural charmoso dedicado a arte contemporânea em meio a natureza, ainda guarda uma das livrarias mais interessantes e escondidas para os amantes de arte, moda e design.

Na Serpentine encontrei outra dica valiosa, o guia de roteiro da Wallpaper para Londres, que coleciono hoje  para explorar ainda outras cidades como Paris, Barcelona e Tokyo.

Guia de Londres da série com dicas selecionadas de lojas conceito, arquiteura, gastronomia, comportamento.

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