Em janeiro 2010, fui conferir a 15a. Edição do FASHION BUSINESS que aconteceu na Marina da Glória, Rio de Janeiro.

O Rio de Janeiro volta a atrair investimentos em setores da moda.

Acontecendo simultaneamente ao Fashion Rio, o FASHION BUSINESS me atraiu por seu enfoque comercial nos negócios do setor de moda.

BLOG LIFE+STYLE: promovendo eventos que inspiram os bons negócios.

Com a exposição de produtos e serviços,  marcas de vários setores da moda tem a chance de mostrar suas coleções de inverno para compradores em potencial de todo o Brasil e exterior. Como resultado, o evento gerou, nesta edição, um faturamente de R$ 550 milhôes de compras no Brasil e US$ 18 milhões em exportação, superando expectativas do setor.

O salão de exposições recebeu um público de 40 mil pessoas para conhecer o inverno de quase 200 expositores.

Atraíndo compradores de multimarcas de todo o Brasil e vips internacionais do Oriente Médio, Nova Iorque, Espanha, França, Austrália, Grécia, Rússia e Portugal, o número de 519 compradores aumentou em 2010.

“O equilíbrio entre mix de produtos além de cobrir vários segmentos, do atacado ao varejo, incluíndo tecnologia e serviços, foi um dos acertos desta edição. Inserir com força o segmento de acessórios e o segmento moda festa, supriram demandas antigas”, conta Eloysa Symão, a experiente organizadora de eventos de moda.

A grife de festa paulista Arhur Caliman marcou presença no evento carioca.

Além de marcas como a carioca Enjoy, que participou pela primeira vez do evento e superou sua meta de vendas para a feira em 30%, o evento também é um incentivo para o novo estilista apresentar sua criação com menor custo. Para tal, o novo talento precisa passar uma pré-seleção.

A estilista Erika Vicentini, de Uberlândia, foi o grande destaque nesta edição. Conseguiu inserir sua grife em diversas multimarcas do país. “A dica para tanto sucesso, antes até mesmo de imagem, é investir em produção e distribuição bem planejadas como fatores de credibilidade” , comenta Eloysa.

As estampas multicoloridas de Erika Vicentini.

Tendo o BEM-ESTAR como tema, lounges de convivência, restaurantes, cafés, bares, spa, cabeleireiro estimulavam sensações e experiências. Uma passarela de desfiles tendo o Pão de Açucar como pano de fundo era a inspiração perfeita para o clima de negócios que volta a incentivar o Rio de Janeiro como centro comercial da moda brasileira e internacional.

Alguns stands, estilistas e tendências despertaram meu interesse de forma especial.

CRIATIVIDADE  SUSTENTÁVEL

Criatividade, sustentabilidade e parceria destacam o trabalho de designers de Barra do Piraí, região sul fluminense.

A capacidade para criar arte, onde outros enxergam lixo, é uma das características marcantes de Inês Vilenas, professora aposentada, que junto com sua filha criou a pouco mais de um ano a FIZ DE CONTAS. Exibindo o entusiasmo típico de artistas visionários, a artista me conta como, ao varrer o chão de casa, acaba “enxergando” colares em pedaços de jornal, brincos em carretéis vazios, pulseiras em pedaços de arame…

O resultado das peças é um festival de cor, criatividade e sustentabilidade.

Com o discurso de quem vislumbra transformar a realidade de comunidades carentes da região onde mora, Inês me conta seu sonho: que o sucesso de sua marca possibilite a contratação de mão-de-obra em comunidades carentes, criando assim um círculo sustentável, que promova sucesso, dignidade e auto-estima para todos na região. Um plano a ser seguido pelas grandes marcas!

Muitas das peças da FIZ DE CONTAS são confeccionadas a partir de restos da produção da parceira LILA BOLSAS.

A LILA BOLSAS agrada com as belas estampas texturizadas. Detalhes e acabamentos são aplicados pelas artistas da FIZ DE CONTAS.

A mãe da designer Camila Soares exibe uma das criações da filha.

Aqui nada se perde! Sobras de tecido da confecção da bolsa se transformam no colar com inspiração no desenho dos Flintstones.

ÉTNICO-CONTEMPORÂNEO AFRO-BRASILEIRO

No cenário nacional, novos talentos que traduzem com propriedade e orgulho,  a herança da mãe África no DNA no design contemporâneo brasileiro.

A marca AFRICA UNIVERSAL é um ótimo exemplo desta tendência. Criada pela desinger carioca Ana Assis, sua marca produz jóias étnicas com colorido inovador. Suas peças pretendem promover o resgate, a valorização das raízes culturais e a ancestralidade africana, seja nas artes, música, dança ou religiosidade.

A designer Ana Assis mostra a pluralidade de suas peças: uma echarpe para dias de frio se transforma em colar nos dias mais quentes.

Uma novidade de sucesso da nova coleção é o mix de tecidos com miçangas, garimpados por Ana, criando colares que valorizam a versatilidade de uso.

Tecidos afro, miçangas, conchas. A herança afro-brasileira revisitada.

Inspirada numa viagem `a Bahia, Ana criou sua última coleção, exibida em primeira mão durante um desfile no FASHION BUSINESS. Além de madeira, miçangas, pedras com turqueza e âmbar, Ana ainda mistura conchas em suas criações.

O desfile que mostrou peças da Africa Universal usadas com roupas assinadas pela angolana Lucrecia Moreira marcou uma das parcerias mais autênticas da estação.

LIFESTYLE  DONA COISA

TARJA VINHO é o selo lançado pela multimarcas carioca DONA COISA no Fashion Business. Lançando uma reedição customizada de tenis da marca Converse, a empresária Roberta Damasceno, aposta na comercialização de produtos exclusivos.

O novo selo exclusivo da Dona Coisa

Novos produtos como velas e essências para ambiente reforçam o investimento na linha casa e “lifestyle” da marca.

Me chamou atenção a originalidade da nova linha de PAPELARIA, nicho de produto com grande apelo junto ao mercardo brasileiro, mas ainda pouco explorado pelas grifes nacionais.

Qualidade, originalidade e modernidade marcam a estética dos produtos Dona Coisa.

Destaque para projeto de visual merchandising do stand, que mesmo num espaço pequeno, conseguia transmitir visualmente a força, simplicidade e sofisticação do novo selo.

O briefing sobre o novo conceito e a simpatia das hostess, validam os lançamentos da DONA COISA no Fashion Business.

FORUM  DE  LOJISTAS  E  PALESTRAS

Além do sucesso em vendas efetivas, o FASHION BUSINESS ainda promoveu uma agenda de forum de lojistas e palestras. Assuntos como a construção de valor no varejo (visual merchandising), perfil do consumidor, gestão de imagem, foram discutidos no Forum, uma oportunidade de reunir profissionais de diversos segmentos da área para a troca de idéias.

Com a divulgação do sucesso de eventos como Fashion Business, o BLOG  LIFE + STYLE segue sua meta de ser uma referência na promoção e incentivo de soluções práticas a partir de iniciativas visionárias, que compartilham conhecimento, estilo e experiências valiosas. Esse post reforça este objetivo.

Organizado pela DUPLA ASSESSORIA e pela ESCALA EVENTOS, o FASHION BUSINESS já conta com sua próxima edição marcada para 16 a 20 de maio.

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Considerando  CRIATIVIDADE uma das características fundamentais para o sucesso profissional e a gratificação pessoal na sociedade contemporânea, compartilho aqui algumas dicas de um artigo que escrevi em 2006 (e ainda muito atual). Aqui comento sobre a influência do perfil do profissional criativo como diferencial nos âmbitos corporativos e individuais.

O cenário mundial está cada vez mais complexo: de um lado, a luta por maiores margens de lucratividade; de outro, a necessidade de investir cada vez mais para renovar-se e vencer a obsolência de produtos, serviços, e de sistemas de produção. Seja para aumentar a rentabilidade ou simplesmente para sobreviver, a busca por soluções de gestão criativa está cada vez mais acentuada. E as mudanças acontecem cada vez mais rápido.

Durante muito tempo, criatividade foi uma competência ofuscada pela exigência de resultados. No mundo corporativo e competitivo de hoje, a criatividade inspira o indivíduo a superar expectativas, afetando em última análise a saúde empresarial e seu próprio desenvolvimento profissional. As empresas percebem que precisam de profissionais com visão sistêmica, que solucionam problemas criativamente. Portanto hoje, as empresas concentram-se em maneiras para incentivar o uso da criatividade por parte de seus funcionários, seja no encontro de soluções criativas, na oferta de  inovações como melhorias de procedimentos, ou mesmo na identificação de novas oportunidades em áreas que ninguém antes havia percebido.

A primeira constatação é que criatividade não acontece no vácuo. Ela precisa de um ambiente favorável. Funcionários satisfeitos são muito mais propícios a pensar e oferecer iniciativas inovadoras do que as que enfrentam o dia a dia em ambiente contaminado pela insegurança e desconfiança. Oferecer um perfil criativo é possível somente quando estamos inseridos em um ambiente democrático, aberto ao diálogo, à comunicação e a novas idéias. Aliás, funcionário estimulado em desenvolver sua criatividade é aquele que percebe esta mesma característica  no perfil da organização da qual faz parte. É necessário que o funcionário perceba que idéias de baixo para cima também são benvindas e aproveitadas.

No entanto, somente o clima de abertura não é suficiente para incentivar o desenvolvimento da criatividade individual e por fim corporativa. É necessário também resgatar e desenvolver o potencial criativo das pessoas que muitas vezes está empoeirado por falta de uso.

Um clima organizacional saudável, investimentos em renovação tecnológica, comunicação e treinamento de profissionais, incentivam a cultura criativa em toda organização.

A criatividade é exercida por funcionários que sentem-se valorizados, que são ouvidos em suas sugestões e respeitados em suas diferenças e opiniões. Uma das táticas mais simples e ao mesmo tempo eficaz para incentivar a criatividade dos funcionários é a prática de “pensar diferente”.

Empresas de ponta começam a perceber a importância de identificar e valorizar talentos criativos para atuar em parceria com setores estruturais como Treinamento e Marketing. É buscando talentos inovadores habituados a propagar novas formas de pensar, que empresas poderão conquistar ou mesmo manter sua liderança em um mercado cada dia mais competitivo, povoado por clientes cada vez mais exigentes.

Abaixo algumas dicas sugeridas para motivar funcionários a exercitar sua criatividade:

  • Tomar iniciativas inovadoras;
  • Incentivar a expressão de novas idéias;
  • Implementar sugestões dos funcionários;
  • Ler sobre assuntos diversos, fora de seu ramo profissional. Algumas empresas chegam a ministrar cursos de gastronomia, de etiqueta, como benefícios gratuitos de desenvolvimento de pessoal, ao mesmo tempo que estes servem como momentos de descontração;
  • Exerça atividades em diferentes campos de seu ramo profissional. Pessoas criativas tem interesses variados;
  • Permita-se relaxar (grandes soluções geralmente “surgem”em momentos de relax);
  • Promova reuniões permanentes com a equipe, estimulando a técnica do brainstorming, onde todos participam, oferecendo sugestões diversas para resolução de uma questão. Depois faça um filtro e aproveite as idéias mais adequadas;
  • Aproveitar os diferenciais de cada um como uma qualidade para enriquecimento do grupo;
  • Incentive o uso da intuição;
  • Incentive momentos de comemoração de objetivos e metas alcançadas;
  • Faça seu funcionário reconhecer suas habilidades e competências. Indique como pode melhorar, aperfeiçoar-se;
  • Incentive funcionários a investir em cursos de atualização;
  • Incentive que o funcionário veja problemas sob ângulos diferentes;
  • Permita que as percepções sejam mais importantes do que suas experiências;
  • Incentive exercícios de associações de tarefas de rotina com outros setores correlatos;
  • Discipline a mente dos funcionários para criar  muitas alternativas para solução de problemas;
  • Explore nova  possibilidade em procedimentos rotineiros;
  • Tome iniciativas a partir de uma visão sistêmica, prevendo suas conseqüências em diversos setores da corporação;
  • Mais que perfeitos, procure fazer com que seu funcionário sinta-se original;
  • Valorize seus pontos fortes;
  • Inove ao motivar o trabalho como uma atividade divertida.

O homem é um ser criativo por natureza. É a maneira com que se comporta frente a desafios do dia a dia que vão determinar seu sucesso profissional e equilíbrio emocional. Ser criativo induz a idéia de tolerância e avaliação de novas possibilidades.

Com o desenvolvimento tecnológico e científico, o aprendizado contínuo e permanente torna-se uma exigência. Como é impossível prever o conhecimento necessário para o futuro, torna-se indispensável o desenvolvimento de habilidades que ajudem o indivíduo a se adaptar ao mundo marcado por mudanças, pela incerteza, pela complexidade. Por isso, a criatividade é apontada como habilidade de sobrevivência para o próximo milênio, como recurso mais valioso para lidar com os problemas que afetam nossas atividades diárias no plano pessoal e profissional.

Da mesma forma, cresce no dia a dia das organizações o número de problemas novos que exigem soluções cada vez mais inovadoras, originais e rápidas. Para grande parte dessas novas situações é impossível basear-se em regras fixas de tomada de decisões. Assim, o interesse por criatividade das empresas tem sido marcante e crescente.

Assim, dentro do domínio das organizações, podemos enumerar cinco aspéctos críticos que apontam a necessidade de adequação das empresas e seus associados através da critividade:

  • a tecnologia – especialmente a informática, que revoluciona o dinamismo de operações , substituindo funcionários e acelerando o ritmo de inúmeras atividades;
  • a demografia – mudanças demográficas, como idade da população e participação crescente de mulheres no mundo de trabalho (número de idosos e mulheres vem crecendo em vários países).
  • os valores dos trabalhadores – que exigem um maior envolvimento e controle sobre oque fazem. Autonomia e transformações no campo do trabalho, como o trabalho em casa e a vontade de um maior equilíbrio da vida profissional com a vida pessoal;
  • as leis e regulamentos – que regem e afetam a vida do empresário ao lidar com seu funcionário.
  • a economia global – que está a mercê de fatos imprevisíveis que pode acontecer em determinado local do mundo e atingir todo o mundo (o atentado de 11 de setembro que abalou os relacionamentos comerciais entre vários países).

Pesquisas apontam que apenas um número pequeno  de empresas líderes estão hábeis para lidar com sucesso com a rápida mudança tecnológica, com a forte pressão competitiva global e com a crescente exigências dos consumidores  auto-didatas. Nessa visão, a prática permanente da criatividade e inovação é, sem dúvida, indispensável.

Dois fatores são responsáveis para  o incentivo premente da criatividades dentro das empresas:

  • a cultura organizacional – que inclui as crenças normas e sentimentos e valores compartilhados pelos membros da organização e se espelha nas ações, especialmente daqueles que estão no topo da organização.
  • o clima psicológico -  que é predominante na organização e que também  engloba diferentes dimensões, como o estímulo ao comportamento de correr riscos, o grau em que possibilita aos funcionários a liberdade para inovar e a extensão em que estimula a expressão de opiniões.

Abaixo, alguns fatores básicos que favorecem a expressão da criatividade nos níveis corporativos e individuais:

Curiosidade Perseverança Paixão Abertura Fantasia
Prática Observação Integração Disposição Avaliação
Dedicação Coragem Dedicação Determinação Intuição
Auto-confiança Otimismo Flexibilidade Tolerância Persistência

A resolução criativa de problemas é uma das vantagens de um perfil profissional criativo. É interessante notar como na cultura ocidental, admitir um problema, significa dificuldade, tensão, insatisfação, crise, conflito, cansaço. Na cultura oriental ao contrário, problema é visto como desafio, esforço, raciocínio, empenho, pesquisa, superação em busca de uma solução. Portanto, mais uma vez, as empresas de sucesso, estão empenhadas em incentivar a prática da criatividade individual, como forma do funcionário agir da mesma forma na resolução de problemas e execução de idéias, que no final promovam a geração de lucros para a empresa.

Nas organizações que se destacam no emprego da criatividade e inovação, notamos a aplicação de alguns princípios comuns para facilitar o aproveitamento máximo de seus recursos humanos. A fim de incentivar essa prática, as empresas devem promover:

§ Insistência na liberdade no local de trabalho como incentivo à criatividade.

§ Estrutura organizacional e políticas que sejam flexíveis, com ênfase na confiança e cooperação mútuas.

§ Estrutura organizacional em que prevaleça o respeito à dignidade e valor dos indivíduos, onde a iniciativa é encorajada e a capacidade de cada um desafiada.

§ Estrutura organizacional que mantenha a autonomia e flexibilidade através da delegação de responsabilidade e autoridade.

Nesse aspécto, o líder que inspira confiança, apóia novas idéias, valoriza a competência e que facilita o aproveitamento do potencial de seus recursos humanos usualmente é típico de uma organização criativa.

Seja no âmbito corporativo ou no pessoal, o certo é que ambos são afetados pelas abordagens criativas de se enfrentar a vida. Individualmente, pessoas curiosas, inconformadas com rotinas e processos estanques, buscam melhorias constantes, e acabam agregando esses mesmos valores  nas empresas e ambientes em que trabalham. E na maioria das vezes, mesmo sem perceber, perpetuam sensações de otimismo e de felicidade típicas de indivíduos que transcendem o ego e a conquista individual, gratificando-se com a conquista de um bem maior e coletivo.

Referências

www.uol.com.br – Revista MELHOR

www.abril.com.br - Revista VOCÊ/ SA

Dicas de uma experiência profissional de 20 anos guiada pela crença na  CRIATIVIDADE como fator de diferenciação, identidade e evolução do ser humano e suas relações.

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Apoiar e divulgar iniciativas com poder de transformar a realidade de pessoas através da arte e do design, é um dos objetivos deste Blog focado em experiências de vida e estilo capazes de melhorar o mundo e a vida daqueles que o habitam.

Quando se fala em produção de design brasileiro, uma de suas formas mais genuínas de manifestação é através da perpetuação do “ofício de se fazer com as mãos”: o artesanato, uma herança que marca a identidade cultural e histórica do Brasil.

Conheci a COOPA-ROCA, na exposição “Retalhar” no Centro Cultural do Banco do Brasil em 2007. Desde então, me interessei pelo trabalho corajoso e inovador da cooperativa e de sua fundadora, Maria Teresa Leal.  COOPA-ROCA é hoje um exemplo concreto de capacitação e inclusão social para comunidades de baixa renda através da perpetuação de talento e herança cultural nos cenários brasileiro e mundial.

O orgulho de quem faz a diferença.

A Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha Ltda., é uma Cooperativa que capacita, coordena e gerencia o trabalho de mais de 120 mulheres moradoras da favela da Rocinha, Rio de Janeiro, que produzem peças artesanais focadas no Mercado da moda e do design. Foi criada no início da década de 1980, tendo por missão gerar condições para que suas cooperadas trabalhem em suas residencias e assim ampliem o orçamento familiar sem se afastarem do cuidado de seus filhos e das atividades domésticas.

A partir da realização dos primeiros eventos a cooperativa construiu sua rede de articulação e assim profissionalizou e fortaleceu sua relação com o mercado.

Carol Trentini desfila Coopa-Roca por Carlos Miele.

A qualidade e ineditismo dos trabalhos artesanais da COOPA-ROCA conquistaram lugar de destaque no setor da moda e do design, com exposições e desfiles realizados no Brasil e em outros países como Inglaterra, Alemanha, Itália e França.

Exposição “UM SALÃO FRANCÊS”

Inspiradas por croquis que refletem o talento de Christian Lacroix pelo traço artisanal, as artistas da  COOPA-ROCA executam peças em ferro, cetim e crochê de shatung a partir de desenhos do próprio estilista.

Croquis do estúdio de Christian Lacroix executadas pela COOPA-ROCA.

O foyer do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro serve de palco para uma exposição que reune arte e moda.

Uma estrutura de tela dourada no meio do foyer do Museu delimita o espaço da mostra. Uma forma interessante para delimitar o espaço de exposição .

 De 13/01 a 28/02, de terça a sexta das 12h às 18h e sábados, domingos e feriados das 12h às 19h

MAM-RJ: av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Rio

Informações: (21) 2240-4944

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Spreading and stimulating actions that promote innovative ways to produce design are main reasons for the existence of this Blog, focused on style and life transforming experiences.

When we talk about brazilian design, there is no way to forget one of country’s most genuine forms of perpetuating brazilian art: through “the use of the hands”,  handcrafted skill is one of the landmarks of Brazil’s identitity heritage and cultural DNA.

Brazilian handcrafted skills perpetuated in sophisticated designs.

COOPA-ROCA, Rocinha’s artisanal Cooperative, provides training, coordinates and manages the work of more than 120 women residents o low-income community (the Rocinha shanty town, Rio de Janeiro) who produce artisanal pieces for the fashion, design and art industries.

COOPA-ROCA is the living proof of how art and determination can transform people's lives and self-esteem.

The cooperative was founded at the beginning of 1980 with the mission of generating conditions to its members, female residents of Rocinha, to work from home and thereby encrease their family budget without neglecting their childcare and domestic duties.

Home made pieces allow women to earn a living without living their children.

I first met Maria Teresa Leal, founder of COOPA-ROCA, after I was impressed by its work in the “Retalhar” exhibition in 2007. The mission of transforming the reality of a low income community through its own talent and art production hit me as a blow of hope for needing communities to earn a living by promoting brazillian cultural heritage.

Piece produced for Deborah Colker's "Cruel" coreography. Design by TT Leal.

Since the cooperative began taking part in events, it has built up a communication network, enabling it to become more professional and strengthening its position within the market. The quality and uniqueness of COOPA-ROCA’s artisanal work has earned itself a high reputation in the fashion, design and art sectors with exhibitions and fashion shows in Brazil and other countries, such as England, Germany, Italy and France.

COOPA-ROCA's light piece executed upon dutch designer Tord Boontje creation.

Exhibition “UM SALÃO FRANCÊS”

A new exhibition of COOPA-ROCA’s artisans talented work at Rio de Janeiro’s Museum of Modern Art.

Christian Lacroix and Coopa-Roca.

Inspired in the drawings of Christian Lacroix that reflect the designer’s passion to detailed handcrafted pieces of art, the COOPA-ROCA artisans created pieces made of iron, satin and shantung.

A sophisticated example of brazilian handcraft skill and french artistic design.

Brazilian handcrafting skills present french intricated design at Rio de Janeiro's Museum of Modern Art.


EXHIBITION  ”UM SALÃO FRANCÊS”

From 01/13 a 02/28, tuesdays til fridays  from 12 pm til 6 pm. Saturdays, Sundays and holidays from 12 pm til 7 pm.

MAM-RJ: av. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Rio

Information: (21) 2240-4944

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Em dezembro de 2009, cumpri um roteiro de pesquisa em centros de arte e design, entre New York e Boston.

A arquitetura do MAD se destaca no Columbus Circle em NY.

O  Museum of Arts and Design ou MAD de NY,  é um endereço que não podia faltar nesta lista. Lá, tive uma das experiências mais marcantes deste roteiro de pesquisa.

SLASH:  PAPER  UNDER  THE  KNIFE

Slash: Paper Under the Knife é uma exposição que sensibiliza não só pela criatividade temática, mas pela expertise técnica e artesanal de designers que escolheram o PAPEL para manifestar a sua arte.

Volume tridimensional avança sobre o espaço.

A linha tênue que separa fragilidade e  força é um dos aspectos que emociona nesta exposição. Me lembrou de nossa busca (eterna) por este refinado equilíbrio , tanto na arte, quanto na vida.

Na época da minha visita ao MAD participava do curso Design de Exposições aqui no Brasil, o que me permitiu investigar com mais profundidade as sutilezas sensoriais que tive a oportunidade de conferir de perto na exposição.

Ilusão ótica no papel perfurado.

Formas destorcidas, volumes vazados, alto grau de detalhamento, surpreendem o olhar do espectador, que facilmente perde a noção do tempo investigando as obras (fiquei mais de 2 horas!).

Narrativas em papel kraft.

Slash é a terceira exposição da série de Materials and Process do MAD, que investiga o resgate de materiais e técnicas artesanais na produção de arte e design contemporâneos. A exposição apresenta diferentes técnicas no manuseio do PAPEL incluindo trabalhos que são queimados, rasgados, cortados a laser, recortados a mão.

Detalhamento intrincado no papelão.

October 07–April 04

Museum of Arts and Design

2 Columbus Circle New York, New York 10019

REVELANDO O PAPELÃO

Mas você não precsa ir a New York para descobrir os segredos do PAPELÃO

Começa dia 14 de janeiro, o curso REVELANDO O PAPELÃO na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, aqui no Rio de Janeiro. A dupla de designers Luis Alberto Zuñiga e Cíntia Kury Souto revelam sua bagagem técnica e prática no beneficiamento do PAPELÃO.

Elemento que surpreende por seus atributos físicos de flexibilidade, resistência, versatilidade e sustentabilidade, o curso pretende oferecer aulas práticas com PAPELÃO como material alternativo para suporte de exposição e outras construções. Focado em profissionais e estudantes de arte, design e areas afins interessados em conhecer técnicas alternativas, o curso terá 5 encontros ao longo de 3 semanas.

Em 2009, tive meu primeiro contato com o manuseio do papelão. Alí nascia meu interesse em aprofundar esse conhecimento.

Maiores informações no site da EAV.

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A Escola de Artes Visuais do Parque Lage apresenta uma progamação especial de férias, de cursos e oficinas , de curta duração, de 11 de janeiro a 12 de fevereiro de 2010, sendo alguns destes gratuitos para estudantes a partir de 16 anos.

Uma excelente oportunidade de frequentar um dos locais mais agradáveis da cidade nesta época de verão e ainda estimular o artista que existe em você!

O Parque Lage surpreende com cenas de um Rio ainda pouco explorado. Foto de Barbara Coimbra, aluna do curso gratuito Design de Exposições.

O fato dos cursos terem curta duração é um diferencial importante. Principalmente para pessoas que mesmo tendo uma rotina movimentada, são atraídas por ARTE, seja por razões profissionais, por conhecimento ou pelo convívio com pessoas especiais, num ambiente inspirador.

CURSOS DE FÉRIAS

Os cursos de férias abordam diferentes temas, desde design, vídeo, desenho, pintura, curadorismo, arte contemporânea, até colônia de artes para crianças.

CURSOS GRATUITOS

Alguns cursos de férias são gratuitos para estudantes.

LIFE+STYLE  ENTREVISTA

“Esta iniciativa atraiu  estudantes de outras áreas para a Escola do Parque Lage” conta Luisa Diniz, 26 anos, formada em Produção Cultural pela UFF, integrante de um dos cursos de férias gratuitos, e que falou com LIFE+STYLE sobre a experiência vivida em janeiro de 2009.

LIFE+STYLE: Luisa, qual foi o curso gratuito que você frequentou na EAV?

LUISA: Fui da 1a. turma de “Design de Exposições” (com Luiz Alberto Zúñiga e Cintia Cury Souto). Na época trabalhava fazendo monitoria na caixa cultural e dois amigos me incentivaram (graças a eles!!!!).

Nessa 1a. “edição” , os cursos tiveram 1 mês de duração. Centrado na parte prática, no final das aulas montamos uma exposição de encerramento produzida pelos próprios alunos.

LIFE+STYLE: Qual o perfil do público atraído por esses cursos?

LUISA: Um dos pré-requisitos dos cursos é atender estudantes – à partir de 16 anos, desde o ensino médio até cursos técnicos, graduação, pós-graduação…  O público é bem diversificado. Muitos estudantes são da área de humanas, e já trabalham na área de arte. E outros cursando psicologia, comunicação.

No caso específico de Design de Exposições: no princípio, tivemos um público mais jovem, e a maioria estudantes de áreas afins (design, belas artes, produção cultural, museologia). Mas logo fomos surpreendidos por pessoas interessadas de diferentes áreas como estudantes de turismo, geografia… Pessoas que buscavam estabelecer intersecções de arte com suas áreas de atuação.

Aula prática no Salão Nobre. Foto: Luisa Diniz

LIFE+STYLE: Oque a experiência de frequência do curso gratuito na EAV agregou para você?

LUISA:   Em termos de relacionamento humano, é incomensurável. Como você sabe, é uma oportunidade de estar com pessoas fantásticas que trazem com elas um universo riquíssimo. E no caso dos professores Zuñiga e Cíntia, poderíamos dizer uma constelação!

No trabalho de produção/arte/design aprendemos a OBSERVAR,  a perceber a diferença entre “ver e olhar”.

LIFE+STYLE: Alguma dica especial para pessoas atraídas por uma experiência como a sua?

LUISA: Segundo minha própria experiência, recomendo os cursos de “produção”  (design de exposição, iluminação para obra de arte…) tanto para os designers de bastidores poderem compreender melhor o processo criativo do artista, quanto para o próprio artista, que precisa aguçar sua percepção e aumentar o foco na execução prática de seu trabalho. Os cursos de “fundamentação” (onde tenho amigos cursando), me parecem ser uma proposta mais experimental. São cursos em arte contemporânea para estudantes de todas as areas, ministrados por artistas e críticos de arte do circuito. Neles, o universo da arte é apresentado através de aulas que saem da rotina, de dentro das salas de aula e convidam `a experimentação (com aulas na piscina, no terraço). Além de ensinar, sinto que os cursos da EAV, gratuitos ou não, acabam sendo responsáveis pela formação  tanto de artistas como de um público adulto capaz de investigar a arte e suas novas possibilidades.

Foto Marcelo Novaes

Maiores informações sobre os cursos no site da Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Aproveitem!

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Atraído  por objetos que guardam em si o refinamento do detalhe,  ACESSÓRIOS sempre me fascinaram. Neste blog, comento sobre o estilo de jóias, bolsas, sapatos. E claro, o design de ÓCULOS – de grau, de sol, de brechó, de filme 3 D…. – não poderia faltar.

Objetos de fetiche que atraem meu olhar nas ruas, nas lojas, em rostos (des)conhecidos, coleciono vários. Afinal, em um mundo onde marcas como Gucci, Dolce&Gabbana, Dior, faturam mais vendendo ÓCULOS do que vestidos, conhecer novos e criativos designers é sempre inspirador!

Inspirando o olhar na expo "Os Gêmeos", FAAP, São Paulo.

Recentemente, meu amigo Greg Gecé, consultor de moda na França, me presenteou com óculos de uma marca ainda pouco conhecida, MADE IN LA FRANCE, que não tiro do rosto. Curiosamente, reflete vários pontos de estilo em comum com meu próprio.

DESIGN

Baseado no estilo de óculos criado na região francesa conhecida como Haute Savoie, região nordeste dos alpes franceses, um grupo de amigos reeditou em 1999, em pequena escala, o design futurístico-vintage desses óculos usados por esquiadores para proteger os olhos do reflexo da neve nos anos 80.

Design arrojado de polipropileno injetado. Indestrutível!

O sucesso de vendas boca a boca da reedição do design foi tanto, que em 2000, o grupo de amigos resolveu criar a marca MADE IN LA FRANCE, produzindo e distribuíndo os famosos ícones de estilo retrô por todo o mundo.

TECNOLOGIA

Um grande atrativo da nova reedição é a alta RESISTÊNCIA a choque, tanto contra risco da lente quanto da integridade da armação.

Lente com proteção UV 400, armação levíssima, insubmergível na água. Ideal para prática de esportes radicais.

Outro atributo importante é a LEVEZA. Feita de um monobloco de polipropileno injetado, a armação não apresenta ferragens ou parafusos. Além de influenciar na leveza estética e física, a estrutura resiste a mais de 400.000 aberturas, devido `a maleabilidade de material.

ESTILO

Evocando o lifestyle de seus próprios cridores, a filosofia da marca chama a atenção pela fidelidade ao “antigo com a cara de novo”, pela ” tradição da origem com identidade global”.

 

“É um estilo que se identica com todo o mundo, sem discriminação de idade, religião, práticas sexuais, opiniões políticas, o nome de seu cachorro,,, ele valoriza o orgulho e a origem esportiva de nossa nossa região, e ao mesmo tempo cultua valores de tolerância e diferença aceitos em outras partes do mundo…eles representam os símbolos de Bob Marley, Amor e Unidade”, definem seus criadores.

Meu interesse por marcas que fogem do mainstream, por acessórios com design arrojado  me animam a dar esta dica de estilo.

O efeito degradé da lente permite o uso em ambientes com qualquer intensidade de iluminação.

Se você vai `a França ou mesmo trabalha com moda de vanguarda, uma dica:  a marca  está interessada em representantes no Brasil.

Dê uma conferida no site Made in La France. Além de saber mais sobre este sucesso de resgate vintage, o site apresenta os outros modelos, super coloridos.

Sucesso garantido por essas bandas tropicais!

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Encontro na arte contemporânea um meio que emociona através  do questionamento, interatividade e surpresa do espectador. Este processo estimula minha própria criatividade, atenção e olhar.

Há alguns anos, encontrei no Parque Lage um refúgio para exercitar meu pensamento artístico.

De setembro a dezembro de 2009, passei por minha segunda experiência de curso na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Compartilho aqui esta experiência única.

Uma energia mágica envolve o Parque Lage. Alí, diferentes manifestações de arte convivem cercadas pela força da arquitetura neo-clássica e a exuberância da Mata Atlântica.

O curso Design de Exposições, ministrado pelo designer Luis Alberto Zuñiga e a produtora Cintia Kury Souto, investiga o universo da produção e montagem de exposições de arte. Um dos objetivos que me levaram a fazer o curso, foi associar o processo de criação e design com meu prórpio processo criativo na posição de pesquisador e consultor nas áreas de estética, marketing e shopping experience.

O curso apresentou 3 momentos importantes:  discussão de teoria em sala de aula, visitas guiadas em centros de arte e a execução de um projeto de conclusão de curso.

ANÁLISE  DE  CASES

A análise de cases de exposições realizadas pela dupla de professores, inspira a turma composta por designers, museólogos, artistas, a trocar impressões, possibilidades de narrativas e técnicas de exposições.

Em primeiro plano o mestre Zuñiga. Discurso de quem é apaixonado por aquilo que faz.

VISITAS  ON  SITE

Visitas a exposições na cidade são oportunidades de reflexão. A riqueza desses encontros fica por conta da análise in loco, do processo de montagens dos mais diversos meios de arte: fotografia, vídeo, pintura, design.

Visita guiada ao Centro Cultural dos Correios, centro do Rio.

Cintia e Zuñiga apontam detalhes de uma exposição de fotografias.

PROJETO FINAL

Como forma de aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso, os professores apresentam a possibilidade de um projeto final. Aproveitando o desafio, a turma escolheu desenvolver um projeto para observar, organizar e representar a riqueza do percurso profissional e pessoal do próprio mestre Zuñiga.

PROCESSO CRIATIVO

A coleção de mandalas que Zuñiga desenha ao longo da vida foi um dos elementos escolhidos para ilustrar seu perscurso.

O processo de partir de uma idéia conceitual, colocá-la no papel e depois representá-la de forma tridimensional,  é um dos principais aprendizados que o curso oferece.  Outro ponto importante foi o conhecimento de técnicas e o manuseio de materiais como o papelão.

Entrosamento e boas risadas marcaram o bom astral de todo o curso.

A transformação do ambiente definiu o efeito sensorial da exposição.

PROJETO FINAL  -  EXPOSIÇÃO  REVELANTE


A narrativa da exposição se divide em 3 momentos:  Infância, Percurso Acadêmico/Profissional  e  Legado.

INFÂNCIA

A primeira fase da exposição representa o céu observado por Zuñiga em sua  infância nos pampas uruguaios.

Representação da infância nos pampas uruguaios.

Detalhes como flores abstratas compõem o ambiente.

PERCURSO ACADÊMICO e PROFISSIONAL

Refere-se ao trajeto acadêmico de Zuñiga no Brasil, na Alemanha. O registro de exposições em locais como o MAM e outros importantes centros culturais dentro e fora do Brasil. A habilidade de desenhar, criar e colecionar mandalas, ferramentas e objetos de estimação.

Subvertendo a exposição contemplativa de objetos  em estantes, optamos provocar o olhar do espectador. Para enxergar os objetos dentro de tótens, o espectador é provocado a interagir com os círculos vazados que permitem sua “revelação”.

O jogo de luz criado para esta instalação, complementa a narrativa dramatica e artística da exposição.

A iluminação impactante da exposição aconteceu graças `a parceria e colaboração dos alunos do curso “Iluminação para a arte” do professor Rogério Emerson Magalhães.

Imagens reveladoras surgem para o espectador curioso. Aqui, "olhar pelo buraco" não só é permitido como incentivado.

LEGADO

Esta última fase da exposição representa a dedicação do mestre em transmitir seu vasto conhecimento e experiências para alunos de seus cursos.  Os objetos que colecionou ao longo dos anos e guarda nos bolsos de seu colete, simbolizam a bagagem e a riqueza de uma vida que hoje é compartilhada com outros.

Ferramentas, objetos e plantas de exposições preenchem os bolsos do colete, uma das marcas registradas do mestre Zuñiga.

Frequentando o curso de Design de Exposições, vivi a gratificante experiência e  responsabilidade de exercer minha personalidade artística, sentindo toda a emoção e o comprometimento que esta experiência evoca.

A entrosamento e comprometimento de todos os participantes do grupo, é um resultado direto da dedicação, generosidade e atenção que os professores Cintia e Zuñiga dedicam a seus alunos e `a forma com que expressam a sua arte.

Integrantes da turma comemoram o lançamento da exposição com Zuñiga e Cintia.

Melhor que ler este post, é conferir pessoalmente as sensações reveladas pela exposição REVELANTE, que  fica no Parque Lage até o dia 8 de Janeiro de 2010.

A entrada é franca.

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Concluímos que ao invés de uma atitude contemplativa por parte do espectador, gostaríamos de provocar  o olhar e a curiosidade através de estímulos sensoriais.

Muito trabalho, dedicação e comprometimento uniu o grupo em torno da execução do projeto.

Além de viagens de pesquisa a centros de arte na Ásia, Europa, Estados Unidos, realizo cursos em uma das mais importantes escolas de arte contemporânea no Rio de Janeiro – a Escola de Artes Visuais do Parque Lage.

Portal do Parque Lage.

Meu interesse em arte, muito mais que aprender uma técnica de manifestação artística, é discutir questões filosóficas do pensamento o processo criativo do artista.

Por isso escolhi cursar o ” PROCESSO CRIATIVO”, ministrado por Charles Watson.

Conto aqui um pouco desta experiência.

Flyer do curso O Processo Criativo.

Durante os quarto meses de curso, com uma abordagem multi-disciplinar, analisamos o processo criativo nas mais diversas manifestações artísticas – literatura, video, pintura, escultura, design.

Em sua casa, Anna Bella Geiger fala sobre seu processo criativo.

Ao longo deste processo, fortes questionamentos e insights se manifestam.

O curso aborda conceitos importantes do processo de criativo em arte contemporânea. Vários artistas comentam, por exemplo, como a produção de arte está muito mais delimitada pelo método, pela regra do que tanto pela inspiração e glamour, como pensam alguns. Um processo quase tão científico quanto a matemática ou a ciência.

Em seu atelier no centro do Rio, o artista Ernesto Neto explica seu processo de criação.

Uma vez criado o método de criação, o artista abre mão da liberdade e inspiração para se concentrar em regras e limites impostos pelo próprio processo de criar. Há nesse momento um processo de inversão onde o processo, a obra domina o artista e sua própria expressão.

Portabilidade é uma das características do trabalho de Ernesto Neto que já enviou suas peças para uma exposição na Alemanha dentro de uma caixa de papelão.

Ao longo do curso identifiquei que pontos como inconformismo, coragem, persistência, disciplina, regra, emoção, tolerância, questionamento, harmonia, identidade de estilo são  características presentes tanto na expressão de arte contemporânea quanto no meu próprio processo de pensar e criar.

Lucia Laguna, sua obra e Charles Watson.

Analisar a CRIATIVIDADE nas diversas areas de expressão artística, estimulou a identificação de meu próprio processo de expressão.

Painel de inspiração do processo de criação de Lucia Laguna em seu atelier.

Visitar ateliers de artistas e investigar seus processos de criação, foi fundamental para identificar discursos semelhantes do processo criativo, independente da forma como a arte é manifestada..

Os questionamentos e processo de auto-conhecimento que o curso fomenta serviu para ordenar pensamentos que já faziam parte de minha expressão.

Organizar estes conceitos é fundamental para a liberdade de acreditar e investir em novos projetos e novas formas de auto-expressão.

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Como pesquisador das áreas de marketing, design  e consumo com foco no estilo e na experiência, acredito cada vez mais na investigação de processo criativo da arte contemporânea para a renovação de um olhar com foco na surpresa e na emoção.

Inquietude, curiosidade, surpresa, atração pela diferença e supresa, sempre foram características predominantes de minha personalidade. Questionamentos internos me levaram a passar de simples espectador a pesquisador de processos criativos na arte contemporânea.

Visitas a exposições, cursos e viagens de pesquisas em centros de arte contemporânea por todo o mundo me ajudam a identificar e valorizar meu próprio processo de criativo.

Em 2008, estive na China, visitando centros de arte contemporânea em Beijing, Shanghai, Hong Kong.

Visita de pesquisa em centros de arte contemporânea na China é um marco no meu processo de auto-expressão.

Muito mais que turismo, descobri nesta viagem características de minha personalidade com as dos artistas com quem tive oportunidade de conviver.

Artistas do Mogashan Art Center moram com suas famílias nos mesmos galpões onde produzem suas obras.

O convívio com artista de uma terra distante, com quem a comunicação era feita através de sinais,  possibilitou  um mergulho em meu próprio processo de auto-expressão.

Busco na manifestação artística o exercício do olhar e do auto-conhecimento.

Coragem, desprendimento, curiosidade, interesse pelo processo de criação e o exercício do olhar, muito mais do que o objetivo da manifestação artística, foram descobertas importantes dessa experiência.

Obra exposta no 798 Art Center em Beijing.

Um dos resultados concretos desse processo iniciado num país tão distante, tem sido a vontade de  inspirar questionamentos e expressar meu olhar através da escrita deste blog.

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Numa época em que marcas seguem o caminho da globalização, ao mesmo tempo que se popularizam, correm o  risco de se tornarem “commodities” padronizadas aos olhos de consumidores em busca de estilo e diferença.

Como consultor para concepção e execução de projetos de lojas conceito, realizo viagens de pesquisa  para identificar sinais de novas possibilidades nas áreas da experiência e do consumo para diferenciação e perpetuação de Lovemarks.

Uma das iniciativas de marcas de ponta para vencer o perigo da massificação, é o investimento em projetos de lojas de (re)posicionamento de marca, com diferenciais no décor, na variedade e exclusividade de produtos, na localização em endereços de ruas descoladas. Desta forma, marcas procuram, ao mesmo tempo faturar em pontos de varejo de massa, garantir o diferencial, exclusividade e atração de um público mais exigente, exclusivista, de alto potencial de compra.

O fervo do shopping ao ar livre nas esquinas das ruas Oscar Freire e Bela Cintra.

A agitação de uma tarde de sábado nas esquina de Oscar Freire e Bela Cintra.

Em novembro 2009,  estive em São Paulo, pesquisando lojas conceito na Rua Oscar Freire, endereço de referência de consumo diferenciado no Brasil. Abaixo sinalizo parte das impressões que identifiquei nesta pesquisa,  rica para o consumo baseado em experiências,  fenômeno que identifico como “Concept Shopping Experience.

ENDEREÇOS DE ESTILO

Por mais que a crise assombre e que a segurança dos shoppings ainda atraiam, o consumidor em lojas de ruas descoladas é uma tendência cada vez mais forte.

A vontade por céu aberto, por relax e contato com ar livre faz um público especial trocar o ar condicionado e estacionamento do shopping center pela diversão e o convívio de endereços de ruas.

Lojas, cafés, restaurantes, galerias estimulam o convívio de rua.

Ondas de bom astral, otimismo e savoir-vivre favorecem a auto-estima, a auto-gratificação e claro, o consumo.

Vitrines sinalizam com suas cores a energia e a superação dos tempos de crise.

FACHADAS e VITRINES

Fachadas e vitrines serao cada vez mais instrumentos poderosos para despertar a atenção e surpresa do consumidor em busca por experiências sensoriais e estéticas.

Fantástica a idéia da loja conceito da Nike, inagurada há 4 meses. Um comando eletrônico aciona 3 variações de fachadas diferentes.

Ripas de madeira certificada sofisticam o look da fachada

Ripas em movimento sugerem um grafiti.

A nova fachada lembra uma tela de arte contemporânea.

Galeria Melissa é um marco no consumo com foco em experiência. A decoração temática da fachada é trocada a cada 3 meses. Uma exposição de Barbies em tamanho natural atrae o público.

Na vitrine da East Pak, um grafiteiro coloca a prova seu talento customizando tenis e mochilas a venda na loja.

Pura sofisticação com a sugestão do rosto da Monalisa, que estampa a fachada da confeitaria Cristallo, uma referência de estilo na rua.

AMBIENTES

Lojas conceito conjugam natureza, tecnologia, lifestyle, permitindo a sensação de ambientes harmônizados pelo contraste e o bom gosto.

A natureza invade o salão do restaurante Almanara, minha gastronomia árabe preferida na cidade.

A tecnologia deixa sua marca nas paredes da loja Nike.

A projeção de imagens em sincronia com a música ambiente anima as compras da loja coneito da Nike, aberta há apenas 4 meses.

Um convite ao relax recebe os convidados nesta proposta de decor na entrada da Cavalera.

Ao fundo da loja, a Cavalera tem o vermelho banhado pela luz do sol.

(RE)POSICIONAMENTO DE MARCA

Além do objetivo comercial,  lojas conceito têm a missão institucional, de (re)posicionamento de marca. Educar o consumidor para novidades e apresentar produtos e serviços diferenciados fazem parte do DNA de lojas conceito.

A Nike aproveita a reinauguração da loja para educar seus clientes, apresentando sua linha casual fashion, pela primeira vez ocupando a entrada da loja, em substituição da esperada linha esportiva da marca.

CIRCULAÇÃO, EXPOSIÇÃO, NARRATIVA

A exposição, circulação e narrativa de lojas que valorizam conceito da experiência,  lembram o design de uma exposição de arte, onde uma história interessante deve ser PERCEBIDA pelo visitante. A exposição cuidadosa e setorizada dos produtos facilita a circulação e narrativa desejadas, influenciando o resultado final de interesse e da compra pelo consumidor.

Um exemplo de circulação que convida `a descoberta dos produtos, a loja com entrada de luz natural e muita vegetação, faz o cliente perder a noção de quanto tempo gasta na loja.

Neste container a marca setoriza as coleções exportação da marca.

Numa barraca, a marca explica o caminho do sucesso. Conta que o modelo popular em 1962, foi inspirado em chinelos japoneses feitos por fibra de arroz. Daí a textura de grãos de arroz que revestem o solado das sandálias!!

Exposições que convidam `a descoberta e `a diversão.


CUSTOMIZAÇÃO  “DO IT YOURSELF”

Uma tendência cada vez mais forte no consumo de ponta será a participação do consumidor como CRIADOR dos produtos que irá consumir. O cliente-artista será uma arma poderosa para a atração  de lojas que investem na fidelzação para surpreender o consumidor.

Customização será o grande trunfo para atrair clientes criativos e exigentes por estilo individual.

Sem pensar, uma camisa inicial gerou a compra de mais 4... a customização encanta e seduz a vontade de compra.

Sandálias Havaianas podem ser customizadas e compradas na hora. Ninguém terá uma igual a sua!

ARTE  E  CONSUMO

Nada como instalações e objetos de ARTE para oferecer um upgrade de diferenciação para ambientes do varejo. A arte terá um papel fundamental no consumo. Além do convite de artistas para assinar linhas de produtos especiais em parcerias com marcas (Madonna para HM, Stella MacCarthney para Adidas, Diane von Fustemberg para H. Stern), marcas investem em artistas para decorar seus ambientes.

A câmera da marca HOLGA ícone de fotógrafos nos anos 80 com recursos de filtros coloridos, é um objeto de desejo de modernos do século XXI. Nas prateleiras da Cavalera.

A bateria original da banda de rock Sepultura está em exposição temporária na vitrine da Cavalera.

Grafiti decora todo fundo da EastPack.

No banheiro feminino, meninas são convidadas a deixar suas mensagens nas paredes.

Uma boa sacada são lojas-galerias que além de vender, hospedam exposições temporárias. Vantagens: marcas tornam-se referência de ponto de encontro que valoriza arte e artistas têm a oportunidade de divulgar seus trabalhos.

ATENDIMENTO X CONSULTORIA

O atendimento em lojas conceito é estimulado por uma forte dose de intimidade, baseado em um profunda vontade de ajuda do consultor em conhecer e satisfazer o desejo de seu cliente. Uma relação estimulada por tal sentimento de intimidade, estimula a comunicação de  desejos onde a relação de compra e venda é substituída por uma experiência de confiança e amizade.

Muita simpatia somada a treinamentos específicos nas áreas de moda, arte, estilo, garantem funcinonários que conquistam o interesse do consumidor, em busca de atenção e diversão. Uma equipe de vendas bem preparada guarda ótimas histórias e fideliza uma relação duradoura de cumplicidade com os novos clientes-amigos.

Meu amigo, parceiro de pesquisa e fashion consultant francês Greg Gecé, depois de customizar sua camisa com ajuda dos consultores e novos amigos da Nike.

Para este post selecionei LOVEMARKS que, independente de setor, oferecem muito mais que uma oportunidade de consumo: oferecem a experiência da emoção, da surpresa, do mistério, de boas histórias, e do atendimento acolhedor.

Na hora de ir embora, depois de muita conversa, diversão e lazer, percebi que voltava para casa com algumas sacolas… uma prova séria de que lojas conceito não vendem somente um estado de espírito, bem estar e auto-gratificação… o idéia de projetos com base  no “concept shopping experience” que desenvolvo , propoe o ato de compra como a consequência direta e natural de uma experiência vivida e inesquecível.

É este o caminho do consumo contemporâneo.

Le Lis Blanc

Nike

Galeria Melissa

Eastpak

Cavalera

Havaianas

Cristallo

Almanara

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